terça-feira, 11 de agosto de 2026
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Daniela Miranda cria cogumelos shimeji em Tatuí
Por Diogo Del Cistia, g1 Itapetininga e Região, com copidesque do DT
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| Produção de Daniela é totalmente sustentável — Foto: Arquivo pessoal |
"Eu sou advogada e cresci em um sítio na cidade. Sempre gostei muito da natureza, tenho uma conexão muito forte com ela e, por isso, quis criar algo relevante e que respeitasse o meio ambiente dentro do sítio. Foi aí que comecei com o shimeji branco", detalha.
Por se adaptar bem em temperaturas mais ambientes, Daniela aproveitou da característica e construiu um esquema de estufa sustentável, com madeira e material reciclado, às margens do Rio Sarapuí. O local, segundo Daniela, é próxima de uma área de preservação permanente e de alta umidade, gerando o "terreno" fértil para o shimeji.
"É um lugar que eu considerado ideal para o cultivo do cogumelo, que é bem estratificado. No meu cultivo, eu faço a parte apenas de frutificação, que é a final. Eu já compro o composto e, para o cultivo, uso fonte de umidade, que são uns 'aparelhinhos' de névoa. Molhamos o chão, pulverizamos os pacotes de substrato, mas a umidade é o fator de maior preocupação", destaca.
"O curso que eu fiz no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) foi muito bem detalhado, passando até as medidas de uma estufa ideal. Com base nisso, eu consegui falar com a pessoa que eu contratei para construir e que já tinha conhecimento em madeira, mas não em reciclados. Ele resolveu tentar e deu certo", lembra.
Na visão de Daniela, a maior dificuldade como produtora foi se inserir no mercado. Assim que a construção da estufa começou, ela decidiu iniciar a revenda de cogumelos de terceiros, justamente para entender como funcionava o consumo do fungo.
"Os cogumelos não são muito populares no Brasil, então, comecei a trabalhar antes para sentir como é a necessidade de restaurantes, consumidores finais, etc. A produção tem muitos desafios, mas o maior é sempre trabalhar as vendas e tentar aumentar o leque de clientes. O volume é vendido para restaurantes, mas o preço de venda não é tão bom. O valor agregado para o consumidor final é muito melhor", relata.
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| Daniela produz shimejis desde 2022 — Foto: Arquivo pessoal |
Em média, a produção de Daniela rende 350 quilos de shimeji ao mês. A profissional explica que a quantidade final pode variar de acordo com as questões climáticas, variando de 80 a 90 quilos por semana.
"Nós temos três salas de produção com escalonamento, e todo dia tem colheita por ele crescer muito rápido. A gente colhe, limpa e já embala em pacotes de um quilo, armazenando em uma câmara fria. Os produtos vão saindo durante a semana, de acordo com os pedidos sendo despachados", revela.
O preço do shimeji varia conforme o volume da compra. Para restaurantes que encomendam mais de 50 quilos, o quilo é vendido entre R$ 20 e R$ 22. Já para pedidos menores, o valor fica entre R$ 25 e R$ 28 por quilo. Daniela, no entanto, afirma que esses preços ainda estão abaixo do considerado ideal para a comercialização.
"Tudo depende da quantia que a pessoa vai comprar, mas esse não é o valor ideal de venda. Há muitos produtores no estado que são muito competitivos e possuem um preço muito agressivo. Estamos competindo com eles", reforça.
Além da concorrência com grandes produtores, a necessidade de comercializar rapidamente o shimeji, por ser um alimento altamente perecível, também dificulta a obtenção de melhores preços.
"Às vezes, acabamos vendendo por um valor mais baixo justamente pelo cogumelo ser um produto perecível. Ele precisa ficar resfriado e tem um giro rápido. Se não vendermos, acabamos perdendo o cogumelo. Temos essa dificuldade no mercado", lamenta.
Apesar dos desafios, a produtora acredita que o cultivo de shimejis é uma atividade rentável para ela, por se tratar de uma renda complementar. Acima do financeiro, ela preza pela qualidade do cogumelo, que é feito de forma artesanal pela família.
"Somos elogiados justamente pelo trabalho bem artesanal. Queremos deixar tudo ainda melhor para o consumidor final, mas ainda é rentável na quantidade que eu produzo. É uma renda média, já que eu tenho outra profissão. Além do valor monetário, o shimeji tem um valor especial para mim, que também envolve práticas sustentáveis que eu valorizo muito", finaliza.
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| Estufa de Daniela fica em Tatuí (SP) — Foto: Arquivo pessoal |
Com o aumento da procura pelo fungo, produtores rurais da região de Itapetininga (SP) encontraram na fungicultura uma oportunidade de unir inovação e rentabilidade. Originário de florestas de clima frio do Japão, da China e das Coreias, o shimeji precisou passar por adaptações para ser cultivado nas condições climáticas brasileiras.
Gustavo Cunha é um dos produtores que cultivam shimeji em Itapetininga. Ele explica que o processo de desenvolvimento do fungo não é simples, começando pelo preparo de um "composto", que pode ser feito a partir de diferentes substâncias, incluindo bagaço de cana.
"O composto mais usado aqui na região é feito de braquiária [capim]. É um material que tem em bastante abundância aqui no país. Mas, também, os produtores podem utilizar bagaço de cana ou uma roçada simples, de palhada", conta.
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| Cogumelo shimeji é 'queridinho' da culinária asiática — Foto: Arquivo Pessoal |
Além da braquiária, o composto também leva substâncias químicas, como o nitrogênio. A etapa final de preparo conta com a adição de cal, com o intuito de neutralizar o potencial hidrogeniônico (pH) antes do crescimento do fungo.
"Entramos com uma fração de hidrogênio, que é geralmente farelo de trigo ou de arroz. O cal serve para estabilizar o pH. Em época de chuva, a braquiária fica escassa, então, temos que recorrer a outras alternativas às vezes", observa.
"Esse aí é o volumoso, que a gente chama de carbono. E depois a gente entra com uma fração de nitrogênio, que geralmente é farelo, farelo de trigo, farelo de arroz. E depois também a gente adiciona um pouco de cal para estabilizar o pH", completa.
Segundo Gustavo, o composto é a parte mais delicada do cultivo do cogumelo. Em seguida, ele é submetido a um tratamento térmico, com a temperatura sendo controlada por cerca de uma semana.
"A temperatura é controlada para verificar a umidade e esterilizar o composto. Depois disso, ele é inoculado, ou seja, como se fosse 'plantar' o fungo do shimeji nesse composto. Em seguida, ele passa um tempo de incubação. No caso desse cogumelo, ele fica na faixa de 14 dias em uma sala escura e de baixa umidade, sem ventilação", explica.
