quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Orelhões serão retirados das ruas de todo o Brasil, 70 de Tatuí

Anatel começa a retirada definitiva de telefones públicos em janeiro, após o fim das concessões de telefonia fixa. Apenas cidades sem outra opção de comunicação manterão o serviço até 2028.

Por Bianca Muniz, g1 — São Paulo, com edição do DT

Orelhão próximo à Unesp de Presidente Prudente (SP) — Foto: Enzo Mingroni/g1

20/01/2026 00h01 |  A Anatel começa a retirada definitiva de cerca de 30 mil carcaças de telefones públicos em todo o território nacional. O processo reflete o fim das concessões de telefonia fixa.

A retirada ocorre após o fim dos contratos de concessão das operadoras, que deixam de ser obrigadas a manter a infraestrutura.

Como compensação, empresas devem investir em banda larga e telefonia móvel; ligações locais e nacionais seguem gratuitas nos aparelhos que ainda estão ativos.

Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível. E só até 2028.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 38 mil aparelhos ainda permanecem no território nacional, 70 deles em Tatuí, pertencentes à Telefonica.

Quase indispensáveis no passado, os orelhões se tornaram praticamente obsoletos com a popularização dos celulares. A retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos.

Com o fim dos contratos, Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefonica deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos.

A extinção dos aparelhos não será imediata em todos os locais. Em janeiro, começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados. 

O processo de retirada já vinha ocorrendo nos últimos anos. Dados da Anatel mostram que, em 2020, o Brasil tinha ainda cerca de 202 mil orelhões nas ruas.

Dados disponibilizados pela agência mostram que mais de 33 mil orelhões estão ativos, enquanto cerca de 4 mil estão em manutenção.

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