E quem aparece no topo desse desfile de hectares valiosos? Cocalinho, no Mato Grosso, reinando absoluta, com o hectare na casa dos R$ 15 mil. Logo atrás vem Paratininga, também mato-grossense, com valor médio de R$ 28 mil por hectare. Fecha o pódio Tatuí, em São Paulo, já mostrando que ali o metro quadrado rural tem pedigree e preço de gente grande.
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| No Sudeste, São Paulo se consolida como o principal destino dos investidores, reunindo cinco municípios entre os mais procurados. (Foto: Fabio Manzini/Agrofy News) |
02/01/2026 | A corrida por terras rurais em 2025 tem um endereço claro no Brasil. Um levantamento da plataforma Chãozão, especializada na venda de imóveis rurais, mostra que o interesse de investidores se concentrou majoritariamente no Centro-Oeste, região que respondeu por metade dos municípios mais consultados no país ao longo do ano.
Ao todo, dez das 20 cidades mais buscadas estão em estados como Mato Grosso e Goiás, que seguem como polos estratégicos para lavoura e pecuária.
No topo do ranking aparece Cocalinho (MT), onde o hectare custa, em média, R$ 15.247,19, segundo o Índice Chãozão Valor do Hectare (ICVH).
Na sequência vem Paranatinga (MT), com preço médio de R$ 28.327,52 por hectare.
O Top 3 é fechado por Tatuí (SP), já com um valor significativamente mais elevado: R$ 176.045,14.
O levantamento ajuda a explicar por que o Centro-Oeste domina o interesse do mercado. Segundo a CEO do Chãozão, Geórgia Oliveira, a busca está diretamente ligada ao perfil produtivo das áreas ofertadas.
“Especialmente em estados como Mato Grosso e Goiás, a região Centro-oeste concentra grande parte das principais áreas produtivas do país para lavoura e pecuária, que tiveram grande procura durante este ano. Para se ter uma ideia, nas buscas registradas no Chãozão, terras com aptidão para lavoura representaram cerca de 36% do total, seguidas por 32% de terras voltadas à pecuária”, explica.
Quando o recorte é feito por estado, o Mato Grosso aparece como principal destaque, com seis municípios entre os mais buscados do país. Goiás vem logo atrás, com quatro cidades no ranking.
No Sudeste, São Paulo se consolida como o principal destino dos investidores, reunindo cinco municípios entre os mais procurados.
Já Minas Gerais, Tocantins e Pará também marcam presença, reforçando que o interesse por terras produtivas não se limita a uma única região.
Diversidade regional entra no radar para 2026
Para Geórgia Oliveira, o levantamento indica um movimento mais amplo do mercado, que começa a enxergar oportunidades em diferentes perfis produtivos espalhados pelo país.
“Chama a atenção pela diversidade de regiões representadas nas primeiras posições do ranking, cada uma com suas inúmeras aptidões produtivas, que vão da pecuária à agricultura de alta performance. É um bom indício de que, em 2026, essa diversidade pode alavancar ainda mais o Brasil como uma potência única no agro”, avalia.
Confira a lista completa
1 Cocalinho (MT) – R$ 15.247,19
2 Paranatinga (MT) – R$ 28.327,52
3 Tatuí (SP) – R$ 176.045,14
4 Uberlândia (MG) – R$ 144.428,17
5 São Félix do Araguaia (MT) – R$ 14.226,80
6 Itapetininga (SP) – R$ 102.673,93
7 Presidente Venceslau (SP) – R$ 54.235,54
8 Santana do Araguaia (PA) – R$ 28.329,31
9 Rio Verde (GO) – R$ 64.463,13
10 Formoso (MG) – R$ 21.710,95
11 Araguaína (TO) – R$ 25.144,20
12 Confresa (MT) – R$ 23.012,31
13 Sorocaba (SP) – R$ 159.203,57
14 São João d’Aliança (GO) – R$ 51.339,67
15 Primavera do Leste (MT) – R$ 56.300,98
16 Campinas (SP) – R$ 287.731,83
17 Goiânia (GO) – R$ 103.505,57
18 Barra do Garças (MT) – R$ 26.051,21
19 Taipas do Tocantins (TO) – R$ 11.555,42
20 Luziânia (GO) – R$ 50.747,74

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