Ao g1, o produtor explica que o shimeji começa a dar frutos depois de sete dias após a incubação. Depois do processo, o fungo é transferido para um ambiente oposto ao que estava: uma sala com alta umidade, ventilada e iluminada.
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| Gustavo cultiva shimejis em Itapetininga (SP) — Foto: Arquivo pessoal |
Gustavo afirma que, por causa da complexidade do cultivo e das "exigências" do cogumelo, o custo pode sair mais alto do que o pensado por produtores rurais que desejam iniciar no ramo. Porém, os resultados são positivos: devido à rápida proliferação, cada colheita pode render frutos todos os dias por até dois meses.
"O que encarece é o preparo do composto. Exige maquinário e principalmente mão de obra, que é um fator bem limitante. Se você quiser fazer o composto e ter agilidade, precisa de umas oito pessoas. É uma cadeia meio delicada, já que, se você quiser reduzir [a mão de obra], você precisa investir em mecanização", diz.
Entretanto, o shimeji é um dos cogumelos mais fáceis de cultivar na fungicultura e é a espécie mais produzida comercialmente, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP).
O produtor escolheu cultivar o shimeji principalmente pelo ciclo mais curto de produção. Diferentemente do shiitake, que leva cerca de três meses para frutificar, o shimeji produz os primeiros cogumelos em um período menor.
"O shimeji branco é menos descomplicado e precisa de uma temperatura menos fria, conseguindo ser cultivado em até 28ºC. O shiitake é 15ºC. Na região de Itapetininga, eu precisaria investir mais no ar-condicionado, em uma sala mais climatizada", pontua.
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| Shitake e shimeji são alimentos que despertam gosto umami — Foto: Fábio Tito/g1 |
Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP), São Paulo concentra cerca de 90% da produção nacional de cogumelos. As regiões de Mogi das Cruzes, Sorocaba e Bragança Paulista se destacam no cultivo. Entre as espécies mais produzidas estão o shimeji e o shiitake, seguidos pelo champignon de Paris.
"O composto do shimeji envolve materiais mais simples de se achar, enquanto o shiitake não. Ele precisa de lignina, que é encontrada na madeira. Por demorar três meses para ser cultivado, você corre o risco de descobrir alguma contaminação e descartar o lote inteiro já no segundo mês de produção", afirma Gustavo.
domingo, 9 de agosto de 2026
Nuvem rolo intriga morador e 'preenche' céu de Boituva
Por Pâmela Beker*, g1 Itapetininga e Região, com edição do DT
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Morador de Boituva registra formação de nuvem rolo na sexta-feira (7) Foto: Arquivo pessoal/Rodolfo Cruz |
O responsável pelos registros é Rodolfo Cruz, de 39 anos. Imagens feitas por ele mostram a formação cobrindo parte do céu da cidade. Ele contou ao g1 que fez as fotos por volta das 7h, quando saía do condomínio onde os pais moram para ir ao trabalho.
“Quando vi aquela formação no céu, o impacto visual foi tanto que não pensei duas vezes e registrei a cena. Um espetáculo da natureza”, contou Rodolfo à reportagem.
Segundo Rodolfo, foi a primeira vez que presenciou uma nuvem desse tipo. Ele disse que costuma registrar paisagens e formações no céu.
“Fiquei realmente impressionado com a cena, a formação da nuvem rolo estava perfeita e chamou muito a atenção na hora. É muito gratificante ver a força da natureza assim de pertinho”, relatou Rodolfo.
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Especialista explicou ao g1 que a formação ocorre pelo encontro do ar frio com o quente Foto: Arquivo pessoal/Rodolfo Cruz |
“Nesse encontro, ocorre a condensação de água. Ela fica em forma de rolo devido à subida do ar quente e à descida do ar frio”, esclareceu o professor.
A condensação acontece quando o vapor de água presente no ar esfria e se transforma em pequenas gotículas de água. É o mesmo processo que faz surgir gotinhas do lado de fora de um copo com bebida gelada. No caso das nuvens, quando o ar quente e úmido sobe e encontra uma camada de ar mais frio, o vapor de água perde calor e se transforma em minúsculas gotas. A reunião dessas gotículas dá origem às nuvens.
Segundo o especialista, a formação pode surgir pouco antes da chegada de ventos mais fortes e também anteceder episódios de chuva intensa e, em alguns casos, granizo. “É um fenômeno mais difícil de ocorrer, mas muito impressionante”, explicou o professor.
Nassif também afirmou que fenômenos climáticos, como o El Niño, podem favorecer a intensidade e a frequência dessas formações.
*Colaborou sob a supervisão de Desirèe Assis
quarta-feira, 29 de julho de 2026
TUCCA Música pela Cura apresenta Shlomo Mintz
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| Shlomo Mintz e Orquestra S. C. Tatuí Marcin-Szpadrowski_Peterson-Paes |
“Trazer um músico do porte de Shlomo Mintz para dividir o palco com jovens músicos brasileiros mostra um pouco do espírito do TUCCA Música pela Cura. Será um encontro raro entre duas gerações de músicos com trajetórias diferentes, unidos pelo palco e pelo propósito da TUCCA”, destaca Bela Pulfer, diretora artística do projeto.
Shlomo Mintz fez a sua estreia no Carnegie Hall aos dezesseis anos, com a Orquestra Sinfônica de Pittsburgh, sob a tutela de seu mentor, Isaac Stern. Desde então, construiu carreira paralela também à frente de orquestras, tendo regido grupos como a Royal Philharmonic, a NHK Symphony e a Israel Philharmonic. Já Emmanuele Baldini é spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) e regente titular da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí desde 2022.
O programa reúne duas obras do repertório para violino. Na abertura, Shlomo Mintz e Emmanuele Baldini interpretam como solistas o Concertone para Dois Violinos, de Mozart, obra que o compositor escreveu aos 18 anos, unindo elementos do concerto grosso barroco à sinfonia concertante. Na segunda parte, Mintz interpreta o Concerto para Violino, de Tchaikovsky – que teve estreia adiada por anos depois que o violinista originalmente convidado considerou a obra impossível de executar, e hoje integra o repertório central do instrumento – acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí sob a regência de Baldini.
