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terça-feira, 12 de maio de 2026

Tatuí realmente completará 200 anos? Livro mostra detalhes sobre 'época perdida' durante a formação da cidade

Obra do historiador Marcel Defensor levou quase duas décadas para ser concluída. Documentos apontam divergências sobre a idade de Tatuí (SP) e a participação do Brigadeiro Tobias na história do município.

Por Diogo Del Cistia, g1 Itapetininga e Região

Livro mostra detalhes sobre 'época perdida' durante a formação de Tatuí

12/05/2026 07h27 |  Tatuí (SP) deve completar, oficialmente, 200 anos no dia 11 de agosto deste ano. No entanto, um livro escrito por um historiador da cidade aponta que a data marca apenas o registro das primeiras demarcações de ruas de um povoado que já existia havia anos.

A obra “No Tempo D’Antes – Os 121 anos que Tatuí esqueceu”, do pesquisador Marcel Defensor, reúne detalhes inéditos sobre a formação histórica do município. O trabalho levou quase duas décadas para ser desenvolvido e questiona parte das informações estabelecidas pelo doutor Laurindo Dias Minhoto, importante político e historiador responsável pela cronologia oficial da cidade.

Ao g1, Marcel explica que o livro revisita o período entre 1709 e 1830, considerado os primeiros anos da formação de Tatuí. Nascido na capital paulista e criado em Quadra (SP), o autor conta que começou as pesquisas motivado pelo interesse em compreender melhor a história da cidade onde viveu.

"A história oficial da cidade dizia que tudo começava a partir de 1875, mas havia um livro na faculdade que afirmava que era a partir do começo dos anos 1800. Foi daí que percebi que, para escrever sobre Quadra, eu teria que entender primeiro sobre Tatuí - que é de onde a cidade veio - para depois ramificar", conta.

Foto: TV TEM/Reprodução

Para o processo de criação, ele decidiu seguir a linha do tempo, partindo dos documentos mais antigos em direção aos mais atuais. A partir disso, Marcel chegou na participação de um nome que não é citado na formação de Tatuí: Rafael Tobias de Aguiar, ou Brigadeiro Tobias - como é mais conhecido.

"Tudo começou quando ele assumiu os negócios de família: o pedágio de tropeiros em Curitiba e as ações da Fábrica de Ferro São João do Ipanema, que ficava em Iperó. Ele tinha um terreno em Tatuí, e tentou de todas as formas tirar uma paróquia que ficava na fábrica e mudá-la para a cidade", detalha.

Brigadeiro Tobias foi um dos líderes da Revolução Liberal — Foto: Polícia Militar/Divulgação

De acordo com Marcel, as pistas da participação de Brigadeiro Tobias surgiram por meio da análise de correspondências da Fábrica de Ferro, que ficam no Arquivo Público de São Paulo.

Na história oficial, o primeiro povoado que formou Tatuí teria sido composto de pessoas que saíram da fábrica, no entanto, os documentos encontrados pelo historiador mostram outra versão.

"A história institucional fala que as matas ao redor da fábrica deveriam ser usadas para alimentar os fornos da fundição, mas o corte foi proibido e o pessoal teria sido expulso de lá. Isso não aconteceu. O corte foi, de fato, proibido, mas uma parte das pessoas continuaram morando lá", pontua.

Mapa datado de 1740, antes da formação oficial de Tatuí — Foto: Reprodução

As correspondências mostram que Tobias de Aguiar tentou - por muitas vezes - convencer Dom João VI e o Governo de São Paulo a retirar os moradores da fábrica por receio de destruição da mata. As alegações foram refutadas pelas autoridades, que afirmaram que a mudança do povoado para Tatuí seria "de interesse próprio" por parte do brigadeiro.

"O governador respondeu discordando ponto a ponto do que Tobias dizia porque, se tirassem as pessoas da fábrica, não teria ninguém para fazer carvão. O diretor da fábrica dizia que era de interesse pessoal devido à sesmaria que ele tinha na cidade. Mas, também era de interesse do padre de Sorocaba, já que, depois da criação da paróquia da fábrica por Dom João VI, pararam de pagar dízimo para a paróquia da cidade", descreve.

"Essa revisão na história põe um ponto final na visão da história tradicional de Tatuí, de que o diretor da fábrica teria expulsado as pessoas de lá. Na verdade, aconteceu exatamente o contrário", completa.

Para o historiador, as divergências sobre a formação da cidade teriam surgido a partir de uma interpretação equivocada de documentos feita por Laurindo Dias Minhoto.

Marcel afirma que o possível erro pode ter sido consequência da falta de acesso a recursos e arquivos históricos no início do século XX.

"Doutor Laurindo fez um 'Frankenstein' de papeladas, mas não ficou muito claro. Dom João VI negou o pedido de mudar a paróquia da fábrica para Tatuí, colocou um padre fixo e chamou o local de São João do Benfica de Ipanema. Laurindo e os historiadores mais antigos entenderam que a paróquia ficava próximo ao bairro Americana, mas, na verdade, nunca existiu naquela época", corrige.

Laurindo foi um importante historiador e político da cidade — Foto: Reprodução

200 anos ou mais?

Marcel conta que, entre outros equívocos históricos, está a verdadeira idade do município. Na visão de Laurindo, era necessário um núcleo de casas para formar um povoado - o que, na época, não era considerado essencial.

"Ele nunca entendeu que, quando Dom Pedro I criou a paróquia de Tatuí em 1822, não precisava ter um monte de casas agrupadas. Até hoje existem casas e sítios afastados nas zonas rurais das cidades. Em 11 de agosto de 1826, o pessoal da Câmara de Itapetininga veio até aqui e demarcou as primeiras ruas. Laurindo entendeu que isso era a fundação da cidade, mas, na pior das hipóteses, Tatuí foi fundada quatro anos antes", explica.

Basílica Nossa Senhora da Conceição, a igreja Matriz de Tatuí (SP), fundada dem 1822 — Foto: Divulgação

O livro, então, levanta a hipótese de que as primeiras ocupações na cidade começaram em 1814 e, muito antes disso, há registros de fazendas de gado na localidade em 1709.

"Não morava ninguém nas fazendas de gado. Como as cidades no entorno começaram a ficar bem povoadas, como Sorocaba, Boituva e Cerquilho, as pessoas começaram a migrar para onde ninguém era dono de nada. A colonização começou a partir de 1814 e, seis anos depois, já havia gente suficiente para criar a paróquia de Tatuí", finaliza.

Assinaturas nas escrituras de venda da Fazenda de Tatuí — Foto: Reprodução

Segundo a prefeitura, parte dos pesquisadores e historiadores considera 1822 — e não 1826 — como o ano de fundação de Tatuí, por entender que já existia um distrito constituído na região. Apesar das divergências históricas, 1826 é a data oficial adotada pelos órgãos públicos do município.

Tatuí foi elevada à categoria de cidade em 20 de setembro de 1861. Já a instalação da comarca ocorreu em 26 de outubro de 1877.

O nome Tatuí tem origem no tupi-guarani e significa “Água do Rio do Tatu” (sic). Ao longo dos anos, o município recebeu diferentes grafias, como Tatuuvú, Tatuhú, Tatuhibi, Tatuy e Tatuhy, até chegar à forma atual.

Nota do DT - Tatuí (originalmente Tatuhy) significa Rio do Tatu ou Água do Tatu e não Água do Rio do Tatu.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Servidor da Câmara é homenageado em virtude da aposentadoria

Trajetória inclui mais de 31 anos de serviço público na Câmara Municipal


04/05/2026 |  O servidor da Câmara Municipal, Aguinaldo José Telles, cuja aposentadoria foi oficializada pelo TATUIPREV no último dia 28, recebeu homenagens de vereadores, servidores e assessores da Câmara na última quinta-feira (30). Foram 39 anos de contribuição, sendo mais de 31 dedicados ao efetivo serviço público na Câmara Municipal de Tatuí.

