Boletim de informações COVID-19 n° 801 Tatuí, 25 de novembro de 2022, sexta-feira, 11h00

4 HOSPITALIZADOS
155 INFECTADOS EM TRATAMENTO
29 DIAS SEM ÓBITOS PELA COVID-19
431 CASOS CONFIRMADOS EM 21 DIAS
20,52 MÉDIA MÓVEL DE CASOS POR DIA

Fonte: Prefeitura de Tatuí

sábado, 12 de novembro de 2022

Transformação de veículos cresce e movimenta R$ 1,5 bi ao ano

A nova fábrica da Revolution em Tatuí está operando desde março quatro linhas produtivas capaz de preparar sessenta unidades por dia

Sorocaba, SP, 11/11/2022 – O mercado de transformação ou adaptação de veículos não é nada desprezível no Brasil. Algumas poucas empresas concentram a prestação de serviços desse segmento que pode faturar até R$ 1,5 bilhão ao ano. Em 2022 estão previstas quase 50 mil unidades com adaptações das mais variadas como ambulâncias, viaturas para as forças ostensivas de administrações municipais, estaduais e federais e até veículos oficiais. Após as eleições a expectativa é que esse segmento cresça 25%.

Veja o que contou Édson Oliveira, CEO da Revolution do Brasil, durante visita da reportagem da AutoData à sua fábrica de Sorocaba, SP:

“A pandemia paralisou a contratação de novos veículos especiais pelos órgãos públicos e há, portanto, um processo de recuperação para atender a essa demanda. Além disso os projetos de saúde e segurança são prioritários em todos os governos que se iniciam. A projeção, assim, é positiva para um aumento dos pedidos já a partir deste ano”.

A Revolution do Brasil é uma das empresas que operam no segmento de transformação. Adquirida recentemente pelo grupo estadunidense Aetreum fez importantes investimentos para crescer neste mercado. Começou por ampliar sua capacidade em 55% com o início das operações em Tatuí, SP, sua segunda unidade fabril.

É de competência das transformadoras, por exemplo, desenvolver os projetos de adaptação de uma picape e de um SUV para as forças policiais incluindo nestes veículos todo o tipo de equipamento necessário para essas operações. A ambulância, por exemplo: a partir de uma van a transformadora precisa criar soluções para preparar aquele veículo para ser uma UTI móvel, se esta é a configuração solicitada pelo cliente. Para isto engenheiros especializados precisam conhecer as especificações técnicas de cada veículo para criar um projeto que alie segurança, praticidade e funcionalidade: “Temos equipe muito comprometida com o desenvolvimento de novas soluções e recentemente incorporamos engenheiros vindos das fabricantes de veículos nacionais”.

A nova fábrica de Tatuí está operando desde março quatro linhas produtivas capaz de preparar sessenta unidades por dia para adaptações mais complexas com a especialidade em carros para polícias municipais de patrulhamento, polícias estaduais civil, militar e bombeiros, polícias federais, rodoviária e de diversos tipos de ambulâncias, desde para simples remoção a unidades avançadas como o projeto SAMU.

Com essa expansão a Revolution espera fechar este ano com faturamento superior a R$ 330 milhões, crescimento de mais de 60% com relação a 2021: “Entregaremos até o fim do mês mais de seiscentos veículos ao Ministério da Saúde. No primeiro semestre foram mais de oitocentas unidades hospitalares para a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. E finalizamos em setembro a entrega de quinhentos furgões com plataformas elevatórias para cadeirantes”.

A diversificação de adaptações para todas as aplicações só é possível por meio de planejamento minucioso das linhas de produção, da administração da aquisição e dos estoques dos insumos necessários para as transformações e dos prazos de entrega aos clientes. Tudo isto faz parte da rotina de Édson Oliveira, que acompanhamos durante um dia na primeira fábrica da Revolution em Sorocaba.

Pátio da empresa em Sorocaba


A primeira impressão é que falta organização visualizando todos os veículos espalhados no imenso pavilhão ou nos pátios em volta desse prédio. Mas é justamente o contrário: a quantidade de aplicações e de modelos, como uma frota de Toyota Corolla preparada para o poder executivo paulista ou centenas de Renault Duster que estavam quase prontas para serem entregues às forças policiais do Paraná, além das dezenas de furgões em diversas etapas da transformação para ambulâncias estavam sob o controle e o olhar atento do executivo. As oito linhas de produção em Sorocaba podem entregar até 120 veículos ao dia.

Édson Oliveira, CEO da Revolution


Ao caminhar pela ala de projetos especiais onde estavam sendo desenvolvidas novas soluções para celas de viaturas, no porta-malas de um veículo, e a sala de preparação dos milhares de quilômetros de cabos elétricos, operação complexa gerenciada e feita apenas por mulheres, flagramos o projeto que estampa esta reportagem: uma Ford Transit preparada para ambulância. Além dela, uma picape Ranger original aguardava do lado de fora do prédio para receber a preparação para este modelo da foto abaixo.

Os dois veículos da Revolution expostos esta semana no estande da Ford na Fenatran evidenciam como essas empresas atuam junto aos seus clientes, as montadoras.

As transformadoras abastecem as montadoras, que participam das licitações de todas as esferas da administração executiva no País. Ou seja: o projeto da empresa que fará a transformação de acordo com as especificidades dos editais é oferecido pela própria fabricante do veículo nessas licitações abertas por todos os órgãos dos poderes constituídos.

“Somos parceiros de todas as montadoras que participam de licitações no Brasil. Temos que garantir o compromisso com a qualidade, a funcionalidade e os prazos para realizar esse serviço. São pontos até mais importantes do que o preço.”

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