Shlomo Mintz
Com carreira consolidada nas principais salas de concerto do mundo, é reconhecido por sua musicalidade, versatilidade estilística e domínio técnico. Ao longo da carreira, colaborou com nomes como Isaac Stern, Mstislav Rostropovich, Itzhak Perlman, Zubin Mehta, Claudio Abbado e Riccardo Muti, além de se apresentar com algumas das mais importantes orquestras do mundo. Recebeu prêmios como o Diapason d’Or, o Grand Prix du Disque e o Gramophone Award; em 2006, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Ben-Gurion, em Israel, e, em 2022, foi nomeado Membro Honorário da Academia de Música e Dança de Jerusalém.
Emmanuele Baldini
Violinista e regente italiano radicado no Brasil desde 2005, Emmanuele Baldini é spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) e regente titular da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí desde 2022. Em 2017, recebeu o Prêmio de Melhor Instrumentista da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e, em 2021, foi agraciado pelo Governo do Estado de São Paulo com a Medalha Tarsila do Amaral por seus méritos artísticos.
Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí
Criada em 1985, a Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí reúne alunos e bolsistas da instituição, considerada uma das maiores e mais importantes escolas de música e artes cênicas da América Latina. Sob a regência de Emmanuele Baldini desde 2022, o grupo já recebeu solistas convidados de destaque nacional e internacional. O Conservatório de Tatuí é um equipamento de formação e difusão cultural da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Sustenidos Organização Social de Cultura.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Dia do Escritor celebra a literatura e o turismo em São Paulo
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24/07/2026 às 14:49 | Neste sábado (25), as letras e os livros brasileiros estão em festa. Comemora-se em todo o País o Dia Nacional do Escritor, em homenagem aos artistas da palavra que norteiam a nossa cultura desde os tempos coloniais. Brasil afora, são realizados eventos que buscam valorizar os autores da nossa Literatura, incentivando a leitura de suas obras, romances, compilações de poesia, crônicas, contos, biografias. Quando o assunto é Brasil, os cenários da vida real, vistos por seus escritores, ganham cores e contornos em forma de palavras. São cenários de todo um povo.
Quando o assunto é São Paulo, estado e capital, escritos à pena, caneta, máquina de escrever ou teclado, a Literatura feita por escritores das terras bandeirantes delineia lugares icônicos e destinos turísticos que também viraram palavras. A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) folheia páginas da nossa literatura e traz à lembrança cinco autores, homens e mulheres que falaram de sua terra e sua gente, que descreveram em metáforas e rimas a aventura do povo paulista, dos relatos antigos aos sites da internet.
“O Príncipe de Nassau” e “A Marquesa de Santos” são alguns dos livros de Paulo Setúbal, nascido em Tatuí, na região de Sorocaba. Em sua estreia, no livro de poesias “Alma Cabocla”, de 1920, ele dedica um capítulo inteiro à cidade natal, descrevendo a vida caipira do interior. Em 1937, lança “Confiteor”, onde eternizou personagens, ruas e histórias reais de Tatuí (a 131 km da capital), conhecida como a “Capital da Música” (o Conservatório de Tatuí é um dos maiores centros de formação musical latino-americanos). Já a história de Tatuí é contemplada no Museu Histórico Paulo Setúbal, na região central, aberto de terça a domingo.
Mário de Andrade (1893 – 1945)
O paulistano Mário de Andrade foi um dos promotores da Semana de Arte Moderna de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo, ao lado de Oswald de Andrade, de Tarsila do Amaral e Anita Malfatti, do poeta Raul Bopp e de Villa-Lobos. Em “Pauliceia Desvairada”, que Mário escreveu entre dezembro de 1920 e dezembro de 1921, poemas e prosas poéticas retratam atrações da metrópole paulista, como o Theatro Municipal, um dos principais pontos da região do Anhangabaú, no centro da capital. Do outro lado do Vale, o passeio no Triângulo SP conduz turistas pelo Centro Histórico da cidade, aos fins de semana. Como o próprio Mário escreve na Paulicéia: “Oh! Este orgulho máximo de ser paulistamente!!!”.
Monteiro Lobato (1882 – 1948)
Nascido em Taubaté, Monteiro Lobato criou o Jeca Tatu e as histórias com os personagens do “Sítio do Pica-pau Amarelo” (a boneca Emília, o Visconde de Sabugosa, a Tia Benta, Narizinho, Pedrinho e a Tia Nastácia). Viveu até os 16 anos na fazenda do avô, num casarão do século XIX que inspirou as histórias do “Sítio”, hoje o Museu Monteiro Lobato, em Taubaté (a 142 km da capital), cuja visitação ocorre de terça a domingo. O escritor também foi editor, tradutor e ativista da presença do livro na vida brasileira. Seus livros adultos “Urupês” e “Cidades Mortas” fazem alusão à decadência das cidades do Vale do Paraíba. Monteiro Lobato dizia que “livro é sobremesa: tem que ser posto debaixo do nariz do freguês”.
Maria José Dupré (1898 – 1984)
A autora de “Éramos Seis”, Maria José Dupré, nasceu no Paraná, mas seus pais se mudaram para Botucatu, no interior paulista, quando ela era criança. Após seu casamento, mudou-se para a capital, onde sua produção literária ganhou vulto. “Éramos Seis” foi publicado em 1943, com prefácio de Monteiro Lobato e foi o maior sucesso da escritora, em história que cobre três décadas da família Lemos, em São Paulo, focando nos dramas e sacrifícios da matriarca Dona Lola. A personagem retorna para Itapetininga, sua cidade natal, onde busca refúgio após as suas perdas. A Revolução de 1932 é um dos momentos retratados na trama do livro.
Hernâni Donato (1922- 2012)
Hernâni Donato nasceu em Botucatu (a 235 km de São Paulo). Foi tradutor (de clássicos como “A Divina Comédia”, de Dante), fez roteiros para o cinema (“O Caçador de Esmeraldas” e “Chão Bruto”, este baseado em seu livro) e para a TV, foi biógrafo (escreveu sobre Cervantes, José de Alencar, Casimiro de Abreu e Vicente de Carvalho), trabalhou nas editoras Abril e Melhoramentos. Detalhou Botucatu em seu clássico “Achegas para a História de Botucatu”, sobre a formação do município. A Cuesta, em Botucatu, é uma das mais belas paisagens do interior paulista, com mirantes, quedas d’água, vales, rios e picos como a Pedra do Índio e as Três Pedras.