Um encontro realizado no Auditório da Câmara, ao término do expediente no dia 30, reuniu vereadores, servidores e assessores, marcando o último dia de trabalho do servidor, cuja aposentadoria se iniciou oficialmente em 1º de maio. O presidente da Câmara, vereador Renan Cortez, e o diretor-geral Administrativo da Câmara, Adilson Fernando dos Santos, enalteceram o trabalho realizado por Aguinaldo José Telles ao longo de mais de três décadas na Câmara. Aguinaldo José Telles fez um discurso em tom de gratidão pela trajetória percorrida e ao término da fala foi bastante aplaudido pelos presentes.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Restaurante de Sorocaba conquista público com menus autorais que recriam comidas de filmes famosos

Misteroni Bistrô faz sessões mensais do CineChef, que consiste em exibir um filme e oferecer um menu inspirado nas comidas mencionadas ou que aparecem nas cenas.

Por Beatriz Pereira, g1 Sorocaba e Jundiaí com edição do DT

Restaurante faz sucesso ao oferecer sessões de cinema com menu inspirado em filmes

20/04/2026 07h22 | Quem nunca assistiu a um filme e ficou com vontade de comer as comidas que apareciam na tela? Em um restaurante de Sorocaba, não é preciso "comer com os olhos" ou ficar só na pipoca, porque as receitas são transportadas da tela diretamente para o prato.

Com uma decoração charmosa, estética acolhedora e uma iluminação de cores quentes, o Misteroni Bistrô propõe uma experiência imersiva aos clientes, por meio das sessões mensais do CineChef. O projeto consiste em exibir um filme em fins de semana ou feriados e oferecer o menu inspirado nas comidas mencionadas ou que aparecem nas cenas.

O Misteroni já transportou os visitantes para a Quemlândia, quando exibiu "O Grinch" durante o Natal, também já fez sessões inspiradas no restaurante do Chef Gusteau e seu maior fã, o rato Remy, de "Ratatouille", e ainda o mundo secreto de "Coraline".

Inaugurado em 2022, o restaurante apresenta novas propostas gastronômicas em um ambiente intimista. O g1 participou da sessão especial de Páscoa, que contou com a exibição da releitura do clássico "A Fantástica Fábrica de Chocolate", de Tim Burton.

Restaurante de Sorocaba (SP) faz sessões de cinema com menu inspirado nos filmes — Foto: Beatriz Pereira/g1

🔮 O 'Misteroni'

O nome "Misteroni", por mais que pareça ter sido escolhido por ser semelhante à palavra "mistério", na verdade, foi escolhido como homenagem à família da proprietária, Elis Lobo.

"O sobrenome carrega uma história muito pessoal, é o sobrenome das minhas tias-avós, Adair e Anelis Misteroni. Elas foram mulheres à frente do seu tempo, exemplos de coragem e autonomia e, de diferentes formas, acabaram sendo grandes incentivadoras desse projeto", disse Elis.

Sobrenome das tias-avós de Elis, Adair e Anelis Misteroni, foi escolhido para o restaurante de Sorocaba (SP) — Foto: Arquivo pessoal

O bistrô nasceu com essa essência familiar. Segundo Elis, todos os ambientes da casa foram idealizados pela sua mãe, a paisagista Marina Lobo. Já o menu e a direção criativa é desenvolvido por ela.

Além da estética acolhedora, artes de raposas também preenchem o ambiente, que simboliza um arquétipo ligado à astúcia feminina, para guiar a identidade da casa e das experiências criadas por lá, de acordo com Elis.

📽️ Criação do CineChef

Apesar de não ter sido inaugurado junto com o estabelecimento, o CineChef foi idealizado com muito amor pelo cinema e pela gastronomia, principalmente com influências da cultura pop da década de 1990 e anos 2000, época da adolescência da proprietária. A primeira sessão foi em dezembro de 2025.

"Desde o início, eu queria criar uma experiência que unisse cinema e gastronomia de forma imersiva. Por isso ele foi desenvolvido com calma, até que estivesse realmente à altura do que eu imaginava. Hoje, ver o público vivendo essa experiência e criando memórias dentro da casa é o que mais me emociona e mostra que valeu a pena esperar o momento certo descreveu Elis.

Elis criou o CineChef no Misteroni um tempo depois da inauguração, em Sorocaba (SP) — Foto: Arquivo pessoal

Com menus autorais, Elis precisa adaptar as receitas das obras para a "vida real". Os pratos são pensados cena a cena e servidos no tempo certo, para fazer sentido com o que é apresentado.

"Eu sempre acreditei que a gastronomia pode ir além do prato, e o cinema tem esse poder de envolver, emocionar e criar memória. O CineChef surge exatamente desse encontro, de pensar como esses dois universos poderiam conversar à mesa", descreve a chef.

"Ao mesmo tempo, existe uma parte técnica que é quase um quebra-cabeça. Não é só escolher pratos, mas organizar tudo de forma que faça sentido como experiência: um menu coeso, lúdico e que acompanhe o ritmo do filme. Nem sempre é uma reprodução literal — muitas vezes é uma interpretação da cena, da atmosfera ou da emoção daquele momento", acrescentou.

Trazer esse tipo de programação cultural para o interior de São Paulo também é importante para a chef, que já conhecia esse tipo de trabalho, mas sempre sendo feito em lugares distantes ou até mesmo no exterior.

Para Elis, a ideia principal é que o menu se revele à mesa como uma extensão da narrativa, fazendo com que o cliente viva o filme também por meio do paladar.

"Eu quero que as pessoas saiam daqui com a sensação de terem vivido algo especial, não só lembrando do que comeram ou do que assistiram, mas de como se sentiram durante a experiência".

Restaurante 'Misteroni Bistrô' tem sessões do CineChef mensalmente — Foto: Beatriz Pereira/g1

🍫 Menu da 'Fantástica Fábrica de Chocolate'

Na edição especial de Páscoa, os visitantes puderam viajar para a Fantástica Fábrica de Chocolate de Willy Wonka, personagem interpretado por Johnny Depp.

O primeiro prato a ser servido foi a sopa de repolho que o protagonista Charlie Bucket toma com os pais e os avós. A versão do restaurante incluiu um creme aveludado de bechamel, com parmesão e repolho, acompanhada de um pão de malte e manteiga.

Sopa de repolho com pão foi primeiro prato a ser servido durante a sessão cinema do 'Misteroni Bistrô' em Sorocaba (SP) — Foto: Beatriz Pereira/g1

Em seguida, os convidados receberam uma barra de chocolate com chances de ter um convite dourado, assim como no filme. Nem todas as barras foram agraciadas com o prêmio, portanto só alguns visitantes puderam levar a lembrancinha para casa.

No jardim principal da entrada da fábrica, aperitivos agridoces foram servidos com calda de chocolate e um bolo de green velvet, simulando a grama em que os Oompa-Loompas dançam.

Aperitivos agridoce com calda de chocolate e um bolo de green velvet simularam a grama em que os Oompa-Loompas dançam, em restaurante de Sorocaba (SP) — Foto: Beatriz Pereira/g1

Assim que os personagens chegaram à Sala das Invenções, os convidados foram servidos com uma sopa de tomate, steak de ancho com batatas crocantes e uma torta de blueberry em camadas com parfait de baunilha, refeição descrita pela personagem Violet Beauregarde enquanto masca um chiclete especial do Senhor Wonka.

A versão vegetariana do prato substitui o steak de ancho por um ragu de soja e cogumelos ao molho de parmesão.

Convidados foram servidos com uma sopa de tomate, steak de ancho com batatas crocantes e uma torta de blueberry em camadas com parfait de baunilha, em restaurante de Sorocaba (SP) — Foto: Beatriz Pereira/g1

A bebida foi um espumante, para a versão alcoólica, e um club soda e cordial de limão para a versão sem álcool, com um pedaço de algodão-doce para ser afundado na taça.

Por fim, um creme dental de Willy Wonka foi servido em uma bisnaga, com ganache de chocolate branco.

Em maio, a clássica animação da DreamWorks, "Shrek", será exibida. Em junho, será um especial de Dia dos Namorados com a "A Bela e a Fera". As próximas sessões e disponibilidade de ingressos podem ser consultadas por meio deste link.

