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sábado, 17 de fevereiro de 2018

crônica / Ana Moraes

Síndrome de Up

No interior dos milagres Daquele que reina os céus, são imperscrutáveis Seus desígnios. Na escuridão e no silencio de um ventre faz-se a luz. A luz que é regida por pequenos reagentes que se aglomeram para tornar o verbo, carne. E nestes interstícios começa a dança dos cromossomos, que ninguém conhece a coreografia ao certo, para definir magistralmente a nossa essência carnal.

Entretanto, essa definição se limita apenas a carne e não define a nossa constituição áurea. O sopro que nos foi dado. Não são cromossomos, não são células, tecidos, órgãos, corpos, sociedade, mundo ou Universo que vai definir quem realmente somos. Apenas nós nos definimos nesse dicionário de definições que definem as coisas alheias. Não é nenhum dicionário que no definirá como algum sujeito, adjetivo, advérbio e outras classificações desta natureza. O que nos define são nossas atitudes. Nossos atos diante das mais desafiadoras circunstâncias.

E nessa dança de cromossomos, um dos cromossomos pode ficar sem par, saindo como resultado uma pessoa muito especial. Uma pessoa que tem seus traços exóticos que lhe fazem única diante de uma sociedade que é repleta de seres tentando obrigar uns serem os mesmo que os outros. Diante de uma sociedade cheia de padrões desnecessários que nos assombram e nos perturbam, como se todos os cromossomos devessem dançar de uma única maneira, uma maneira chata e monótona.

Essas pessoas muito especiais nos trazem alegrias ao nos mostrar esse mundo de uma forma diferente. Veem a vida de uma forma tão simples e tão amorosa. Pessoas que são capazes de mostrar que nenhum feitio carnal pode ser óbice para a consecução de seus objetivos.

Por isso, essa virtude foi batizada como Síndrome de Up. Up, porque sempre nos fazem crescer. São joias raras que nos aparecem e reluzem alegria, compreensão, paciência, amor, felicidade e esperança. Esses, os maiores tesouros do cosmos. Que não são encontrados em nenhum lugar no fundo do mar ou enterrado em lugares secretos por aí. Esses tesouros nós fazemos. Nós os transmutamos, trocando todos os pensamentos negativos por estes que nos fazem bem. E por incrível que pareça as pessoas com Síndrome de Up, já nascem com esse tesouro escondido na sua essência que vai se revelando naturalmente para mudar a todos que lhe rodeiam.

Algumas pessoas vão se sentir incomodadas com a presença das pessoas que sofrem dessa síndrome. Outros um preconceito inflamado. Mas tomem o amor como cura dessas máculas, porque o preconceito somos nós humanos que criamos. O preconceito é desnecessário, troque-o pelo proconceito. Pois muitas das vezes, essas pessoas podem ficar prejudicadas porque nós não soubemos acreditar cada vez mais no potencial delas.

Por isso, quando você encontrar uma pessoa com essa Síndrome se aproxime dela e verás que será a pessoa mais rica do mundo. Porque por algum motivo muito especial elas deveriam te encontrar e entregar este tesouro: o tesouro de que a vida é mais do que os olhos podem ver, que os ouvidos podem ouvir, que o nariz pode cheirar, que o paladar pode sentir e que as mãos podem tocar.

A.M.O.R.
(Ana Moraes de Oliveira Rosa)

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