Maurício de Sousa (1935)
Cartunista, escritor e empresário nascido em Santa Isabel (a 60 km da capital), Maurício de Sousa é um dos maiores nomes da atual literatura infantil no Brasil. Sua trajetória começou na Folha de S. Paulo nos anos 1950, como repórter policial e mais tarde, publicou seus personagens (o cão Bidu, a Turma da Mônica) em suplementos infantis de jornais. Das revistas “Bidu” (Editora Continental, 1960) e “Mônica” (Editora Abril, 1970), para o desenho animado e os produtos licenciados, são mais de 60 anos. Imortalizado como Patrimônio Cultural Imaterial de São Paulo, o cartunista tem seus personagens espalhados pela capital paulista na exposição “Caça às Estátuas – Turma da Mônica” até 01 de agosto. Para turistas e moradores.
Dia Nacional do Escritor
“Quando escrevo, não penso na literatura: penso em capturar coisas vivas.”
(João Guimarães Rosa)
A data de 25 de julho foi escolhida em 1960 para comemorar o Dia Nacional do Escritor pelo então presidente da União Brasileira de Escritores (UBE), João Peregrino Júnior e seu vice-presidente, o escritor baiano Jorge Amado, logo depois do I Festival do Escritor Brasileiro. Neste dia, que celebra a importância dos profissionais das letras, são realizadas solenidades e eventos em escolas, bibliotecas, órgãos públicos e academias para incentivar a leitura da Literatura Brasileira, bem comemorar a vida e a obra de escritores brasileiros, uma vez que nomes como Machado de Assis e Clarice Lispector são reconhecidos no Exterior.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Fotógrafo 2T retrata a cultura brasileira pelas lentes
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| Futebol também faz parte do olhar atento (Crédito: 2T) |
22/07/2026 às 20h46 | Há fotografias que apenas registram um instante. Outras conseguem revelar histórias, identidades e modos de viver. É nesse território que atua o fotógrafo Mattheus da Silva Santos, conhecido artisticamente como 2T. Nascido no Ceará e criado em Sorocaba, ele construiu um trabalho que ultrapassa o simples ato de fotografar e se aproxima da arte como forma de interpretação da cultura brasileira.
Desde 2015, quando começou a fotografar como hobby, 2T vem transformando o olhar atento sobre o cotidiano em profissão. O interesse surgiu de maneira espontânea, ainda no ensino médio, ao experimentar a câmera de um celular novo. Uma imagem de paisagem feita em Tatuí e a reação positiva das pessoas despertaram algo maior.
"Eu achei bonito e a reação das pessoas acendeu uma chama. A diretora da escola me chamou para fotografar os eventos e foi aí que percebi que gostava mais de fotografar pessoas do que paisagens", conta.
O percurso o levou a uma fotografia marcada pela observação dos espaços populares, das manifestações culturais e das relações humanas. Em vez de buscar cenários grandiosos, 2T prefere os lugares onde a vida acontece de maneira espontânea: a rua, a periferia, os campos de várzea, os ônibus lotados, as festas, os teatros e as arquibancadas.
Para ele, a fotografia é também uma forma de preservar memórias e valorizar identidades que muitas vezes permanecem à margem dos grandes discursos culturais.
"Hoje eu me considero um fotógrafo cultural. Não se trata apenas de registrar eventos, mas de fotografar as diferentes culturas que formam o Brasil. Gosto de estar na aldeia indígena, na periferia, no futebol de várzea, na cultura de arquibancada, no teatro, no circo. É tudo isso que ajuda a construir a nossa cultura brasileira", afirma.
Essa percepção aparece também na maneira como o fotógrafo entende a brasilidade. Distante dos estereótipos frequentemente explorados pela publicidade, seu trabalho busca o país real, encontrado nos pequenos gestos e nos territórios do interior.
"O verdadeiro gingado brasileiro está nos becos e vielas úmidas, dentro de um ônibus lotado, longe dos grandes centros e principalmente nos interiores do país. É esse Brasil que me interessa fotografar", diz.
A estética das imagens de 2T é marcada pelo uso intenso das cores. Em suas fotografias, elementos aparentemente comuns ganham força poética e se transformam em narrativas visuais.
"Eu gosto de transmitir vida. Minhas fotos são sempre muito coloridas porque a cor traz isso. Existem ambientes aos quais ninguém dá importância, e eu quero transformá-los em algo vivo. O mundo já é muito cinza e sem graça, então, na minha fotografia, eu quero fazer o contrário", explica.
Entre os trabalhos que mais o marcaram está um ensaio realizado em um canavial de Tatuí para a peça teatral *Labuta*, em que atores vestidos como trabalhadores carregavam facões com os nomes de suas mães. Outra imagem que ganhou grande repercussão foi o retrato de um cachorro caramelo diante de uma bandeira do Brasil, fotografia que viralizou durante a Copa do Mundo e ultrapassou 1,5 milhão de visualizações.
Ao longo de pouco mais de uma década, o fotógrafo transformou uma curiosidade juvenil em profissão, sem abandonar o sentimento que o levou a fotografar pela primeira vez: a vontade de observar e compreender o mundo.
Em um tempo marcado pela velocidade das imagens, o trabalho de 2T lembra que a fotografia também pode ser arte, memória e documento cultural — uma maneira de revelar a beleza escondida nos encontros cotidianos e nas múltiplas expressões que formam a identidade brasileira.
sábado, 11 de julho de 2026
Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí leva repertório brasileiro e estreia mundial ao WASBE 2026
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10 de julho de 2026 | A Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí será uma das atrações da programação do Congresso Mundial da World Association for Symphonic Bands and Ensembles (WASBE 2026). O concerto acontece no dia 24 de julho, às 17h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, reunindo obras de compositores brasileiros e internacionais, além da estreia mundial da versão para banda sinfônica de Choro Rapsódia nº 1, de Hudson Nogueira.
Sob a direção de Marco Almeida Jr., o grupo apresenta um programa que evidencia sua vocação para a difusão da música contemporânea e do repertório brasileiro para bandas sinfônicas. O concerto contará ainda com a participação do saxofonista barítono Giancarlo Medeiros, mestre em Música pela UFRJ e referência na pesquisa do repertório brasileiro dedicado ao instrumento.
A abertura será com Pochito (2025), da compositora chilena Mariela Paz. Em seguida, Giancarlo Medeiros interpreta a estreia mundial da versão para banda de Choro Rapsódia nº 1, escrita especialmente para saxofone barítono e banda sinfônica por Hudson Nogueira.
Na sequência, o público ouvirá dois movimentos da Suíte Guanabara, de Osvaldo Lacerda — Indução e Marcha Rancho —, obra inspirada em elementos da cultura brasileira. O programa será encerrado com a Sinfonia nº 2 “Vozes”, do compositor norte-americano James M. Stephenson, composta pelos movimentos Prelúdio: Da Paixão, Gritos e Murmúrios e De Um.