Bebida foi um espumante com um pedaço de algodão doce para ser afundado na taça e um creme de chocolate branco em bisnaga foram servidos durante a sessão em Sorocaba (SP) — Foto: Beatriz Pereira/g1

Ao g1, Elis Lobo pontuou que o evento superou as expectativas e que foi muito divertido poder ver as primeiras reações do público com este título.

"Todas as vezes que a gente faz um evento desse, é sempre muito especial. Todas as vezes supera as expectativas, principalmente em ver a reação do público. Como hoje também foi uma sessão de estreia desse título, foi muito legal ver a reação do pessoal ao ganhar o bilhete dourado, que são só cinco por sessão", disse a proprietária.


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domingo, 19 de abril de 2026

Artista de Capela do Alto viraliza nas redes sociais com panos de prato "desmotivacionais"

Karine Silva já ultrapassou mais de 10 milhões nas redes sociais

Por Jonatan Felipe no redeglobo.globo.com

Pano Desmotivacional de Karine dos Santos — Foto: TV TEM

10/04/2026 12h41 |  No último dia 11, o Muito+ da TV TEM mostrou como um objeto simples, presente na rotina de qualquer cozinha, ganhou uma nova função nas mãos de uma jovem de Capela do Alto. O pano de prato, muitas vezes deixado de lado entre utensílios mais chamativos, virou peça de humor e identidade nas redes sociais.

De Capela do Alto, a desenhista Karine Antunes da Silva, de 23 anos, transformou o que era hobby em fonte de renda. Após perceber a queda nas encomendas de desenhos realistas com o avanço da inteligência artificial, ela decidiu reinventar o próprio trabalho e encontrou nos panos de prato uma nova oportunidade.

A ideia começou de forma despretensiosa. Karine passou a produzir peças artesanais e compartilhar nas redes sociais. Um dos vídeos chegou a bater 1 milhão de visualizações, mas, segundo ela, ainda faltava algo para engajar de vez o público.

“Postei nas redes sociais e no dia seguinte bateu 1 milhão de visualizações e aí que juntei os personagens e com frases da vida”.

O primeiro grande sucesso foi um pano com o personagem Pica-Pau e a frase: “louça lavada evita paulada”. A partir daí, os pedidos começaram a crescer, principalmente de casais, que veem nas peças uma forma criativa de presentear.

Para criar os panos, Karine se inspira em tendências da internet e em personagens populares da cultura pop. Entre os mais usados estão Hello Kitty, Shrek, Bob Esponja, Batman e o próprio Pica-Pau.

“A sensação eu nem consegui dormir, como assim eu consegui bater mais de 1 milhão de visualizações”.

A rainha das super manhãs da Globo, Ana Maria Braga, conhecida pelos Pensamentos Do Dia no programa Mais Você, também é uma das inspirações de Karine. Além de buscar referências na internet, a artesã adapta frases no estilo da comunicadora para criar seus panos de prato com humor ácido.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Conheça a Castello Branco, corredor estratégico que liga a capital ao centro-oeste paulista

Sob gestão da SPVias, o trecho final da SP280 conecta polos agrícolas e industriais com segurança e eficiência


17/04/2026 |  A Rodovia Presidente Castello Branco (SP 280), originalmente chamada de Rodovia do Oeste, é uma daquelas obras que transformam o país. Hoje, consolidada como um dos principais eixos logísticos do Brasil, conecta a Região Metropolitana de São Paulo ao Centro-Oeste Paulista, impulsionando economias locais e garantindo mobilidade a milhões de pessoas. A viagem começa no icônico Complexo Viário Heróis de 1932, o popular “Cebolão”, ponto de encontro das marginais Tietê e Pinheiros, e segue rumo ao interior até a SP 225, entre Espírito Santo do Turvo e Santa Cruz do Rio Pardo, um trajeto que reflete mais de seis décadas de desenvolvimento. O primeiro trecho foi inaugurado em 10 de novembro de 1968, até o km 129, em Tatuí. 

A obra ganhou forma em 1963 e, apesar das dúvidas iniciais quanto à sua grandiosidade, o projeto logo se confirmou visionário. Documentos de 1965 já apontavam que a rodovia oferecia "características técnicas somente encontradas nas mais recentes rodovias dos Estados Unidos e Europa Ocidental", como pistas com 10,5 metros de largura, canteiro central largo, faixas de acostamento amplas, curvas suaves, rampas com baixa inclinação e acessos sem cruzamento às cidades diretamente servidas pela rodovia. Não à toa, a Castello permanece entre as rodovias mais bem avaliadas pela CNT, destacando-se em pavimentação, sinalização e segurança.

Dentro desse corredor estratégico, os 185 quilômetros sob gestão da SPVias (do km 129 ao km 315) são fundamentais para a integração regional. Atendendo municípios como Tatuí, Quadra, Cesário Lange, Torre de Pedra, Porangaba, Pardinho, Avaré e Santa Cruz do Rio Pardo, esse trecho conecta centros urbanos, polos agrícolas e industriais, rotas turísticas e áreas de expansão econômica. Quando assumiu a administração em 2000, a SPVias trouxe modernização, cuidado permanente e novos padrões de eficiência. Uma de suas entregas mais marcantes foi a duplicação da Serra de Botucatu, concluída em 2008, o último trecho que ainda não estava duplicado na Castello, e cuja obra havia sido iniciada nos anos 1970. A conclusão desse segmento representou um salto definitivo em segurança, fluidez e capacidade de tráfego.

Infraestrutura robusta e atendimento 24 horas: segurança em primeiro lugar

Ao longo de todo o trecho administrado, a SPVias oferece uma malha integrada de serviços operacionais que garantem suporte rápido e eficiente ao usuário. Entre os recursos disponíveis estão:
  • Bases de atendimento estrategicamente distribuídas
  • Equipes de inspeção constante, que percorrem a rodovia 24 horas por dia, todos os dias
  • Guinchos leves e pesados, para remoção ágil de veículos
  • Ambulâncias e equipes de socorro pré-hospitalar, prontas para atendimento emergencial
  • Câmeras e monitoramento 24 horas, que reforçam a segurança e a prevenção
  • Ações contínuas de conservação, preservando qualidade de pavimento, sinalização e acostamentos

Essas operações garantem que motoristas profissionais, moradores da região e viajantes tenham uma experiência segura e tranquila, reforçando o compromisso da concessionária com proteção à vida.

O trecho final da Castello Branco é muito mais do que uma via de passagem: é uma ligação estratégica para o escoamento da produção agrícola e industrial do sudoeste paulista. Soja, milho, produtos hortifrutigranjeiros, itens manufaturados e insumos diversos percorrem diariamente essa rota até centros consumidores e portos.

Ao garantir eficiência logística, a Castello Branco impulsiona negócios, encurta distâncias e amplia oportunidades para cidades que dependem dela para crescer.

Do site Rodovias Motiva, com copidesque do DT. Para ver a matéria original, clique aqui.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Centro de conservação registra mais de 500 nascimentos perereca rara; número supera população estimada na natureza

Com os novos nascimentos, o Centro de Conservação da Fauna Silvestre (CECFau), em Araçoiaba da Serra (SP), passa a abrigar cerca de 800 indivíduos do anfíbio, além de incontáveis girinos.

Por g1 Sorocaba e Jundiaí

Foto: Reprodução/TV TEM

10/04/2026  07h35  |  O Governo de São Paulo registrou mais de 500 nascimentos da perereca-pintada-do-rio-pomba, uma espécie criticamente ameaçada de extinção. O feito inédito ocorreu no Centro de Conservação da Fauna Silvestre (CECFau), em Araçoiaba da Serra (SP), lugar que reproduz a espécie sob cuidados exclusivamente de humanos.

Pequena e pouco conhecida, a perereca-pintada-do-rio-pomba mede entre cinco e oito centímetros. Com os novos nascimentos, o CECFau passa a abrigar cerca de 800 indivíduos do anfíbio, além de incontáveis girinos.

