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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Ministério da Saúde atrasa entrega de vacinas e gera problemas em Tatuí

Desde setembro há problemas no envio de doses contra hepatite A e B

O atraso no repasse de vacinas e medicamentos do Ministério da Saúde, que já afeta milhares de cidades espalhadas pelo país, gera agora transtornos também em Tatuí. Esta semana, a Diretoria Regional de Saúde, órgão ligado ao Governo do Estado, recomendou que o município utilize as vacinas contra hepatite A e hepatite B, disponíveis em estoque, sejam usadas exclusivamente na Santa Casa de Tatuí e na maternidade. Tudo porque há mais de cinco meses as doses não vêm sendo entregues. No dia 15 de outubro de 2015, a coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações, Ana Goretti Kalume Maranhão, expediu documento informando os motivos do problema. 

A Secretaria Municipal de Saúde informou que outras vacinas, como a tetraviral, que previne doenças como sarampo, caxumba, rubéola e varicela, estão sendo entregues em quantidades reduzidas. Fato que já vem gerando filas de espera nas salas de vacinação dos postos de saúde. 

Em setembro de 2015, por exemplo, a Vigilância Epidemiológica solicitou ao Ministério 400 doses dessa vacina. Porém, apenas 40 frascos foram enviados. 

Outros itens que também estão em falta são os exames de testagem rápida para detecção de Hepatite B e tuberculose. “O material ficou em falta por um ano e agora está vindo em quantidade bem menor. Por esse motivo esses exames agora estão sendo realizados em Itapetininga que é responsável por aplicar essa técnica em nossa região, enquanto a entrega dos materiais necessários para o procedimento não for normalizada. O exame é realizado em duas etapas, sendo necessário o paciente ir até Itapetininga duas vezes”, explica o secretário municipal de Saúde, Umberto Fanganiello Filho, Tuta.

Outro medicamento muito utilizado está sendo enviado em quantidade bem menor que a necessária. Trata-se da penicilina benzatina, um importante antibiótico utilizado para combater diversos tipos de bactérias. 

De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Marilu Rodrigues da Costa, essa falta de vacina e medicamentos é preocupante. “Estamos fazendo o possível para que a população não seja prejudicada. O setor vem adotando medidas como o agendamento de vacinas. No caso do teste de tuberculose, a frota do município está levando os pacientes ate Itapetininga de maneira gratuita”, argumenta. 

O Ministério da Saúde informou por meio de oficio que os laboratórios que produzem as vacinas passaram por reformas para melhorar a sua qualidade e por isso as entregas estão atrasadas. Já no caso da penicilina, o medicamento se encontra em falta no mercado decorrente da escassez de matéria-prima, por isso a quantidade encaminhada aos municípios é menor que a demanda. Ainda segundo o Ministério, foram realizadas reuniões com as empresas que fazem o medicamento no primeiro semestre de 2015 para buscar uma solução.

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