Fundada em 1992, a Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí é uma das principais referências brasileiras na produção e difusão do repertório para bandas sinfônicas. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se pelo incentivo à criação de novas obras, pela colaboração com maestros convidados do Brasil e do exterior e pela construção de uma das mais importantes discografias dedicadas à música brasileira para essa formação. Atualmente, o conjunto reúne 54 músicos sob a direção artística de Marco Almeida Jr.
Além de reger a banda, Marco Almeida Jr. desenvolve uma carreira como eufonista, educador e maestro convidado. Formado em Eufônio pela Faculdade Mozarteum de São Paulo e em Regência pelo Conservatório de Tatuí, atua também na formação de novas gerações de músicos e regentes na instituição.
O solista Giancarlo Medeiros é professor do Conservatório de Tatuí, integrante do SaxBrasil Quartet e um dos principais pesquisadores do repertório brasileiro para saxofone barítono. Seu trabalho acadêmico e artístico inspirou a criação de diversas obras dedicadas ao instrumento por importantes compositores brasileiros.
Sobre a WASBE Rio 2026
O concerto integra a programação da WASBE Rio 2026, que será realizada entre os dias 20 e 26 de julho de 2026. Pela primeira vez sediada na América Latina, a conferência reunirá músicos, regentes, pesquisadores, compositores, educadores e estudantes de diversos países em uma programação que inclui concertos, workshops, palestras, concursos, sessões de leitura e atividades de formação.
A realização da edição brasileira conta com parceria entre a UFRJ, por meio de sua Escola de Música, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, a Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a FUNARJ, a Fundação Universitária José Bonifácio e a Marinha do Brasil, por intermédio da Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais. O projeto também conta com apoio da FAPERJ e do Ministério da Cultura.
Além de receber importantes conjuntos brasileiros e internacionais, a programação promoverá a formação da WASBE World Youth Wind Orchestra, reunindo jovens músicos de diferentes países, e o Fringe Festival “Por Todas as Bandas do Brasil”, com apresentações gratuitas em diversos espaços culturais do centro do Rio de Janeiro. A realização da WASBE Rio 2026 representa um marco para a música de bandas sinfônicas na América Latina e reforça o protagonismo da EM/UFRJ na formação, produção artística e pesquisa em música.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Câmara de Tatuí entrega mais dez títulos de Cidadania
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29/06/2026 | A Câmara Municipal de Tatuí realizou na última quinta-feira (25), uma Sessão Solene para homenagear dez pessoas com títulos de Cidadania. O presidente da Câmara, vereador Renan Cortez, abriu a solenidade e passou a condução dos trabalhos para a vereadora Rosana do Supermercado, vice-presidente da Câmara, que deu andamento à solenidade.
A apresentação musical na solenidade foi feita pelo grupo “Os Amigos da Música”, composto por Hélio Loretti, Pedro Adilson Pavanelli e Paulo Rita de Aguiar Filho.
Foram entregues nove títulos de “Cidadão Tatuiano” e um título de “Cidadão Benemérito de Tatuí”.
O título de “Cidadão Tatuiano” é atribuído à pessoa não nascida em Tatuí, que tenha reconhecidamente prestado relevantes serviços ao município ou proporcionado benefícios de ordem pública à comunidade.
Já o título de “Cidadão Benemérito de Tatuí” é atribuído à pessoa natural do município ou que já tenha recebido o título de “Cidadão Tatuiano”, que se dedique ou tenha se dedicado à prestação de serviços de assistência social, material, religiosa ou psicológica, que caracterizem atos de benemerência para com a comunidade.
Receberam o título de “Cidadão Tatuiano”:
Ademir Polis — propositura de Vade Manuoel
Djalma Benedito Mathias — propositura de Kelvin
Elisete Ribeiro — propositura de Rosana do Supermercado
Felipe Fernandes Iazzetti — propositura de Leandro Magrão
Juliana Rossetto Leomil Mantovani — propositura de Renan Cortez
Milena Cristiane Barros — propositura de Renan Cortez
Milton Pires Correa — propositura de Alex Mota
Pedro Henrique Vidal da Costa — propositura de Leandro Magrão
Sandro Rogério Faria — propositura de Ricardo Trevisano
Recebeu o título de “Cidadã Benemérita de Tatuí”:
Melissa Paloma dos Santos Popts — propositura de Renan Cortez
A SOLENIDADE – A saudação oficial do Legislativo aos homenageados foi feita pelo vereador Leandro Magrão. Entre os homenageados, Ademir Polis, Djalma Benedito Mathias, Juliana Rossetto Leomil Mantovani e Milena Cristiane Barros fizeram o uso da tribuna em nome de todos os que receberam as homenagens, destacando a importância do reconhecimento oficializado pela Câmara.
Ainda durante a sessão, foi exibido o minidocumentário “Tatuí, uma pequena e longa história”, produzido Pedro Henrique Vidal da Costa — um dos homenageados da noite — em alusão aos 200 anos de Tatuí.
Ao final da solenidade, a vice-presidente da Câmara, Rosana do Supermercado, destacou a importância das honrarias e felicitou os homenageados. “Que este título seja recebido como símbolo do quanto suas histórias são valiosas e do quanto suas contribuições são importantes para o nosso município.”
A Sessão Solene de entrega dos títulos de Cidadania está disponível nos canais oficiais da Câmara de Tatuí nos seguintes links:
TV Câmara: http://tvcamaraaovivo.net/camaratatui/
Youtube: https://www.youtube.com/@camaratatui
Facebook: https://www.facebook.com/camaratat
domingo, 28 de junho de 2026
Eleições 2026: mesários devem confirmar convocação nos canais oficiais
28/06/2026 | O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informa que mesárias e mesários devem confirmar a convocação para as Eleições 2026 por meio da área do colaborador da Justiça Eleitoral. A mensagem para validar a participação no pleito de outubro já começou a ser enviada exclusivamente por e-mail. A notificação padronizada traz a função a ser desempenhada, o local de atuação, as datas e os horários de comparecimento, além de link para a área do colaborador e código para confirmação.