O número de animais em cativeiro agora supera a população conhecida na natureza, que é de apenas 50 exemplares registrados em uma pequena área na Zona da Mata de Minas Gerais.

Uma salvaguarda contra a extinção

Araçoiaba registra mais de 500 nascimentos de perereca rara— Reprodução/TV TEM

O trabalho do CECFau se torna ainda mais estratégico diante das ameaças no ambiente natural, como incêndios recentes que atingiram a região de ocorrência da espécie. Ao manter uma população de segurança e avançar nas pesquisas, o centro atua como uma salvaguarda.

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"Hoje, cada indivíduo faz a diferença para a sobrevivência da espécie. Acompanhamos desde os girinos até a fase adulta com muito cuidado, porque qualquer perda impacta diretamente a conservação", explica a médica veterinária do CECFau, Mayara Caiaffa.

Para o coordenador de Conservação de Fauna da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Cauê Monticelli, o resultado é um avanço concreto contra a extinção. "São resultados que vão além da reprodução e contribuem para a construção de uma base sólida de conhecimento", destaca.

🐸 Vida no centro de conservação

Araçoiaba da Serra mantém arara-azul-de-lear ameaçada de extinção

A perereca é originária de Cataguases, Minas Gerais, e vive em uma área de um quilômetro quadrado em Araçoiaba da Serra. No núcleo, há centenas de exemplares da espécie, que são cuidadas para se sentirem em casa.

A chuva característica da região de onde veio é simulada por tubos de PVC e a neblina é feita com a ajuda de um umidificador, como conta a tutora Stella Moura.

"Mantemos os terrários úmidos. Cada terrário simula o local onde vivem. Os canos simulam um bambuzal e têm buracos para elas se esconderem de possíveis predadores. A gente tenta manter o ambiente delas bem próximo ao natural", explica.

Outras espécies protegidas

O CECFau também é referência na reprodução de outras espécies ameaçadas. O centro desenvolve ações com o sagui-da-serra-escuro, o tamanduá-bandeira e a arara-azul-de-lear.

Outro destaque é o mico-leão-preto, símbolo da biodiversidade de São Paulo. Em março de 2024, o departamento registrou o nascimento do primeiro filhote da espécie no ano, somando agora 15 indivíduos sob seus cuidados.

O centro já contabiliza centenas nascimentos de diferentes espécies em cativeiro e planeja expandir sua estrutura e projetos de pesquisa e educação ambiental até 2027.

O departamento completa 11 anos em junho e se consolidou como referência nacional na reprodução de espécies ameaçadas e na produção de conhecimento técnico-científico voltado à conservação.

Para a diretora de Biodiversidade e Biotecnologia da Semil, Patrícia Locosque Ramos, os resultados reforçam o compromisso do estado com a conservação da fauna brasileira.

"O trabalho realizado no CECFau traduz em ações concretas o empenho em proteger a biodiversidade com base na ciência, na inovação e em parcerias qualificadas", afirma.

Araçoiaba registra mais de 500 nascimentos de perereca rara— Reprodução/TV TEM

domingo, 12 de abril de 2026

Aléxia lança ‘Seja Você’, primeiro single do álbum de estreia Garra

Lançamento chega acompanhado do clipe oficial, que sai dia 13 de abril no YouTube. Gravado em Tatuí, vídeo reforça a relação da artista com sua origem no interior paulista e amplia o caráter pessoal que atravessa todo o projeto.

Por Redação Combate Rock


11/04/2026 |  A cantora e compositora paulista Aléxia, do casta da Vênus Concerts e atração do Somos Rock São Paulo 2026, lançou na sexta-feira, 10 de abril, o single ‘Seja Você’, primeira amostra de Garra, seu álbum de estreia, que chega às plataformas digitais no próximo dia 30.

Com uma sonoridade que cruza rock alternativo, metal moderno, hardcore, pop punk e dark pop, a faixa sintetiza uma das ideias centrais do disco: a busca pela autenticidade em meio ao caos, com vocais marcantes e uma carga emocional que dialoga diretamente com o público.

‘Seja Você’ abre oficialmente o caminho para um trabalho construído a partir de temas como saúde mental, luto, medo, coragem, empoderamento e amor.

Ao longo de 14 faixas, Garra propõe uma travessia por experiências que ajudaram a moldar a identidade artística e pessoal de Aléxia. O single apresenta esse universo já no primeiro impacto, em uma música que transforma inquietação em afirmação e intensidade em linguagem pop de peso.

O lançamento chega acompanhado do clipe oficial, que sai dia 13 de abril no YouTube. Gravado em Tatuí (SP), cidade onde Aléxia vive e que é conhecida como a Capital da Música, o vídeo reforça a relação da artista com sua origem no interior paulista e amplia o caráter pessoal que atravessa todo o projeto.

Com quatro anos de trajetória e mais de 400 shows realizados, Aléxia chega a esse lançamento com um percurso já consolidado nos palcos.

A artista venceu a seletiva Sudeste do Porão do Rock 2025, o 23º Festival de Rock de Indaiatuba e abriu a turnê brasileira do The Calling. Também já dividiu eventos com nomes como CPM 22, Stone Temple

Ouça ‘Seja Você’ aqui: onerpm.link/240197155316 Pilots, Nando Reis e Detonautas, além de ter presença confirmada no Somos Rock São Paulo 2026.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Moradores flagram revoada de tucanos em torre de transmissão em Cerquilho

Momento foi registrado na manhã desta quarta-feira (25), no Parque Alvorada. Ao g1, moradora relatou que a “reunião” é incomum, embora a espécie seja frequente no bairro.

Por Pâmela Beker*, g1 Itapetininga e Região

Mãe e filho flagram momento em que cerca de 14 tucanos estavam reunidos em torre de transmissão em Cerquilho — Foto: Arquivo pessoal/Ródney dos Santos Liberatti

25/03/2026 11h26  |  Imagina sair na rua da sua casa e flagrar uma revoada de tucanos em uma torre de transmissão? Essa foi a realidade vivida por dois moradores do bairro Parque Alvorada, em Cerquilho (SP), na manhã de quarta-feira (25).

O flagrante foi presenciado por Ródney dos Santos Liberatti, de 21 anos, e sua mãe Rétlin dos Santos Goldoni, de 41 anos. Os animais apareceram reunidos na torre, cada um em um nível diferente. Dois outros tucanos estavam no topo de postes de energia elétrica.

Ao g1, Rétlin explicou que os tucanos marcam presença no bairro, mas que a “reunião” foi um momento incomum. Na ocasião, foram contabilizados cerca de 14 animais.

“Sempre tem tucano, mas a gente ficou impressionado pela quantidade. É sempre assim, dois, quatro, andam em duplas, mas nunca a gente viu tanto”, relatou.

Para a mulher, é maravilhoso ter o privilégio de conviver com a espécie. “É maravilhoso! Meu esposo nos ensinou muito sobre os pássaros. Ele faleceu há um ano e nos deixou isso de bom: amar os pássaros. Aprendemos muito, principalmente a parar para observar essas coisas, que estão ficando cada vez mais raras, né”, contou.

No momento do flagrante, Rétlin estava acompanhada do filho, indo levar a neta Helena, de 2 anos, para a creche antes de seguirem para o trabalho.

Além dos tucanos, a mulher destacou que, no bairro, há a presença frequente de araras, que passam todos os dias pela manhã e no fim da tarde. Conheça mais detalhes sobre os tucanos abaixo.

Aves 'icônicas’

O biólogo Thiago Godoi, que é especialista em manejo e preservação de fauna silvestre e exótica, explicou que as “aves icônicas” fazem parte da família Ramphatidae, conhecidas por seus bicos grandes e coloridos. “Eles habitam as florestas tropicais da América Central e do Sul, sendo o Brasil um dos principais lares dessas espécies”, citou.

Conforme o especialista, os tucanos costumam andar em grupos de três, 12 ou mais indivíduos. Esse hábito ocorre como forma de proteção contra predadores, além de facilitar a busca por alimentos e auxiliar na regulação térmica, já que dormem juntos em ocos de árvores.

