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Tatuí, 


terça-feira, 28 de maio de 2013

Sindicância apura irregularidades na reforma da antiga cadeia de Tatuí

Do G1 - Um processo de sindicância está aberto para apurar supostas irregularidades na reforma de ampliação da delegacia de Tatuí. A sindicância que deve ser concluída nos próximos dias, suspeita que entre as supostas irregularidades está o desvio de verba.

No local onde funcionava a antiga Delegacia Central vão funcionar a Delegacia da Mulher e o Plantão Policial do município. As obras que foram firmadas por meio de um convênio com o governo estadual em fevereiro de 2011, estão com 90% do total concluídas. O repasse da obra foi R$ 1,3 milhões, mas segundo a administração atual, a empresa terceirizada recebeu apenas R$ 349 mil.

A secretária da Fazenda, Finanças e Planejamento, Lilian Maria Grando Camargo, explica que o repasse estadual foi depositado em uma conta única e esse dinheiro só poderia ser usado nas obras. Segundo ela, o saldo da conta que no dia 31 de janeiro de 2012 deveria ter mais de R$ 1 milhão, estava com R$ 5 mil. “Tinha um saldo de R$ 5 mil e nós abrimos a sindicância para apurar o que estava dando essa diferença.
Nós conseguimos levantar que foram realizadas transferências desta conta para a conta folha de pagamento entre maio e junho de 2012”, ressalta.

O relatório da sindicância, que deve ser encaminhado à Câmara Municipal e ao Ministério Público, aponta seis transferências bancárias. No documento consta que em 3 de maio de 2012 houve um saque de R$ 83 mil e outro de R$ 90 mil. No dia 4 houve um saque de R$ 120 mil, outro de R$ 130 mil e um último de R$ 155 mil. Já no dia 5, houve um saque de R$ 750 mil.

Lilian agora afirma que o município deve depositar mais de R$ 1 milhão na conta e fazer o acerto com a empresa contratada, caso contrário a prefeitura será prejudicada. “Se isso não for feito, a prefeitura corre o risco de ser incluída no cadastro de municípios inadimplentes, o Cadim, perante o governo do estado. Se isso ocorrer, as verbas são bloqueadas, inclusive os repasses de convênios em andamento são bloqueados”, conclui.

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