A página oficial para a confirmação é Link. Antes de clicar em qualquer link recebido por e-mail ou outros canais, recomenda-se passar o cursor do mouse sobre o endereço eletrônico para checar se há o correto direcionamento ao site da Justiça Eleitoral — o endereço para onde o link aponta aparecerá no canto inferior da tela. Pelo celular, pressione e segure (toque longo) sobre o link, sem clicar. Um menu flutuante aparecerá na tela, exibindo a URL completa, permitindo que você decida se é seguro copiá-la ou abri-la. Na dúvida, não clique em nada e entre direto no site do TRE-SP, em www.tre-sp.jus.br. Em seguida, clique em “Mesários – convocação”, no lado direito da tela do computador. Pelo celular, essa opção está dentro do menu “Serviços”.
O TRE-SP reforça que comunicações com erros de ortografia, linguagem de urgência, pedidos de dados pessoais incomuns ou solicitações de pagamento devem ser consideradas suspeitas. Porém, mesmo mensagens que parecem legítimas podem levar a páginas fraudulentas e a tentativas de golpe. Dúvidas podem ser esclarecidas diretamente com os cartórios eleitorais (consulte endereços, e-mails e telefones) ou pela Central de Atendimento ao Eleitor (telefone 148).
Após o recebimento da mensagem do TRE-SP, a pessoa deve acessar, em até três dias úteis, a página de convocação para confirmar a nomeação. É necessário informar o número do título de eleitor e o código enviado no próprio e-mail. Também é possível utilizar as credenciais da plataforma Gov.br para fazer a confirmação. Nesse caso, não é preciso informar o código de validação encaminhado na mensagem. A comunicação traz ainda orientações sobre os benefícios garantidos aos mesários e os canais de contato da respectiva zona eleitoral.
Além da área específica para mesários, a consulta e confirmação da convocação também podem ser realizadas pelo Autoatendimento Eleitoral. Na aba “Mesária/Mesário”, é possível atualizar dados cadastrais, consultar o local de trabalho, acompanhar o cronograma de treinamentos e, após as eleições, obter a declaração de atuação para fins de dispensa profissional pelos dias trabalhados.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Flor de Maracujá leva forró vibrante ao Arraiá da Vila Santana, em Sorocaba
Do Cruzeiro do Sul, com edição do DT
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O show ocorre durante o Arraiá da Vila Santana e promete colocar o público para dançar ao som de clássicos e releituras do gênero. O grupo é formado por Pietra Barbosa (voz e triângulo), Geovana Domingos (guitarra), Geovana Job (escaleta) e Bianca (zabumba), instrumentistas que compartilham a formação no Conservatório de Tatuí e experiências acumuladas em diferentes palcos e espaços culturais da cidade.
A apresentação integra a programação que busca resgatar o clima das antigas quermesses de bairro, oferecendo um ambiente acolhedor para famílias e apreciadores da cultura regional.
Além do show do Flor de Maracujá, a programação contará com discotecagem do DJ João JR e apresentação do sanfoneiro Caio. O cardápio reúne sabores tradicionais das festas juninas, como lanche de pernil, sopa de cebola, quitutes à base de milho, vinho quente e quentão.
O evento será das 14h às 21h, em espaço aberto na rua João Nascimento, 491, na vila Santana. A entrada é gratuita.
sábado, 20 de junho de 2026
Escola de Boituva cria álbum com alunos e professores para estimular presença em sala de aula
Por Alice Queiroz, TV TEM, com edição do DT
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19/06/2026 07h04 | Em clima de Copa do Mundo, a Escola Estadual João Moretti, em Boituva (SP), encontrou uma forma diferente de incentivar a participação dos alunos: a troca de figurinhas na sala de aula. Mas no lugar de jogadores e seleções, o álbum reúne rostos que fazem parte da rotina escolar. Estudantes, professores e até a diretora ganharam espaço na coleção.
Assim que receberam os álbuns, os alunos correram para procurar as próprias figurinhas, conferir como ficaram as fotos e descobrir quais seriam as mais difíceis de completar na coleção.
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| Foto: Paulo Oliveira/TV TEM |
A estudante Isabelli Oliveira França achou a iniciativa muito interessante e destacou que isso tem motivado os alunos a irem às aulas.
"Bate aquela ansiedade para ver como ficou a nossa figurinha, a figurinha dos nossos amigos, até dos nossos professores", comenta.
A proposta surgiu exatamente para isso: estimular o engajamento dos alunos e a presença em sala de aula. Segundo a professora Gabriela Lisieux, a ideia foi inspirada no interesse que as crianças demonstram por colecionáveis e trocas.
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| Foto: Paulo Oliveira/TV TEM |
"A gente quer trabalhar esse projeto ao longo de mais dois bimestres, que aí seriam o segundo e o terceiro bimestre desse ano. E aí, eles vão receber essas figurinhas semanalmente, se eles cumprirem os pré-requisitos da escola", detalha a professora.
Os pacotinhos serão distribuídos durante os bimestres e algumas figurinhas serão mais raras que outras. A expectativa é que os alunos completem o álbum aos poucos, promovendo interações e trocas entre colegas.
Para o professor Nathan Rodrigues, a iniciativa vai além da brincadeira.
"O objetivo é eles frequentarem a escola e receberem essa premiação. Aumentar o engajamento, aumentar a frequência e, com isso, eles terem o álbum completo que gera também uma sensação de pertencimento", analisa o professor.
A novidade transformou a dinâmica dentro da escola. O álbum virou assunto entre os estudantes, despertou curiosidade e incentivou a convivência.
"Eu gostei bastante. A gente fica nervosa, né, pensando em como vai ficar a foto, as edições e tudo mais. Mas eu achei bastante legal saber que meu rostinho vai estar ali e outras também vão poder trocar figurinhas minhas, eu achei bem legal", diz a estudante Yasmin Silva.
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| Foto: Paulo Oliveira/TV TEM |
Município não pode fixar limite de ruído ambiental superior à norma federal
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| Magnific |
O relator da ação, desembargador Ademir Benedito, afastou a alegação do município de que não cabe controle de constitucionalidade em decreto regulamentar. Para o magistrado, o dispositivo é um regulamento autônomo, já que “inova no ordenamento jurídico ao fixar limites e criar exceções, tratando-se de norma de efeito primário, e, por isso, tornando-se passível de sofrer controle direto e abstrato de constitucionalidade.”
No mérito, o relator citou entendimento do Supremo Tribunal Federal e ponderou que o munícipio pode legislar sobre meio ambiente no limite do interesse local, desde que o faça de forma harmônica com a legislação já estabelecida pela União e estado, sendo vedada a previsão de níveis de tolerância à degradação ambiental maiores do que os já delimitados. “Evidente que não é de interesse da população da cidade de São Paulo estar submetida a níveis de ruído ainda mais intensos do que os suportados pelos habitantes de outras cidades, com prejuízo direto à sua saúde e bem-estar, até porque São Paulo se trata de uma megalópole, cuja vida cotidiana impõe aos seus concidadãos o convívio diário e ininterrupto com sons multivariados, e seus habitantes, atualmente, estão tendo que conviver com o barulho adicional ocasionado por novas construções civis que se propagam em todo canto da cidade”, escreveu. Com informações da assessoria de imprensa do TJ-SP.