“Nessa época do ano, esses avistamentos são mais comuns, já que se trata do final da época de reprodução, então, muito provavelmente, o grupo filmado é de casais e filhotes no processo de aprendizagem para busca de alimento e água”, esclareceu.

À reportagem, Thiago apontou que as linhas de alta tensão podem oferecer riscos à segurança dos animais. “Tem se tornado frequente o avistamento deles em áreas urbanas e isso se deve à expansão, desmatamento e busca por alimentos”.

“A melhor forma de preservação é proteger o seu habitat natural e combater o tráfico, já que é um animal visado para o tráfico internacional de animais. Ao se deparar com esse animal em alguma situação de risco, o indicado é acionar os órgãos competentes o mais rápido possível”, orientou o biólogo.

Moradores do bairro Parque Alvorada em Cerquilho (SP) convivem com a presença de tucanos — Foto: Arquivo pessoal/Rétlin dos Santos Goldoni

*Colaborou sob supervisão de Stephanie Fonseca

sexta-feira, 27 de março de 2026

Prefeituras não podem limitar aeroclubes. Especialista tatuiano alerta para risco jurídico no Brasil

Aeroclubes sob risco. Entenda por que o caso Aeroclube de Garibaldi preocupa a aviação no Brasil

Do site Aerojota, com edição do DT


24/03/2026 |  Prefeituras não podem limitar Aeroclubes, e essa discussão ganhou força após o caso envolvendo o Aeroclube de Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Embora o tema pareça local, ele revela um ponto sensível que pode impactar diretamente a aviação brasileira. A preocupação cresce porque decisões municipais podem ultrapassar limites legais e atingir atividades já regulamentadas em âmbito federal. Ainda assim, o tema gera interpretações divergentes sobre até onde vai o poder das prefeituras. Esse debate será tratado em conteúdo complementar do site AeroJota, sem afastar o entendimento jurídico predominante de que a atividade aérea segue sob competência federal.

Caso Garibaldi pode abrir precedente para outros aeródromos no Brasil

O debate surgiu após a iniciativa da prefeitura de Garibaldi de discutir a concessão da área do aeródromo municipal. A proposta inclui, entre outros pontos, a possibilidade de estabelecer regras sobre o uso da área e sobre as atividades desenvolvidas no local. No entanto, esse tipo de medida acendeu um alerta no setor aeronáutico, pois pode representar interferência direta em atividades que não são de competência municipal.

Além disso, o caso passou a ser visto como um possível precedente. Caso esse modelo avance, outras prefeituras podem adotar iniciativas semelhantes, ampliando o impacto para diversos aeroclubes espalhados pelo país. Por isso, o tema deixou de ser regional e passou a preocupar pilotos, instrutores e entidades ligadas à aviação.

Especialista explica por que prefeituras não podem limitar aeroclubes

Diante desse cenário, o advogado de direito aeronáutico, professor de direito administrativo e constitucional, coordenador do curso de Direito da FAESB de Tatuí, piloto e instrutor de planador, Dr. Cesar Mazzoni, apresentou uma análise técnica sobre os limites legais da atuação municipal.

Segundo ele, os aeroclubes possuem natureza jurídica específica e estão inseridos em um sistema regulado por legislação federal. Dessa forma, não cabe ao município determinar ou restringir quais atividades podem ou não ser realizadas dentro das atribuições próprias dessas entidades.

Além disso, o Dr. Mazzoni alerta que a tentativa de regulamentação local pode gerar conflitos jurídicos relevantes. Isso ocorre porque a aviação civil é regida por normas federais, incluindo o Código Brasileiro de Aeronáutica e os regulamentos da ANAC.
Competência municipal não alcança a atividade aeronáutica dos aeroclubes

Na análise apresentada pelo Dr. Cesar Mazzoni, o problema mais grave do caso não está apenas na concessão da área do aeródromo. O ponto central está na tentativa de avançar sobre atividades que sustentam a própria existência do aeroclube. Isso porque a sinalização de que a futura exploração privada poderia restringir locação de espaço em hangar, abastecimento de aeronaves, manutenção e outros serviços ligados à rotina operacional da entidade cria um risco direto de estrangulamento financeiro.

Segundo essa linha de entendimento, a prefeitura até pode tratar de aspectos administrativos e patrimoniais do espaço público. No entanto, não pode dizer a uma entidade submetida à legislação aeronáutica federal o que ela pode ou não pode fazer dentro de suas atribuições legais. A base normativa analisada reforça que os aeroclubes integram o sistema de formação e adestramento de pessoal da aviação civil e são definidos como associações civis voltadas ao ensino e à prática da aviação, podendo ainda cumprir funções de interesse coletivo.

Na prática, a preocupação não envolve apenas o uso físico da área. O alerta jurídico recai sobre a tentativa de limitar atividades que ajudam a manter o aeroclube em funcionamento e que já se inserem em um ambiente regulado por normas federais. Por isso, o debate ultrapassa a gestão local do aeródromo e entra diretamente no campo da competência legal sobre a atividade aeronáutica.

Legislação federal garante o papel dos aeroclubes na formação aeronáutica

A base jurídica apresentada reforça esse entendimento. De acordo com a regulamentação analisada, os aeroclubes integram o sistema de formação e adestramento de pessoal da aviação civil. Além disso, são definidos como associações civis voltadas ao ensino e à prática da aviação, com possibilidade de atuação em atividades de interesse coletivo.

Esse enquadramento deixa claro que os aeroclubes não são apenas ocupantes de uma área pública. Pelo contrário, eles exercem uma função estruturante dentro da aviação nacional, especialmente na formação de pilotos e no desenvolvimento da aviação geral.

Portanto, qualquer tentativa de limitar essas atividades por meio de decisões locais pode contrariar diretamente a legislação federal vigente.

Consulta pública não valida eventual ilegalidade do ato

Outro ponto destacado pelo especialista envolve o uso de consultas públicas nesse tipo de processo. Embora esse mecanismo seja legítimo para ouvir a sociedade, ele não tem o poder de validar atos que contrariem a legislação.

Em outras palavras, a realização de consulta pública não transforma uma medida ilegal em legal. Assim, caso haja tentativa de impor restrições fora da competência municipal, o problema permanece, independentemente da participação popular no processo.

Setor aeronáutico vê risco de efeito dominó no Brasil

Diante desse cenário, cresce a preocupação com um possível efeito em cascata. Caso o modelo de Garibaldi avance sem questionamentos jurídicos, outras cidades podem seguir o mesmo caminho. Como resultado, diversos aeroclubes podem enfrentar restrições indevidas em suas atividades.

Por isso, o debate ultrapassa o caso específico e passa a envolver a segurança jurídica do setor aeronáutico como um todo. Mais do que uma disputa local, trata-se de um tema que pode impactar diretamente a formação de novos pilotos e o funcionamento da aviação geral no Brasil.

Prefeituras não podem limitar aeroclubes e o tema deve avançar no campo jurídico

Prefeituras não podem limitar aeroclubes quando se trata de atividades já regulamentadas por legislação federal. Esse é o ponto central defendido por especialistas e reforçado pela base normativa apresentada no debate.

A partir disso, o caso de Garibaldi tende a ganhar novos desdobramentos, especialmente no campo jurídico. Enquanto isso, o setor acompanha com atenção, ciente de que a decisão pode influenciar diretamente o futuro de diversos aeroclubes no país.

Dr Cesar Mazzoni – Whats +15 9 9787-1977 (escritório)

domingo, 15 de março de 2026

GCM de Capela do Alto não receberá “aluguel” por usar arma particular no trabalho

A  Justiça do Trabalho concluiu que o Estatuto Geral das Guardas Municipais não prevê a obrigatoriedade do porte de armas.

