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Tatuí, 


domingo, 25 de setembro de 2011

Henrique Autran recebe Medalha Carlos Gomes

O professor-doutor Henrique Autran Dourado, nome importante no cenário da música brasileira, recebeu na segunda-feira, dia 19, três homenagens em cerimônia realizada no Terraço Itália, em São Paulo. Além da medalha de mérito ‘Carlos Gomes’, instituída por Lei Municipal de Campinas (L 4.119/72) e pelo Governo do Estado de São Paulo (L 648/74), Autran Dourado foi agraciado também com o grau de Comendador da SBACE (Sociedade Brasileira de Arte, Ciência e Educação) e o diploma de mérito Carlos Gomes.

“Sinto-me bastante honrado, pois nunca esperava compartilhar galeria de brasileiros ilustres como Eleazar de Carvalho, Diogo Pacheco, Samuel Kerr e Aylton Escobar, pessoas que, sinceramente, me fazem sombra. Feliz por ser indicado pela comissão e um pouco preocupado: ninguém homenageia jovenzinhos”, comentou ele.

A homenagem não foi apenas para uma vida dedicada à música e ao ensino: ela se estende também por sua atuação especial em Tatuí.

O professor-doutor Henrique Autran Dourado cursou Licenciatura em Música na antiga FEFIERJ, e foi bolsista da Orquestra Sinfônica Brasileira, que custeou seus estudos com Ladislav Bálek (primeiro contrabaixo da Sinfônica de Praga). Fez curso de aperfeiçoamento na Berklee College of Music (EUA), recebendo, logo após, bolsa de estudos para o bacharelado na New England Conservatory of Music (Boston, EUA), a mais antiga e uma das mais reputadas instituições de ensino superior de música dos EUA. Na New England Conservatory, estudou contrabaixo com Edwin Barker, solista da Sinfônica de Boston, e composição com Wiliam Mc Kinley, Di Domenica (ex-aluno de Arnold Schönberg), e Joseph Maneri (classe de Alban Berg).

Em sua estada nos EUA, Henrique integrou várias orquestras norte-americanas, como a Boston Civic Symphony, a Brookline Symphony (primeira estante solista) e a Boston Philarmonic. No Brasil, integrou a Sinfônica de Campinas e a OSESP (ambas como solista de naipe), esta última a convite pessoal de Eleazar de Carvalho, responsável por sua vinda a São Paulo. Foi fundador da orquestra Nova Sinfonietta, que durante três anos apresentou-se no Brasil com artistas como Michael Haram, Miha Pogacnik e Paul Badura-Skoda. Mestre (com louvor) e Doutor em Artes pela ECA/USP, onde é docente desde 1988, Henrique lecionou no Conservatório Estadual de Tatuí (1984/1987) e na Escola Municipal de Música do Teatro Municipal de São Paulo (1985 e 1989), tendo sido seu diretor de 1989 a 1998, cargo que voltou a ocupar em 2001. Em 2003, foi convidado a proferir palestras na Universidade de Richmond, Virginia (EUA), ao lado de músicos e professores das melhores orquestras e universidades dos EUA e Europa, convite que se repetiu em 2005 pela Universidade de Michigan. Em 2009, convidado pelo Departamento de Estado norte-americano, como participante do programa International Visitors Leadership Program (Programa de Visitantes de Lideranças Internacionais), conhecendo a administração ou revisitando instituições como a New England Conservatory, onde estudou, a Boston Symphony Orchestra e as importantes Juilliard School e Manhattan School de Nova Iorque.

Henrique foi duas vezes compositor convidado para a Bienal De Música Contemporânea do Rio de Janeiro. Foi apresentador, juntamente com o jornalista Marcelo Tas, do programa Clássicos e Populares, da Rádio Cultura FM. Em 2004, criou e passou a dirigir a Escola Superior de Música da Faculdade Integral Cantareira (até 2006), em São Paulo, instituição que reúne em seu corpo docente alguns dos mais destacados nomes da cena musical brasileira. É responsável pela organização e implementação de diversos projetos artísticos e pedagógicos, entre eles o que instituiu o ensino da música nos 21 CEUS (Centros Educacionais da Prefeitura de São Paulo). Henrique Autran Dourado foi também presidente da Associação Brasileira de Escolas de Música, recebeu os prêmios Diploma de Mérito e Músico do Ano (OMB, 1986), Moção de Louvor da Câmara Municipal de São Paulo (1993) e o título de Cidadão Paulistano (2003), Câmara Municipal de São Paulo), pela sua dedicação à música na cidade. Henrique foi presidente da Frente Parlamentar pela Inclusão do Ensino da Música no Estado de São Paulo, organização suprapartidária da Assembléia Legislativa, pelo retorno do ensino musical nas escolas. Foi consultor da FAPESP e da Universidade Federal de Goiás, bem como da Fundação Roberto Marinho, além de curador de música erudita do SESC Pinheiros.

Henrique é autor de diversas publicações, entre elas “O Arco dos Instrumentos de Cordas” (Edicon: 1998, Prêmio Clio 1999 da Academia Paulistana de História, 2ª. edição pela Irmãos Vitale), “Pequena Estória da Música” (Vitale: 1999, 2ª. edição), um passeio bem-humorado pela música universal e brasileira e seus grandes nomes, além de autor de ter colaborado para publicações diversas, como “Uma Poética Musical Brasileira e Revolucionária”, do compositor e acadêmico Jorge Antunes (Brasília: Sistrum, 2002). É autor do “Dicionário de Termos e Expressões da Música” (Ed. 34, 2003, 2ª. edição). É membro convidado do Setorial de Música do Conselho Estadual de Cultura (2008).

SBACE

Sociedade Brasileira de Artes Cultura e Ensino tem como finalidade Cultuar e divulgar os valores morais e intelectuais das grandes personalidades da nossa nação e de outros povos.

“Antônio Carlos Gomes”, patrono da SBACE, é notável maestro e a láurea “MÉRITO CULTURAL”, que leva seu nome, é reconhecida pelo Governo Municipal de Campinas/SP e pelo Governo do Estado de São Paulo, com registro no Ministério da Cultura.

Do site Folha Sinfônica

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