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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Suspeito de atropelar e matar ciclista com deficiência se apresenta em Tatuí

Carro do suspeito de ter atropelado e matado ciclista
 (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)
Do G1- Um pedreiro de 34 anos se apresentou à polícia nesta terça-feira (1°) dizendo ser o responsável por atropelar e matar o deficiente intelectual Misael Rodrigues, também de 34 anos, em Tatuí em 14 de novembro. O suspeito fugiu do local sem prestar socorro à vítima e responderá em liberdade pelos crimes de homicídio culposo (quando não há intenção) e omissão de socorro. Ele pode pegar de 2 a 6 anos de prisão, diz a Polícia Civil.

De acordo com a polícia, o homem afirmou em depoimento que chovia no momento do acidente e não viu o ciclista entrar na frente do veículo. Teria dito ainda que depois da batida viu o homem tentando se levantar e seguiu o caminho. E que não tinha se apresentado antes por medo de represálias, afirma a polícia.

Antes do suspeito se apresentar à delegacia, o veículo que atropelou havia sido encontrado. O carro foi localizado após análise de imagens do circuito de segurança de um clube de campo. O veículo ficou no pátio da delegacia e deve passar por perícia nos próximos dias.

'Quero justiça'

Em 17 de novembro, a mãe da vítima, Dalva José de Almeida, pediu por justiça durante entrevista À TV TEM. “Estou muito triste nervosa e, estou acabada, arrasada. Não desejo isso para ninguém. Filho de ninguém. Ai meu Deus, não me conformo. Não me conformo. Quero justiça”, afirma.

Misael, que precisa de necessidades especiais, estava com a bicicleta quando foi atingido na Avenida Onze de Agosto, no Centro.

Segundo o irmão, Reginaldo Samuel Rodrigues, ele tinha acabado de sair de um supermercado quando o acidente aconteceu. Misael chegou a ser levado ao pronto-socorro, mas não resistiu aos ferimentos. Ele teve traumatismo craniano. “Chegando lá tinha um carro parado ao lado dele, um casal chorando e desesperado. Por que não chamou socorro?”, conta.

A cunhada de Misael, a balconista Tatiane Aparecida Elias, disse que a vítima sempre respeitou a sinalização e não costumava pedalar entre carros. "Parava no vermelho para passar junto com os carros. Ele sabia o que ele fazia. As pessoas tinham que parar para prestar socorro", afirma.

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