Por Denis Martins no Diário da Justiça

Foto: Agência Brasil/Arquivo

10/03/2026 |  Uma agente da Guarda Civil Municipal (GCM) de Capela do Alto (SP) processou a Prefeitura local e pediu indenização. O que ocorreu: a servidora afirmou que, por falta de fornecimento de arma de fogo por parte do Município, ela usa sua arma particular no desempenho das funções. Por isso, alegou ter direito ao recebimento mensal de um “aluguel”. No entanto, em sentença no dia 2 deste mês, a Justiça do Trabalho concluiu que o Estatuto Geral das Guardas Municipais não prevê a obrigatoriedade do porte de armas.

A GCM argumentou que é o empregador que deve assumir os riscos e custos da atividade, conforme prevê o artigo 2º da CLT.

Ao contestar o pedido, o Município afirmou que o uso da arma não é obrigatório e que, portanto, não tem a obrigação de pagar o “aluguel” à reclamante.

Para a juíza Christina Feuerharmel, da Justiça do Trabalho em Sorocaba (SP), o Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei Federal nº 13.022/2014) autoriza o porte de arma de fogo aos guardas municipais como uma prerrogativa funcional, “não como uma obrigação imposta como requisito indispensável para a validade do exercício do cargo”, reforçou.

A magistrada mencionou também que a utilização de armamento próprio configura faculdade exercida pela servidora, ou seja, atendendo a um desejo pessoal de incremento de sua segurança individual, sem prova de que o Município tenha exigido a aquisição ou o uso do bem privado como condição para o trabalho:

“Cumpre ressaltar que a Administração Pública é regida pelo princípio da legalidade, ou seja, só pode atuar conforme a lei, conforme disposto no art. 37 da Constituição Federal. Não havendo previsão na legislação trabalhista, administrativa ou em norma coletiva que obrigue o ente público a pagar “aluguel” por bens de propriedade do servidor que este decide utilizar por conveniência própria, a pretensão carece de amparo legal”.

Com a improcedência do pedido, a autora pode recorrer.Veja o número do processo

* Denis Martins é jornalista, escreve para o Diário de Justiça e integra a equipe do podcast “Entendi Direito”. Formado em jornalismo, atuou em jornal diário. Também prestou serviços de comunicação em assessoria, textos para revistas e produção de conteúdo para redes sociais.

sábado, 14 de março de 2026

Peixoto Gomide: político de Itapetininga que matou a filha deve deixar de ser nome de rua em São Paulo; entenda

Peixoto matou a filha, Sophia Gomide, por não aceitar o noivado com o promotor público da cidade em 1906. Nome ganhou repercussão após a Câmara Municipal de São Paulo aprovar projeto de lei que propõe trocar identificação de via na capital paulista.

Por Pâmela Beker*, Carla Monteiro, Diogo Del Cistia, g1 Itapetininga e Região


12/03/2026 13h24  |  Peixoto Gomide é amplamente conhecido em Itapetininga (SP). O morador da cidade vizinha foi um advogado e um político muito influente no início do século passado.

No entanto, entre tantos pontos públicos que homenageiam Peixoto, há uma história trágica e desconhecida pelas pessoas. Um dos maiores escândalos da elite paulista à época, o político matou a filha, Sophia, por não aceitar o noivado da mulher com um promotor público da cidade, às vésperas do casamento.

O nome do político ganhou destaque nesta semana depois que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na quarta-feira (11), um projeto de lei que propõe trocar o nome da Rua Peixoto Gomide, que passa pelos bairros Bela Vista e Jardim Paulista, na capital paulista, por Rua Sophia Gomide, sua filha.

O projeto é de autoria das vereadoras Silvia Ferrraro, da Bancada Feminista (PSOL), e Luna Zarattini (PT), coautora do projeto.

Peixoto Gomide: político homenageado em escola, rua e praça protagonizou tragédia familiar

O nome Peixoto Gomide é amplamente conhecido em Itapetininga (SP). O morador da cidade do interior de SP foi um advogado e um político muito influente no início do século passado. Por isso é homenageado em uma das principais vias do município - também da capital paulista -, além de ter uma escola centenária e uma praça com seu busto.

No entanto, entre tantos pontos públicos que homenageiam Peixoto, há uma história trágica e desconhecida pelas pessoas. Um dos maiores escândalos da elite paulista à época, o político matou a filha, Sophia, por não aceitar o noivado da mulher com um promotor público da cidade, às vésperas do casamento.

O nome do político ganhou destaque nesta semana depois que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na quarta-feira (11), um projeto de lei que propõe trocar o nome da Rua Peixoto Gomide, que passa pelos bairros Bela Vista e Jardim Paulista, na capital paulista, por Rua Sophia Gomide, sua filha. A proposta ainda precisa passar por votação no plenário da Casa.

O projeto é de autoria das vereadoras Silvia Ferrraro, da Bancada Feminista (PSOL), e Luna Zarattini (PT), coautora do projeto.

Peixoto Gomide: político de Itapetininga (SP) deve deixar de ser nome de rua em São Paulo — Foto: Pâmela Beker/g1

Entenda o caso

Em 20 de janeiro de 1906, o advogado tirou a vida da jovem de 22 anos, dentro da casa da família, na Rua Benjamin Constant, em São Paulo. Segundo o professor Milton Cardoso, que se aprofundou na história da família em um estudo histórico, o crime teria sido motivado pela não aceitação do noivado de Sophia com o poeta e promotor público de Itapetininga, Manuel Baptista Cepelos. O casamento estava marcado para acontecer uma semana depois.

O caso abalou a sociedade paulistana da época. “A cena comoveu a ainda pacata São Paulo. Muitos desconhecidos e personalidades estiveram no enterro no Cemitério da Consolação”, relata Cardoso.

Seis dias depois da tragédia, uma comissão foi formada em Itapetininga para prestar homenagens póstumas a Peixoto. O grupo encaminhou ao governo estadual um pedido para que uma escola da cidade recebesse o nome dele. Assim nasceu a Escola Complementar Dr. Peixoto Gomide, uma das instituições de ensino mais tradicionais do município, hoje considerada patrimônio histórico.

Peixoto Gomide: político de Itapetininga (SP) deve deixar de ser nome de rua em São Paulo — Foto: Pâmela Beker/g1

Motivação do crime

Ainda em sua pesquisa, Cardoso destacou um trecho do livro “Diário Secreto”, escrito por Humberto de Campos em 1954, que explica a motivação do crime. Segundo a obra, Sophia Gomide correspondia à paixão de Cepelos, mas o pai não aceitou o noivado.

“Gomide opôs-se vivamente ao noivado, e foi quando, para forçar o pai ao consentimento, a moça confessou: 'Mas o senhor tem que consentir, porque eu já me entreguei a ele'. O velho entra em desespero. Toma um revólver, mata a filha e suicida-se depois. Cepelos era, também, filho do velho Gomide. Ao ter conhecimento do fato, Cepelos achou que não devia mais suportar a vida. Subiu à pedreira que dava para a rua Pedro Américo, e atirou-se do alto.”

Ao g1, Milton Cardoso comentou que o episódio abalou a sociedade paulista da época. “O caso teve repercussão em todos os jornais ativos no país, devido à posição política que Peixoto Gomide ocupava”, afirmou.

Durante a pesquisa para a produção de um livro comemorativo sobre a Escola Estadual Peixoto Gomide, Cardoso investigou e compartilhou a história. “Muitas pessoas que estudaram na escola me procuraram dizendo que não conheciam essa versão dos fatos e ficaram sabendo um pouco mais sobre a trágica história do antigo senador”, relembrou.

Escola estadual em Itapetininga

Em Em 1894, foi fundada a Escola Estadual “Peixoto Gomide", localizada na região central de Itapetininga — Foto: Divulgação/Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Em 1894, foi fundada a Escola Estadual “Peixoto Gomide”, um dos primeiros grupos escolares do interior paulista e marco do início da institucionalização formal da educação pública fora da capital.

Para a reportagem, Rodrigo Almeida da Silva, diretor da escola, destacou que a fundação representou a consolidação de um projeto voltado a oferecer formação intelectual, profissional e cidadã aos habitantes da região.

