Por Bianca Muniz, g1 — São Paulo, com edição do DT
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| Orelhão próximo à Unesp de Presidente Prudente (SP) — Foto: Enzo Mingroni/g1 |
20/01/2026 00h01 | A Anatel começa a retirada definitiva de cerca de 30 mil carcaças de telefones públicos em todo o território nacional. O processo reflete o fim das concessões de telefonia fixa.
A retirada ocorre após o fim dos contratos de concessão das operadoras, que deixam de ser obrigadas a manter a infraestrutura.
Como compensação, empresas devem investir em banda larga e telefonia móvel; ligações locais e nacionais seguem gratuitas nos aparelhos que ainda estão ativos.
Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível. E só até 2028.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 38 mil aparelhos ainda permanecem no território nacional, 70 deles em Tatuí, pertencentes à Telefonica.
Quase indispensáveis no passado, os orelhões se tornaram praticamente obsoletos com a popularização dos celulares. A retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos.
Com o fim dos contratos, Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefonica deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos.
A extinção dos aparelhos não será imediata em todos os locais. Em janeiro, começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados.
O processo de retirada já vinha ocorrendo nos últimos anos. Dados da Anatel mostram que, em 2020, o Brasil tinha ainda cerca de 202 mil orelhões nas ruas.
Dados disponibilizados pela agência mostram que mais de 33 mil orelhões estão ativos, enquanto cerca de 4 mil estão em manutenção.
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