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Tatuí, 


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Fila de espera para realização de exames em Tatuí diminui 30% em um ano

Prefeitura - A Secretaria Municipal de Saúde vem divulgando números sobre o trabalho realizado em 2013. Esta semana, os dados referem-se a um sério problema que ainda aflige o município: a demora para agendamento e realização de exames. A central de vagas, que sempre foi alvo de muitas críticas por parte da população, vem revertendo esse quadro. Somente nos últimos 12 meses, conseguiu diminuir em 30% a quantidade de exames represados.

Em janeiro de 2013, havia um acúmulo de 4.448 exames que foram agendados durante 2012, mas não foram realizados. Alguns deles estavam aguardando o procedimento desde 2011. A fila de espera tem hoje 3.410 nomes, 1.438 exames a menos. 

Segundo o secretário municipal de Saúde, Fábio Vila Nova, a expectativa é que esse número caia ainda mais durante este ano. “Conseguimos recuperar parte da capacidade de investimento e, este ano, teremos mais condições para realizar mutirões e ações para diminuir sensivelmente a espera dos pacientes que precisam ser atendidos”, comentou. 

Uma das dificuldades enfrentadas pelo município é a defasagem da tabela do SUS (Sistema Único de Saúde), que repassa valores menores ao custo real dos procedimentos. A diferença é custeada pela própria Prefeitura.

O exemplo fica bem claro quando se trata de ressonâncias magnéticas. Em 2013, o SUS custeou 52 ressonâncias, porém 980 exames foram realizados, ou seja, 928 foram pagas pela Prefeitura de Tatuí de maneira direta. Mesmo quando o Sistema Único de Saúde paga, o valor repassado é inferior ao preço de mercado. Cada ressonância magnética custa R$ 268,75 e o repasse federal é de apenas R$ 213. Os R$ 55,75 que ainda faltam também precisam ser pagos pelos cofres municipais. A cidade também arca diretamente com os custos de diagnósticos emergenciais e próteses. 

Mesmo com toda dificuldade, os avanços são evidentes. Um dos exames mais procurados, a ultrassonografia, diminuiu a fila de espera em mais da metade. Em janeiro de 2013 eram 2.610 pessoas aguardando, hoje o número caiu para 1.020. Mais de 95% com recurso próprio. Enquanto a Prefeitura paga mais de R$ 250 mil para realização de ultrassonografias ao longo de todo ano, o SUS repassa pouco mais de R$ 11 mil. 

Já os exames de angioplastia e cateterismo que até 2012 eram agendados pelos próprios pacientes, pessoalmente nos hospitais da região, passam a ter o serviço na própria central de vagas. “É um procedimento muito importante realizado nos vasos sanguíneos e o interior do coração, de pessoas que sofreram infarto ou tem suspeita de obstruções arteriais”, explica Vila Nova. 

Outros exames

Os números mostram queda redução significativa na fila de espera, no comparativo entre 2012 e 2013: o eletroencefalograma passou de 160 para 37, endoscopia de 340 para 132, mamografia de 72 para 45, cintilografia óssea de 48 para 14, tomografia 166 para 65, nasofibroscopia de 53 para 4, retosigmoidoscopia de 64 para 18. 









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