Cerca de 28 anos após a criação, a escola recebeu oficialmente o nome de Peixoto Gomide, em homenagem póstuma à figura pública. A escolha do nome reforçava a valorização de sua trajetória na defesa do desenvolvimento do Estado, da educação e das obras públicas.

“A denominação da escola refletia o reconhecimento de Itapetininga à sua contribuição para o avanço educacional do interior paulista. Apesar do fim trágico de sua vida, a escolha de seu nome representou, à época, a valorização de sua trajetória pública e de seu compromisso com o progresso social”, disse Silva.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Valquíria, a mulher à frente da operação de 516 quilômetros de rodovia

Conheça a trajetória e liderança da coordenadora de operações da SPVias


10/03/2026 |  No Mês das Mulheres, algumas histórias merecem leitura atenta. A trajetória de Valquíria Ritter é uma delas: sul-mato-grossense, formada em Administração e sempre estudando algo novo (atualmente, neurociência e psicologia positiva), Valquíria segue um princípio simples: entender pessoas para liderar melhor.

Sua chegada à empresa ocorreu em 2015, como líder de arrecadação. A evolução veio em etapas firmes: líder, supervisora, coordenadora no Mato Grosso do Sul e, em 2024, coordenadora na SPVias, atuando nas rodovias do Sudoeste Paulista, nas regiões de Tatuí, Itapetininga, Itapeva, Pardinho e Avaré, coordenando uma equipe de 260 pessoas em 23 bases de trabalho, que encontram nela ética, clareza e confiança. Esse modo de conduzir equipes colocou seu nome em destaque no prêmio de liderança GPTW, reconhecimento dado à liderança dos melhores lugares para se trabalhar.

Além da operação, Valquíria se envolve em causas que dialogam com quem ela é. É embaixadora de compliance na SPVias, propagando a ética em todas as tratativas da empresa, e multiplicadora do programa Na Mão Certa, da Childhood Brasil, dedicado à prevenção e ao enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes em todo o país.

Sua história não se mede apenas em quilômetros ou resultados, mas no impacto que deixa nas pessoas, nos times que se fortalecem e nos processos que se tornam mais justos. Celebrar Valquíria, neste Mês das Mulheres, é celebrar todas as que ocupam espaços com coragem e transformam a liderança em um exercício diário de responsabilidade e humanidade.

Algumas mulheres não apenas seguem caminhos, elas criam novas rotas. Valquíria Ritter é uma delas.

terça-feira, 10 de março de 2026

Nota de Falecimento: Marcelo Pretto

Em 2023, Marcelo Pretto esteve em Tatuí em dois eventos marcantes. Ao lado de Ari Colares e Lincoln Antonio, Mistu esteve no Conservatório com o projeto A Barca, ministrando uma master class sobre prática instrumental coletiva. Na ocasião, o trio também subiu ao palco do Teatro Procópio Ferreira em uma apresentação junto do Grupo de Música Raiz do Conservatório de Tatuí.


09/03/2026 |  O Conservatório de Tatuí – instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela Sustenidos Organização Social de Cultura – comunica, com grande pesar, o falecimento de Marcelo Pretto, cantor, compositor, percussionista e pesquisador, na madrugada deste domingo, 08/03.

Nascido em São Paulo, em setembro 1967, Marcelo Pretto também era carinhosamente conhecido como Mitsu e ficou amplamente conhecido pelo trabalho desenvolvido com o Barbatuques – projeto fundado nos anos 90 e pioneiro no país em percussão corporal. Mitsu foi um dos grandes responsáveis pela construção da identidade do grupo, que mistura experimentações de ritmos com diferentes elementos da cultura popular brasileira. Ao longo de mais de duas décadas de colaboração, o musicista emprestou ao conjunto a potência de sua voz e presença de palco, contribuindo para que o Barbatuques se destacasse no cenário nacional e internacional pela sua originalidade, ao mesclar música e educação por meio de shows, trilhas sonoras, oficinas e projetos com viés pedagógico.

Mitsu também integrava o coletivo A Barca, projeto dedicado à pesquisa, preservação e reinvenção de sonoridades tradicionais brasileiras. Entre seus trabalhos independentes, em 2014, o musicista lança o duo de voz e violão ‘A carne das canções’ ao lado do violonista Swami Jr., premiado com o troféu Cata-Vento de Melhor Cantor. Em 2020, Pretto lançou seu primeiro álbum solo intitulado ‘Boi’, que trazia um olhar contemporâneo de uma das maiores manifestações culturais brasileiras, o Bumba Meu Boi. Sua trajetória musical também foi marcada por apresentações e colaborações ao lado de grandes artistas do mercado nacional e internacional como Zeca Baleiro, Mariana Aydar, Siba, da cantora francesa Camille, entre outros.

Em 2023, as histórias de Marcelo Pretto e do Conservatório de Tatuí se cruzaram em dois eventos marcantes. Ao lado de Ari Colares e Lincoln Antonio, Mistu esteve na escola com o projeto A Barca, ministrando uma master class sobre prática instrumental coletiva. Na ocasião, o grupo também subiu ao palco do Teatro Procópio Ferreira em uma apresentação junto do Grupo de Música Raiz do Conservatório de Tatuí.

O cenário musical brasileiro é rico em musicistas de excelência, mas são poucos os nomes que, assim como ele, se articulam com tamanha sensibilidade musical. A obra de Marcelo Pretto trouxe inteligência e visão artística para a curadoria e a produção cultural do país, além de estabelecer diálogos que passeavam de maneira tão criativa entre o tradicional e o contemporâneo. É por esses e tantos outros motivos que o legado de Mitsu será para sempre lembrado como fonte de inspiração na música e pesquisa sobre a riqueza sonora do Brasil.

O Conservatório de Tatuí e a Sustenidos lamentam a perda do grande percussionista, cantor e pesquisador Marcelo Pretto. À família e a todos os amigos(as), nossos sinceros sentimentos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Tatuí (SP): polo regional com alto potencial de consumo e economia equilibrada consolida influência no interior paulista




Da página Terra Trend no Facebook

25/02/2026 |  Localizada na Região Metropolitana de Sorocaba, a cerca de 130 km da capital paulista, Tatuí se consolidou como uma capital subregional com forte influência econômica e logística. Com aproximadamente 129 mil habitantes, o município atua como centro de serviços e circulação regional, atraindo fluxos de pessoas e atividades econômicas do seu entorno.

A economia local movimenta cerca de R$ 6,8 bilhões, com um PIB per capita em torno de R$ 54,7 mil. Esse valor é inferior à média estadual, mas consistente dentro da sua região, indicando uma economia estruturada, porém com produtividade moderada.

A estrutura econômica é relativamente equilibrada. O setor de serviços lidera com cerca de 54,9% da atividade, seguido pela indústria com 29,8%, pela administração pública com 11,8% e pela agropecuária com 3,5%. Esse perfil mostra uma cidade com base urbana consolidada e presença industrial relevante.

O mercado de trabalho soma cerca de 32,4 mil empregos formais, com destaque para o comércio varejista, funções administrativas e atividades industriais. A remuneração média gira em torno de R$ 2,8 mil, abaixo da média estadual, indicando limitações no poder de renda.

A distribuição de renda evidencia concentração nas classes de menor poder aquisitivo, que representam mais da metade dos rendimentos, enquanto as faixas mais altas têm participação reduzida. Isso resulta em um mercado consumidor ativo, porém com predominância de consumo básico.

Apesar disso, Tatuí apresenta um diferencial importante: elevado potencial de consumo e alta regularidade econômica ao longo do ano. O fluxo de vendas é consistente, sustentando o comércio e os serviços de forma estável.

Por outro lado, o ambiente econômico mostra sinais de maturidade. A abertura de novos negócios ocorre em ritmo moderado e há menor número de oportunidades claras de expansão acelerada, indicando um mercado já consolidado.

Nos últimos anos, a cidade apresentou desempenho positivo na geração de empregos, com saldo expressivo de novas vagas formais, destacando-se na sua região.

