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Tatuí, 


domingo, 25 de novembro de 2018

Tatuiano lança livro sobre a História da Polícia Rodoviária de Tatuí

Próximo projeto é um minimuseu na sede da PMR

O tatuiano Antonio Alcebíades Paes, tenente da reserva, e o sorocabano Arlindo Miguel, subtenente reformado, acabam de lançar o livro Capítulo 129 - A História da Polícia Rodoviária de Tatuí.

Após cinco anos de pesquisa, os militares apresentaram a obra nas comemorações dos 50 anos da inauguração do trecho inicial da Rodovia Castello Branco, que teve seu trecho inicial ligando São Paulo a Tatuí. Embora conste no ato de inauguração que a obra estava concluída até Torre de Pedra, ainda faltavam alguns viadutos  para a liberação do tráfego depois de Tatuí. Quem conta é o Tenente Paes.

Com 260 páginas densamente elaboradas com farta coleção de fotografias, a obra está à venda por R$ 25,00 com os próprios autores. Em Tatuí, quem gosta de história e quer saber em detalhes como o município recebeu a rodovia que mudou suas perspectivas de progresso, pode procurá-la à Rua João de Almeida Moraes, 140, na Vila Santa Helena, ou agendando pelo telefone 3251.5032. São mil exemplares.

O nome 'Capítulo 129' se refere ao quilômetro 129, onde a base da Polícia Militar Rodoviária está instalada desde a inauguração da rodovia; 'capítulo' porque a Castello teria ainda dois novos trechos em inaugurações posteriores. Na capa, duas fotografias: o primeiro prédio da Cia da Polícia Rodoviária e o atual.

"Nós os pesquisadores procuramos contar a história das estruturas físicas desde o início concomitantemente com a inauguração da Rodovia Presidente Castello Branco em 10/11/1968. O policiamento rodoviário de Tatuí nasceu nessa mesma data para dar segurança aos usuários da nova e mais moderna rodovia da América do Sul até então projetada", diz o tenente Antonio Alcibíades Paes.

'Capítulo 129' conta que a área onde se encontra a base da Polícia Militar Rodoviária e todo o dispositivo de acesso junto à rodovia SP 127 ficavam dentro da Fazenda Guarapó, pertencente à família Orsi, e que se estendia entre os rios Sorocaba e Guarapó.

A pesquisa dos historiadores chega à área próxima onde hoje está o parque residencial Ecopark. Ali, segundo consta, era lugar de um cemitério indígena, 'canguera', na linguagem dos tupiniquins. Uma urna funerária resgatada do local foi doada para o Museu Histórico de Tatuí, que recentemente a repassou para o museu indígena de Tupã.

A Castello Branco (SP 280) foi um projeto grandioso e muito arrojado para a época. Foi construída até uma espécie de protótipo da rodovia,  um trecho de um quilômetro em Sorocaba para demonstrar como seria a futura autoestrada, como era chamada, e que atraiu muitos visitantes admirados.

Ela foi considerada a maior rodovia da América Latina. Trouxe muitas técnicas inovadoras de engenharia, como canteiros largos, raios de curvas com mais de mil metros, trechos retos limitados e rampa longitudinal nunca superior a 5%. Inovações que serviram de referência para outras rodovias, como a Bandeirantes. Foi a primeira  a receber duas pistas com três faixas de rolamento cada uma. Também inaugurou o uso de faixas refletivas. Outra inovação foi descartada posteriormente: o acostamento foi construído com quartzito branco importado da Argentina e colados com resina, que contrastava com o asfalto escuro, dando maior visibilidade e segurança aos motoristas. Mas o material se soltava com o tempo, caindo em desuso.

Agora, a 3ª Companhia da Polícia Militar Rodoviária de Tatuí deve ganhar brevemente um minimuseu, resultado da pesquisa histórica. Está previsto para janeiro. Os organizadores ainda coletam materiais para a formação do acervo: fotos, peças de fardamento, documentos etc, boa parte já mostrada no livro Capítulo 129. A base de Tatuí deverá ser a primeira companhia da PMR a ter um acervo histórico.

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