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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Polícia Civil prende suspeito de vender cosméticos adulterados em Boituva

Homem tinha um galpão em Iperó (SP). Segundo o delegado Emerson Jesus Martins, a polícia encontrou o homem após denúncias feitas pelos fabricantes.

30/08/2019 | Por G1 Itapetininga e Região, com edição do DT

Polícia Civil de Boituva prende homem suspeito de vender cosméticos adulterados — Foto: Reprodução/TV TEM

BOITUVA - Um homem foi preso em Boituva (SP) na manhã desta sexta-feira (30) suspeito de vender cosméticos vencidos e adulterados. A Polícia Civil, que fez a prisão, descobriu que o homem tinha um galpão em Iperó (SP).

Segundo o delegado de Boituva, Emerson Jesus Martins, a polícia encontrou o homem após denúncias feitas pelos fabricantes, que receberam reclamações de clientes alegando que o produto fazia mal. "Foi constatado que os produtos tinham a validade apagada. Por já estar vencida há vários anos, apagavam e colocavam uma etiqueta para que o consumidor achasse que estava em condições de consumo."

Ainda conforme o delegado, "tinham outros tipos de produtos que estavam sendo vendidos e fabricados de forma clandestina sem o selo da Anvisa.

Polícia Civil prende suspeito de vender cosméticos adulterados em Boituva

Martins conta que o homem não apresentou nota fiscal dos produtos. Por isso, a suspeita é que tenha sido adquirido de forma ilícita. "Até o momento não foi apresentada nota fiscal dos produtos, e estamos verificando qual a origem dele. Em principio é de origem ilícita, não sabemos se foram adquiridos de eventuais receptadores porque tivemos noticias de várias empresas que tiveram cargas furtadas. Pode ser que tenha sido comprado de cargas que foram roubadas na estrada", diz.

O delegado ainda afirma que o suspeito foi ouvido e, em primeiro momento, negou o crime. Porém, no interrogatório da delegacia, o homem reconheceu e afirmou que apagava as validades para enganar os clientes.

A suspeita é que mais pessoas estejam envolvidas na prática criminosa. Além disso, os policiais investigam se mais vítimas compraram os produtos, para registrar boletim de ocorrência.

"Cremos que uma só pessoa não seja capaz de fazer tudo isso. Estamos tentando identificar vendedores, se tinham ou não conhecimento dos produtos falsificados. Crimes contra ordem tributária, também crimes do código penal como o artigo 273, que é corromper e adulterar produtos com destinação terapêutica, como cosméticos e medicinais. Além da sonegação fiscal por não ter nota fiscal. Estamos colhendo dados e tentando identificar mais vitimas", conta.

A Vigilância Sanitária disse que não tinha conhecimento sobre o galpão em Iperó, e afirma que ficaram sabendo por volta das 11h quando a Policia Civil pediu apoio para interditar o local.

Além disso, afirmou que o espaço não tinha alvará da prefeitura nem licença da vigilância sanitária.

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