O crescimento histórico também chama atenção. Nas últimas décadas, a população cresceu mais de 60%, com avanço contínuo nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o município mantém uma estrutura etária jovem, com forte presença de pessoas em idade ativa e bônus demográfico em curso.

Historicamente, Tatuí teve seu desenvolvimento impulsionado pela expansão agrícola, pela abertura de rotas comerciais e pela chegada da ferrovia no século XIX. Ao longo do tempo, consolidou-se como centro regional, incorporando atividades industriais e de serviços.

A cidade também possui forte identidade cultural. Conhecida como “Capital da Música”, abriga o maior conservatório musical da América Latina, além de eventos tradicionais como a Feira do Doce, que movimenta a economia local e atrai visitantes de diversas regiões. O município também é reconhecido como estância turística, com patrimônio histórico, religioso e cultural diversificado.

No conjunto, Tatuí representa uma cidade média consolidada, com economia equilibrada, forte capacidade de consumo e influência regional. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios como renda média limitada e menor dinamismo na abertura de novos negócios.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Informe de rendimentos do IRPF 2026 deve ser entregue até 27/02; entenda

Todas as fontes pagadoras, incluindo empresas, bancos e INSS precisam enviar informações de beneficiários até o último dia útil de fevereiro

Imposto de Renda | Joédson Alves/Agência Brasil

Por Emanuelle Menezes, no SBT News

23/02/2026 às 15h54 |  A contagem regressiva para a declaração do Imposto de Renda 2026 já começou. E o primeiro passo para o contribuinte é ficar atento ao prazo do informe de rendimentos, documento essencial para o preenchimento correto do IRPF.

Em 2026, o comprovante deverá ser entregue até 27 de fevereiro, já que o dia 28 cai em um sábado. A regra determina que o envio deve ocorrer até o último dia útil do mês, explica Eduardo Ramos, especialista em Direito Tributário e sócio do escritório Peluso, Guaritá, Borges e Rezende Advogados.

+ Imposto de Renda 2026: investimentos isentos precisam ser declarados?

A obrigação é ampla e envolve todas as fontes pagadoras. Isso significa que empregadores, instituições financeiras, corretoras, operadoras de saúde e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) precisam enviar as informações tanto à Receita Federal quanto aos beneficiários.

Por que o prazo é tão importante?

A entrega do documento em fevereiro é indispensável porque a declaração do IRPF costuma começar em março. Segundo o especialista, o informe é peça-chave no cruzamento de dados da Receita Federal.

"As informações indicadas no informe de rendimentos são imprescindíveis para o controle do Fisco e para as pessoas físicas que receberam os rendimentos, pois elas devem ser lançadas na declaração de Imposto de Renda dos beneficiários", diz.

Ele alerta ainda para o risco da malha fina. A Receita Federal utiliza as informações para a malha fiscal das pessoas físicas e, se o informe indicar uma coisa e a declaração outra, a divergência pode gerar retenção e exigência de comprovação posterior.

O que deve constar no documento?

O informe de rendimentos 2026 se refere ao ano-calendário de 2025 (de 1º de janeiro a 31 de dezembro). De acordo com Ramos, cada fonte pagadora tem obrigações específicas:
Empresas: devem informar todos os rendimentos pagos, tributáveis e isentos, além do imposto retido na fonte e contribuição ao INSS;
Bancos: precisam declarar movimentações, aplicações financeiras e imposto retido;
Operadoras de saúde: devem informar valores pagos ao plano e detalhar reembolsos individualizados por profissional;
INSS: declara o total de benefícios pagos a aposentados e pensionistas.

"O documento é enviado ao banco de dados da Receita Federal e deve ser disponibilizado aos beneficiários, inclusive para subsidiar o preenchimento da declaração de IR", destaca o advogado.

E se o trabalhador não receber o informe?

Caso a fonte pagadora não envie o documento até 27 de fevereiro, o contribuinte deve agir rapidamente – já que a entrega é obrigatória. A multa para cada informe de rendimentos não enviado dentro do prazo pela empresa é de R$ 41,43.

Ramos recomenda formalizar o pedido. "Nesse caso, uma notificação formal é medida importante para que possa se resguardar, sem prejuízo de declarar o rendimento de acordo com os valores recebidos", diz.

Onde consultar?

Além do envio por e-mail, Correios ou intranet da empresa, o contribuinte pode acessar as informações pelo Portal e-CAC, com login Gov.br nível prata ou ouro, na área de "Consulta de Rendimentos Informados por Fontes Pagadoras".

A recomendação é guardar o documento por pelo menos cinco anos, prazo em que a Receita pode solicitar comprovação das informações declaradas.

Tatuí (SP) x Birigui (SP): duas cidades do interior com o mesmo porte, mas “especializações” que mudam tudo

Da página Terra Trend, no Facebook

24/02/2026 |  Dá pra colocar Tatuí e Birigui na mesma prateleira demográfica, perto dos 120 mil habitantes, mas é aí que a semelhança termina. 

As duas são cidades médias típicas do interior paulista, dependentes de rodovias e redes regionais para trabalho, produção e circulação de gente. 

Só que cada uma construiu um “DNA” bem claro, e isso aparece no jeito que a economia gira, no tipo de emprego que domina e até no que atrai visitantes.

Tatuí carrega um título raro no Brasil: é reconhecida como “Capital da Música” e também como Estância Turística, com um ativo cultural que não é só simbólico, é estrutura: o Conservatório de Tatuí é apresentado como a maior escola de música da América Latina, e isso cria fluxo permanente de estudantes, eventos, serviços e consumo local.

Essa vocação cultural convive com uma economia bem “cidade polo” para o entorno: PIB em torno de R$ 6,8 bilhões, PIB per capita perto de R$ 54,7 mil e mais de 32 mil empregos formais. Na composição, serviços lideram (cerca de 55%), com indústria forte (quase 30%), além de administração pública e agropecuária.

E tem um detalhe que chama atenção: o mercado formal cresceu com força em 2025, com saldo positivo de milhares de vagas, indicando um município que segue ampliando atividade e atraindo gente para trabalhar, comprar e circular.

No cotidiano, essa mistura de cultura + economia aparece em símbolos bem locais, como a tradição dos doces caseiros e eventos que movimentam a cidade, além do componente industrial que vem ganhando espaço, inclusive com ramos ligados ao setor automotivo.

Birigui, por outro lado, é a cidade onde a especialização industrial vira identidade urbana. Não é só “tem fábrica”: Birigui é conhecida como polo de calçado infantil, e isso molda o emprego, o comércio e a cadeia produtiva que se espalha pela região.

Nos indicadores, aparece com PIB por volta de R$ 4,9 bilhões, PIB per capita na casa de R$ 40,9 mil e cerca de 33 mil empregos formais. A economia é bem concentrada em serviços (mais de 60%), mas a indústria tem papel decisivo (cerca de 20%), e a administração pública completa a base.

No trabalho formal, os sinais do polo aparecem direto: ocupações ligadas a linha de produção, comércio varejista e confecção/calçados estão entre as mais frequentes, e a fabricação de calçados figura entre as atividades que mais empregam.

E mesmo sendo uma cidade industrial, ela também é descrita como um lugar de alta regularidade de vendas ao longo do ano, com atenção para um potencial de consumo mais limitado e menor volume de “novas oportunidades claras” no curto prazo, o que é um recado típico de cidades muito especializadas: quando o setor principal oscila, o município sente.

Quando você compara as duas, não é sobre quem “vai melhor”. É sobre como cada cidade sustenta seu papel regional:

Tatuí puxa fluxo por cultura, educação e serviços, com indústria relevante e um calendário urbano que mistura economia e eventos.

Birigui puxa fluxo por produção e cadeia industrial, com comércio e serviços orbitando um setor que virou marca registrada.

No fim, são dois modelos de cidade média do interior paulista: uma que se projeta pela economia + cultura, outra que se projeta pela economia + indústria especializada. Ambas dependem de conexão regional para continuar funcionando como polo, sem perder a capacidade de oferecer emprego, serviços e infraestrutura para quem vive ali.