Clique aqui para ler o acórdão
Processo 2257545-39.2025.8.26.0000
quarta-feira, 17 de junho de 2026
Em São Paulo, mais de 9,4 milhões de pessoas já possuem a Carteira de Identidade Nacional
Mais de 20% da população paulista já emitiu o novo documento. Em todo o país, 55,8 milhões de brasileiros já estão com a identificação. Acesse gov.br/identidade e saiba como fazer a sua
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| Foto: Divulgação/MGI |
A primeira via da CIN é gratuita e pode ser emitida em todos os estados. Para solicitar o documento, basta apresentar a certidão de nascimento ou de casamento. Em âmbito nacional, são emitidas, em média, 39,6 mil carteiras por dia e 1,13 milhão por mês. Nos primeiros dias de junho de 2026 já foram emitidas 782,6 mil novas identidades.
Confira como fazer a CIN no seu estado
A CIN substitui o antigo Registro Geral (RG) e adota o CPF como número único de identificação do cidadão. A medida elimina a possibilidade de uma mesma pessoa possuir diferentes números de identidade em estados diferentes e reduz duplicidades e aumenta a confiabilidade dos registros públicos. O documento tem validade em todo o território nacional.
SEGURANÇA — A nova carteira incorpora mecanismos modernos de segurança, como o QR Code, que permite a verificação rápida da autenticidade do documento por meio do aplicativo de leitura da CIN, disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos. Com a ferramenta, também é possível consultar as informações constantes na versão física do documento.
BIOMETRIA — Outra inovação é a integração da CIN aos sistemas biométricos de identificação, fortalecendo a segurança do cidadão e do Estado e contribuindo para o acesso mais seguro a serviços e benefícios públicos.
GOV.BR — Além de funcionar como documento de identificação em todo o território nacional, a CIN também amplia o acesso aos serviços digitais do Governo do Brasil. Integrada à plataforma GOV.BR, a nova identidade permite a obtenção da conta nível Ouro, o mais alto grau de segurança disponível, e pode ser utilizada para recuperar o acesso à conta em casos de perda ou troca de celular.
RECUPERAR CONTA — Para utilizar essa funcionalidade, o cidadão deve manter o aplicativo GOV.BR atualizado e estar com a versão física da CIN em mãos. O processo inclui a realização do reconhecimento facial e a leitura do QR Code presente no documento. Após a validação da identidade, um código de confirmação é enviado por e-mail ou SMS, permitindo a recuperação da conta de forma ágil e segura.
A primeira via da CIN é gratuita
VERSÃO DIGITAL — Uma das vantagens da nova carteira é a sua versão digital disponível no aplicativo GOV.BR. A partir do recebimento do documento impresso, as pessoas já podem acessar o aplicativo para baixar a CIN em formato digital. Isso pode simplificar o uso em viagens ou em outras ocasiões em que for necessário se identificar.
INCLUSÃO DE DOCUMENTOS — A versão digital permite ainda a inclusão de outros documentos e registros do cidadão, como Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), identidade funcional, certificado militar, PIS/PASEP, NIS e NIT. Para isso, os documentos devem ser apresentados no momento da solicitação da carteira.
BENEFÍCIOS SOCIAIS — Instrumento de cidadania e base da Infraestrutura Pública Digital de Identificação Civil, a CIN contribuirá para aprimorar os cadastros dos programas sociais e ampliar a qualidade das bases de dados da administração pública.
Em abril deste ano, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) definiu um novo cronograma para a adoção da CIN na concessão e renovação de benefícios sociais. Pessoas sem cadastro biométrico deverão emitir a CIN a partir de janeiro de 2027. Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028.
VALIDADE — A validade da CIN varia de acordo com a faixa etária do titular. Para crianças de até 12 anos incompletos, o prazo é de cinco anos. Entre 12 e 60 anos incompletos, a validade é de dez anos. Para pessoas com mais de 60 anos, o documento tem validade indeterminada.
PADRÃO INTERNACIONAL — A carteira também segue padrões internacionais de identificação e inclui uma zona de leitura mecânica (MRZ), semelhante à utilizada em passaportes. Isso permite sua utilização em viagens para países que mantêm acordos com o Brasil, como os integrantes do Mercosul. A CIN, no entanto, não substitui o passaporte para viagens a outros destinos internacionais.
domingo, 31 de maio de 2026
Tamanduá-bandeira é flagrado carregando filhote nas costas na zona rural de Guareí
Animal seguiu em direção à área de mata logo após ser filmado. Tamanduá-bandeira é a maior das quatro espécies de tamanduás do mundo.
Por g1 Itapetininga e Região com edição do DT![]() |
| Tamanduá foi visto na zona rural de Guareí (SP) — Foto: Arquivo pessoal |
25/05/2026 15h17 | Um tamanduá-bandeira foi flagrado carregando um filhote na tarde deste domingo (24), no bairro do Rincão, na zona rural de Guareí (SP).
O momento foi registrado por Gabriel Melo, que mora na região e foi surpreendido com os animais. No vídeo, é possível ver o tamanduá caminhando em uma área de vegetação, com um filhote agarrado nas costas. Assista ao vídeo acima.
Ao g1, Gabriel revela que nunca havia visto um tamanduá de perto. Ele estava indo para a casa da namorada quando fez o registro.
"Eu estava passando de moto quando vi o tamanduá bem perto da cerca. Eu dei meia-volta e fiz o registro. Nunca tinha chegado tão perto assim de um desses. Não pensei duas vezes em pegar o celular e gravar."
O biólogo Thiago Godoi, de Cerqueira César (SP), explica o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é a maior das quatro espécies de tamanduás do mundo. É considerado um mamífero solitário e pacífico, tendo de 2 a 2,5 metros de comprimento.
"Ele é banguela, não tem mandíbula e pode pesar até 50 quilos. A língua dele é bem grande, com cerca de 60 centímetros, podendo entrar e sair da boca até 160 vezes por minuto", explica.
