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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Tatuí é palco da I Copa do Mundo de Equitação de Trabalho neste fim de semana

Competição inédita reúne equipes de oito países no Centro Hípico de Tatuí (Hípica Centaurus), em Tatuí, entre 11 a 13/12. Aberto ao público, o evento acontece conjuntamente ao Festival do Cavalo Lusitano de Tatuí

No domingo (6) torcidas animadas embalaram o sorteio dos cavalos – todos Lusitanos – que servirão de montaria para os 16 atletas de oito países que a partir de sexta-feira (11) disputam a primeira edição da Copa do Mundo de Equitação de Trabalho. Cedidos por criadores para a competição, os animais são “top” da modalidade, competindo na Principal, a mais técnica das categorias. A definição da formação dos conjuntos, no entanto, só será anunciada na quarta-feira (9). Até lá, amazonas e cavaleiros terão tempo de adaptação aos dois animais que cada país conquistou no sorteio. À exceção são Brasil e França que já anunciaram seus conjuntos.

A formação da equipe brasileira foi decidida no sábado (5), durante a terceira seletiva que também teve como palco o Centro Hípico de Tatuí. Luiz Carlos Oliveira montando Cisne SA e Benedito Torres de Macedo com Soneto do Top formam o time verde-amarelo. Em uma feliz coincidência, os dois animais foram cedidos pelo Haras Santo Ângelo, de Cleto Monteiro, e Cisne SA já vem sendo montado por Luiz Calos Oliveira, cavaleiro que venceu as três seletivas com outra montaria. O outro atleta brasileiro, Benedito Macedo, que representa a Fazenda São Benedito, de Roberto Rauh, também é um colecionador de títulos, entre eles o de vice-campeão mundial por equipe em 2002.

A França também já anunciou a formação dos seus dois conjuntos: a amazona Claire Moucadel vai montar Xaveco Interagro (cedido por Cleto Monteiro) e Thierry Vergez comandará as rédeas de Xantily WR (cedido por Roberto Pedrosa).
A Bélgica será representada por Megan Jouret e Thibaud Dehondt que têm à disposição Vital do DPC (cedido por Rodrigo Betarelli) e Principal do Retiro (cedido por Victor Oliva).

Defendem as cores da Colômbia Duvaner Monsalve e Sergio Castrillon que têm à disposição Artemis da Sasa JE (cedido por Roberto Rauh) e Brilho AS (cedido por Márcio Narezzi).

Representarão a Holanda a dupla Ton Duivenvoorden e Kelly Van Gient que têm à disposição Centaurus dos Sonhos (cedido por Adriano Soares) e Barulho HRB (cedido por Marcos Benedito Silveira Bueno).

Giuseppe Meli e Giancarlo Giuliano formam o time da Itália que têm à disposição Adonis da Sasa JE (cedido por Roberto Rauh) e Dorus Interagro (cedido por Sueli Moraes).

Duas mulheres representarão o México: Martha Fernanda Del Valle e Monserrat Garcia que têm à disposição Bethoven do Castanheiro (cedido por Adriano Soares) e Vagalume IGS (cedido por Rodrigo Damas).

Várias vezes campeão mundial e europeu de Equitação de Trabalho, Portugal chega à Copa do Mundo da modalidade representado por Vasco Godinho e Miguel Fonseca que têm à disposição Ulisses do Castanheiro (cedido por Clélia Araújo Pinto) e Colírio das Mangueiras (cedido por Geraldo Lefosse Jr).

As emoções da I Copa do Mundo de Equitação de Trabalho começam na sexta-feira (11) às 14h00 com a prova de Ensino (pista de Adestramento) e segue com a Maneabilidade às 20h00 (pista Grand Prix). Os atletas retornam no sábado (12) às 19h00 para a prova de Velocidade (pista Grand Prix) e no domingo (13) às 10h00 para a prova da Vaca (pista Grand Prix), quando será conhecida a equipe campeã.

I Copa do Mundo de Equitação de Trabalho faz parte das atrações do Festival do Cavalo Lusitano de Tatuí (SP).

Sobre a Copa do Mundo de Equitação de Trabalho

Evento da International Working Equitation (WAWE) e instituída em 2015 por iniciativa da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano (ABPSL) e da Coudelaria do Castanheiro, a I Copa do Mundo de Equitação de Trabalho tem por objetivo o fomento do esporte e a integração e intercâmbio entre cavaleiros/amazonas de vários países. A competição será realizada a cada dois anos, em países diferentes, e cada país tem direito a uma equipe formada por dois cavaleiros.

Na Copa do Mundo de Equitação de Trabalho o país sede fornece aos competidores estrangeiros as montarias, que são definidas por sorteio, incluindo os atletas do país palco do evento. Entre o sorteio e a competição, os cavaleiros têm um tempo para adaptação ao animal e treinamento.

Na disputa, os cavaleiros precisam cumprir as quatro fases que abrangem a modalidade: Ensino, Maneabilidade e Velocidade são individuais e a prova da Vaca feita em equipe. A soma de pontos em todas as fases define a classificação.

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Foto:
Luiz Carlos Oliveira: vitória nas três seletivas brasileiras para a I Copa do Mundo de Equitação de Trabalho (Foto: Maria Rita Mothero/ABPSL)

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