Por João Belarmino, TV TEM com edição do DT
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28/05/2026 14h23 | Moradores do bairro Pacaembu, um dos locais que tiveram as luminárias da iluminação pública de Tatuí (SP) retiradas pelo consórcio responsável pela manutenção após autorização da Justiça, na quarta-feira (27), afirmam estar com medo de que a falta de iluminação favoreça a ação de criminosos.
As lâmpadas foram retiradas dos postes após a prefeitura deixar de pagar parte das parcelas previstas no contrato firmado com o consórcio responsável pelo serviço. Segundo decisão judicial assinada pelo relator Fernão Borba Franco, a administração municipal acumula uma dívida de aproximadamente R$ 4 milhões com a empresa, valor contestado pela prefeitura.
Natalina Antunes é moradora do bairro e, para ela, a principal dúvida é como a prefeitura deixou de pagar o contrato.
"É um absurdo, porque nós pagamos iluminação pública. Onde que nosso dinheiro está indo? Agora, nós somos obrigados a pagar pelos erros dos políticos. Vamos ter que ficar sem iluminação pública na rua, com os nossos filhos correndo perigo. Está difícil", lamenta.
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Moradores relatam medo e inseguranças após retirada de lâmpadas em Tatuí Foto: Reprodução/TV TEM |
Para Franciele Duarte, a maior preocupação é relacionada à segurança. O bairro Pacaembu, segundo ela, já possui altos índices de roubos e a falta de iluminação pode ser uma "oportunidade" para criminosos.
"Fica complicado. Nós estamos com receito, porque já tem muitos casos de roubo no bairro mesmo com iluminação. Agora, a falta dela dará mais segurança aos ladrões, que vão se sentir mais à vontade para roubarem. Podemos correr perigo", opina.
"Fica complicado. Nós estamos com receito, porque já tem muitos casos de roubo no bairro mesmo com iluminação. Agora, a falta dela dará mais segurança aos ladrões, que vão se sentir mais à vontade para roubarem. Podemos correr perigo", opina.
Na manhã desta quarta-feira (27), funcionários da empresa foram flagrados retirando as lâmpadas de algumas ruas da cidade. A decisão da retirada ocorreu no dia 12 de março e cabe recurso.
A administração municipal afirma que iniciou a reposição das lâmpadas nesta quinta-feira (28). No entanto, a prefeitura não informou quais bairros já tiveram o serviço restabelecido.
Em entrevista à TV TEM, o secretário de Administração e Negócios Jurídicos da prefeitura, Markus Henrique Tavares, apontou que atualmente o valor deste débito está em R$ 600 mil, após a quitação de uma parte da quantia apontada no processo.
A administração municipal afirma que iniciou a reposição das lâmpadas nesta quinta-feira (28). No entanto, a prefeitura não informou quais bairros já tiveram o serviço restabelecido.
Em entrevista à TV TEM, o secretário de Administração e Negócios Jurídicos da prefeitura, Markus Henrique Tavares, apontou que atualmente o valor deste débito está em R$ 600 mil, após a quitação de uma parte da quantia apontada no processo.
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Retirada foi feita pela empresa responsável Foto: Câmera de monitoramento |
Em nota, a prefeitura informou que o contrato de iluminação pública foi suspenso em outubro de 2025 e, desde então, a administração pública assumiu a responsabilidade pelos serviços de manutenção, instalação e substituição dos itens.
“Atualmente, o município possui cerca de 14.500 pontos de iluminação pública. Deste total, aproximadamente 6.500 luminárias pertencem à empresa envolvida na disputa judicial, incluindo equipamentos instalados em vias públicas, praças e outros espaços do município”, esclarece.
A prefeitura também apontou que, desde o início das retiradas, a empresa removeu cerca de 70 luminárias, e que já recorreu dessa determinação e segue aguardando uma solução definitiva nos próximos dias.
"Assim que o município foi oficialmente notificado sobre a ação, as equipes da Prefeitura iniciaram imediatamente a substituição dos equipamentos, tendo já reinstalado quase 40 novas luminárias”.
Entenda o processo
Devido ao valor pendente no contrato com a prefeitura, a empresa responsável entrou com uma liminar de urgência solicitando a retirada dos equipamentos, que foi recusada pelo juiz local. No entanto, o pedido foi aprovado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), com a retirada iniciando nesta quarta-feira.
Ainda conforme a decisão do TJ-SP, o desembargador responsável afirma que a prefeitura descumpriu o contrato firmado com a empresa e pediu a suspensão dos serviços, mesmo com a concessionária buscando uma solução. O acordo previa que, caso a prefeitura ficasse dois meses sem pagar o valor das parcelas, as lâmpadas poderiam ser retiradas.
Além disso, é apontado que a empresa sofreu um grave prejuízo financeiro com a falta de pagamento por parte da administração. Como decisão, a Justiça determinou que, além da desinstalação das luzes, a prefeitura deverá pagar uma multa de R$ 10 mil por dia, caso atrapalhe o procedimento.
O que diz a prefeitura
Em nota enviada à TV TEM, a Prefeitura de Tatuí afirma que houve um impasse burocrático entre a gestão e a empresa e, por isso, optou por municipalizar o serviço de manutenção da iluminação pública da cidade.
A administração municipal também informou que a decisão do TJ-SP não afeta o planejamento já traçado pela gestão e as equipes seguem atuando normalmente, com o serviço de manutenção e substituição das luminárias ocorrendo de forma esperada.
“Atualmente, o município possui cerca de 14.500 pontos de iluminação pública. Deste total, aproximadamente 6.500 luminárias pertencem à empresa envolvida na disputa judicial, incluindo equipamentos instalados em vias públicas, praças e outros espaços do município”, esclarece.
A prefeitura também apontou que, desde o início das retiradas, a empresa removeu cerca de 70 luminárias, e que já recorreu dessa determinação e segue aguardando uma solução definitiva nos próximos dias.
"Assim que o município foi oficialmente notificado sobre a ação, as equipes da Prefeitura iniciaram imediatamente a substituição dos equipamentos, tendo já reinstalado quase 40 novas luminárias”.
Entenda o processo
Devido ao valor pendente no contrato com a prefeitura, a empresa responsável entrou com uma liminar de urgência solicitando a retirada dos equipamentos, que foi recusada pelo juiz local. No entanto, o pedido foi aprovado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), com a retirada iniciando nesta quarta-feira.
Ainda conforme a decisão do TJ-SP, o desembargador responsável afirma que a prefeitura descumpriu o contrato firmado com a empresa e pediu a suspensão dos serviços, mesmo com a concessionária buscando uma solução. O acordo previa que, caso a prefeitura ficasse dois meses sem pagar o valor das parcelas, as lâmpadas poderiam ser retiradas.
Além disso, é apontado que a empresa sofreu um grave prejuízo financeiro com a falta de pagamento por parte da administração. Como decisão, a Justiça determinou que, além da desinstalação das luzes, a prefeitura deverá pagar uma multa de R$ 10 mil por dia, caso atrapalhe o procedimento.
O que diz a prefeitura
Em nota enviada à TV TEM, a Prefeitura de Tatuí afirma que houve um impasse burocrático entre a gestão e a empresa e, por isso, optou por municipalizar o serviço de manutenção da iluminação pública da cidade.
A administração municipal também informou que a decisão do TJ-SP não afeta o planejamento já traçado pela gestão e as equipes seguem atuando normalmente, com o serviço de manutenção e substituição das luminárias ocorrendo de forma esperada.
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| Luminárias estão sendo retiradas pelo consórcio — Foto: João Belarmino/TV TEM |

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