"Todo avistamento de animais deste porte em áreas urbanas deve ser comunicado o mais rápido possivel às autoridades. Apesar de pacífico, em hipótese alguma deve-se manusear um animal assim sem o devido conhecimento. Ele sabe se defender muito bem e possui garras que podem 'fazer um estrago'", alerta.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Enem 2026: inscrições começam nesta segunda (25/5) com cadastro automático para alunos da rede pública
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Já está disponível o edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 com algumas mudanças para ampliar o acesso à educação superior: a partir desta edição, os estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas terão sua inscrição realizada de forma automática. O período de inscrições e de confirmação dos dados para o exame começam na próxima segunda-feira, 25 de maio, e seguem até 5 de junho, exclusivamente pela Página do Participante.
A novidade, que utiliza o cruzamento de dados das redes de ensino, elimina a etapa inicial de cadastro para milhares de jovens. Mesmo com a inscrição pré-preenchida, o estudante deverá acessar o sistema do Enem, pela Página do Participante, para confirmar sua participação e complementar informações, como o município onde deseja realizar as provas, a língua estrangeira escolhida e a necessidade de recursos de acessibilidade, se for o caso.
TAXA E ISENÇÃO — Para os candidatos que não possuem isenção, o valor da taxa de inscrição foi mantido em R$ 85. O pagamento pode ser via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto até o dia 10 de junho. Vale lembrar que mesmo os alunos que tiveram o pedido de isenção aprovado precisam acessar o sistema para confirmar sua participação no exame. O prazo para fazer o pagamento vai até o dia 10 de junho.
O prazo de 25 de maio a 5 de junho também vale para os pedidos de atendimento especializado e tratamento por nome social.
CRONOGRAMA DO ENEM 2026
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No edital do Enem 2026, é possível conferir todas as regras da edição, como o cronograma, os procedimentos para atendimento especializado e demais orientações aos participantes.
LOCAIS DE PROVA – Os locais de aplicação das provas também foram ampliados. A estimativa é de aumentar para cerca de 10 mil o número de escolas que receberão o exame em todo o país, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A medida busca facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos para aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública, com a possibilidade de realizarem as provas na própria escola em que estudam. Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o Ministério da Educação (MEC) estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre cidades.
CERTIFICAÇÃO – O Enem 2026 continuará possibilitando a certificação de conclusão do ensino médio para participantes maiores de 18 anos. Para utilizar o exame com essa finalidade, o interessado deverá indicar essa opção no momento da inscrição.
De acordo com o edital, poderão pleitear o Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou a Declaração Parcial de Proficiência os participantes que tiverem 18 anos completos até o primeiro dia de aplicação das provas e que não sejam concluintes ou egressos do ensino médio.
ATENDIMENTO ESPECIALIZADO – Os participantes que necessitam de atendimento especializado devem fazer a solicitação no momento da inscrição. O atendimento é voltado para pessoas com as seguintes condições: baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva, intelectual e surdez, surdocegueira, dislexia, discalculia, déficit de atenção, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar ou com outra condição específica.
NOME SOCIAL – Travestis, transexuais ou transgêneros receberão esse tratamento automaticamente, de acordo com os dados cadastrados na Receita Federal. Nesse contexto, antes de se inscrever, o participante deverá verificar seu cadastro na Receita, e, se for o caso, atualizá-lo.
PÉ-DE-MEIA – Os participantes do Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 e participarem dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$ 200. O pagamento do incentivo extra será efetuado após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para as demais parcelas do programa.
ENEM – Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Exame Nacional do Ensino Médio tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos. Os resultados individuais do Enem podem ainda ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
terça-feira, 19 de maio de 2026
Onã: exposição inédita coloca a arte negra no centro da cena cultural de Sorocaba
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| (Foto: Diego Dedablio – das obras originais de Diego Dedablio) |
19/05/2026 | A força da ancestralidade, a urgência da memória e a potência da criação contemporânea se encontram em Onã, primeira mostra de artes visuais negras de Sorocaba, que abre ao público no próximo dia 28 de maio, às 19h, no Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba. Gratuita, a exposição reúne artistas de Sorocaba, São Paulo e Tatuí em uma ocupação artística marcada pela diversidade de linguagens, pela valorização das narrativas afro-diaspóricas e pelo fortalecimento da identidade negra no território paulista.
Mais do que uma exposição coletiva, Onã se apresenta como um percurso de reencontro com a ancestralidade e de afirmação cultural. Proveniente do iorubá, o termo “Onã” significa “caminho”, conceito que orienta a curadoria ao conectar diferentes trajetórias negras dentro da arte contemporânea regional.
A mostra articula dois tempos: o presente, marcado pelos debates sobre desigualdade, violência e racismo estrutural; e o passado, convocado como espaço de memória, resistência e reafirmação de raízes. Nesse trânsito entre temporalidades, os trabalhos expostos propõem novas leituras sobre corporeidade, oralidade, vulnerabilidade social, poética periférica e estética negra contemporânea.
Com produção cultural de Magda Barbosa, orientação de Wellington Ataíde e expografia assinada por Ana Antunes, Onã ocupa o MACS com obras inéditas e comissionadas especialmente para o projeto. Das dez obras apresentadas, nove foram concebidas exclusivamente para a exposição, reforçando o caráter experimental da iniciativa.Onã: exposição inédita coloca a arte negra no centro da cena cultural de Sorocaba
As instalações assinadas por Jhonatan Cardim e Vicente Alves ampliam a experiência sensorial da exposição, enquanto o compositor Carlo Rappaz contribui com um manifesto sonoro que atravessa a proposta curatorial. A mostra inclui ainda uma intervenção urbana em formato lambe-lambe, expandindo a ocupação artística para além das paredes do museu.
Inspirada em símbolos ancestrais como a Sankofa, adinkra da mitologia akan que remete à importância de retornar ao passado para construir o futuro, Onã questiona padrões tradicionais do circuito artístico e propõe uma estética centrada na cosmovisão negra.
A iniciativa acontece em parceria com o MACS e conta com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Lei nº 14.399/2022). À frente da produção está Magda Barbosa, produtora cultural atuante desde 2010 e reconhecida por projetos ligados à arte contemporânea, música e formação cultural em diferentes cidades paulistas.
Ao reunir artistas, pesquisadores e múltiplas linguagens, Onã transforma o museu em espaço de partilha, escuta e permanência. Uma exposição que não apenas celebra a produção negra contemporânea, mas também reivindica seu lugar central na construção da cultura brasileira.
O MACS fica na rua Av. Dr. Afonso Vergueiro, 280 – Centro. A exposição segue até o dia 28 de julho. Mais informações: @projetos.lamparina no instagram.
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