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Tatuí, 


domingo, 23 de setembro de 2018

Comoção marca enterro de meninos assassinados pelo pai em Boituva

Velório durou cerca de 30 minutos e foi acompanhado somente pela família e funcionários da escola onde as crianças estudavam

Por Adolfo Lima, TV TEM, Itapetininga, com edição do DT

Gustavo e Bernardo foram achados mortos dois dias depois de serem raptados pelo pai — Foto: Arquivo pessoal

As crianças Gustavo Santos, de 3 anos, e Bernardo Alves, de 1 ano, que foram retiradas da creche pelo pai Raí Santos, de 23 anos, e encontradas mortas em um matagal próximo ao Parque das Árvores, zona rural de Boituva, foram enterradas na tarde domingo (23), no Cemitério da Saudade.

Os caixões chegaram ao Velório Municipal de Boituva por volta das 13h e foram recebidos sob forte comoção. Uma das tias dos meninos desmaiou no momento em que os caixões chegaram.

O velório durou cerca de 30 minutos e foi acompanhado somente pela família e funcionários da escola onde os dois meninos estudavam.

Gustavo Santos, de 3 anos, e Bernardo Alves, de 1 ano, foram enterrados na tarde deste domingo (23) sob grande comoção, em Boituva — Foto: Adolfo Lima/ TV TEM

Raí Santos, pai dos meninos, também foi enterrado neste domingo. O horário do enterro do rapaz não foi divulgado e também não houve velório por questões de segurança.

A Guarda Civil Municipal fez a escolta do carro funerário, já que moradores, revoltados com o crime, ameaçaram depredar o caixão. A família de Raí acompanhou o enterro.

Raí e os filhos, Gustavo Santos, de 3 anos, e Bernardo Alves, de 1 ano, foram encontrados mortos em um matagal próximo ao Parque das Árvores, zona rural de Boituva, neste sábado (22). O rapaz estava sumido com as crianças desde quinta-feira (20), após pegar os filhos na creche e fazer ameaças à ex-mulher.

Raí Santos, de 23 anos, se enforcou em uma árvore após sequestrar e matar os filhos — Foto: Divulgação

Os corpos foram encontrados por uma equipe do Canil de Tatuí, em uma propriedade rural, durante uma força-tarefa que envolveu policiais civis, militares, bombeiros e guardas municipais.

A polícia ainda não sabe como as crianças foram mortas. O Instituto Médico Legal deve emitir o laudo indicando a causa das mortes dos meninos.

Sequestro

De acordo com a Polícia Civil, a mãe das crianças contou que o rapaz teria discutido com ela na quinta-feira por não aceitar o fim do relacionamento e a ameaçou de morte.

Minutos depois o rapaz foi até a creche, pegou os meninos, passou em uma loja que vende produtos agropecuários, comprou uma corda e, desde então, não foi mais visto, conforme afirma o delegado.

“As informações que foram passadas é que o pai tinha liberdade de buscar os filhos na escola e falou que ia pescar com eles. Só que não foi mais visto e, segundo a ex-mulher, ele tinha feito ameaças e falou que tinha intenção de matar os filhos”, disse o delegado Carlos Antunes no dia do sumiço.

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