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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Hospital conclui sindicância e diz que CRM vai apurar conduta em parto de gestante morta após procedimento

Segundo boletim de ocorrência, família alega que Ana Paula Saqui de Paula, grávida de 9 meses, queria cesariana, mas não havia anestesista no hospital de Boituva (SP). Sindicância está sob sigilo.

Por G1 Itapetininga e Região, com edição do DT

Jovem morreu após o parto normal em hospital de Boituva (SP) — Foto: Igor Aparecido Pereira/Arquivo Pessoal

30/05/2019 | A sindicância interna aberta pelo Hospital São Luiz para apurar a causa da morte de Ana Paula Saqui de Paula, de 18 anos, após o parto normal,em Boituva (SP), no dia 27 de abril, foi concluída.

A Fundação Luiz João Labroncini, mantenedora do hospital, informou que o processo corre em segredo de Justiça, mas disse que a conduta médica dos profissionais envolvidos no procedimento será analisada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

A fundação também disse que está prestando apoio e assistência à família da jovem e que firmou acordo extrajudicial com eles, mas aguarda o parecer do Ministério Público.

O hospital também está passando por uma restruturação dos prestadores de serviços médicos, bem como de um médico especialista em gestão de qualidade de instituições de saúde e gestão de riscos legais e éticos na área da saúde, para diagnosticar as dificuldades e realizar prognóstico em novas condutas para a fundação.

Seis vereadores de Boituva criaram uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para também apurar a morte da estudante e o caso está em fase de investigação.

Uma foto enviada ao G1 pelo marido de Ana Paula, Igor Aparecido Pereira, mostra imagem que ele tem dos três juntos. Ana Paula morreu horas depois do parto.

Morte

A morte da jovem foi parar na delegacia e a família registrou um boletim de ocorrência contra o hospital.

De acordo com o registro, Ana Paula, grávida de nove meses, deu entrada na unidade, em Boituva, na noite do dia 25 de abril. A médica que a atendeu prescreveu que a jovem tomasse um soro com um medicamento e sugeriu que ela esperasse pelo trabalho de parto no hospital ou em casa.

A jovem e o companheiro dela optaram, conforme o registro policial, por voltar para a casa. Contudo, na madrugada do dia 26 de abril, eles retornaram à unidade.

A família afirmou também para a polícia que a gestante recebeu atendimento da equipe de enfermagem e às 12h a médica verificou que a dilatação da jovem estava apta para o parto.

Eles relataram que a paciente pediu que fosse feita cesariana e a médica perguntou pelo anestesista. Ainda segundo o B.O., o profissional teria informado que conseguiria chegar ao hospital apenas por volta das 16h.

A médica voltou a tentar o parto normal com o uso do fórceps. Após o parto, Ana Paula foi encaminhada ao quarto do hospital, mas ela começou a ter hemorragia.

Devido à gravidade do caso, a paciente chegou a ser encaminhada a um hospital de Sorocaba (SP), mas não resistiu e morreu antes de chegar na unidade na manhã do dia 27 de abril. O caso foi registrado na Polícia Civil de Boituva e está sendo investigado.

Já a bebê, Estella, recebeu alta hospitalar no dia 30 de abril e recebe os cuidados do pai Igor Aparecido Pereira e dos avós.

Paciente fez o parto no Hospital São Luiz em Boituva (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

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