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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Jequitibá-Rosa de 600 anos é descoberto por pesquisadores em Santa Rita do Passa Quatro

'Matriarca' tem 11 metros e 88 centímetros de circunferência e 44 metros de altura no Parque Vassununga. É a segunda maior árvore em diâmetro do estado de São Paulo.

Por EPTV2

Jequitibá-Rosa gigante de 600 anos é descoberto em Santa Rita do Passa Quatro

14/11/2018 | Uma equipe do Parque Estadual Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), descobriu um jequitibá-rosa gigante de 600 anos, espécie nativa da Mata Atlântica.

A árvore tem 11 metros e 88 centímetros de circunferência e 44 metros de altura. Para dar um abraço completo na árvore, são necessárias 10 pessoas.

Localização | O agente de apoio e pesquisa Waldonésio do Nascimento trabalha há 25 anos no parque. Ele conta que as equipes buscavam as maiores árvores do estado de São Paulo quando localizaram o jequitibá-rosa através da copa, na beirada da Rodovia Anhanguera (SP-330).

"Simplesmente extraordinário. Foi uma emoção muito grande porque assim do nada, de repente, chegamos perto e surgiu aquele jequitibá monstruoso", disse Nascimento.

Jequitibá-rosa gigante de 600 anos foi descoberto em Santa Rita do Passa Quatro — Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV

Segunda maior em diâmetro | 
Fabrício da Cunha, gestor do parque, conta que Matriarca, apelido que deram ao jequitibá-rosa encontrado, é a segunda maior árvore em diâmetro do estado de São Paulo.

A primeira é o Patriarca, localizado próximo dela e que possui 12 metros e 30 centímetros de circunferência e quase quatro metros de diâmetro. Como é mais fácil medir a espessura do tronco, essa é a referência utilizada para definir se uma árvore é maior que outra.

Os pesquisadores também mediram a altura das árvores e identificaram que a Matriarca é maior. Ela possui 44 metros de altura, enquanto o Patriarca tem dois metros a menos.

Jequitibá-Rosa tem 44 metros de altura e foi descoberto em Santa Rita do Passa Quatro — Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV

Algumas características, como a presença de cavidades, sinais que o Patriarca não possui, mostram que a Matriarca pode ser mais antiga do que imaginam. A estimativa é por volta de 600 anos.

O Parque deve terminar até o ano que vem um monitoramento com drones para fazer um raio X dos jequitibás.

A descoberta de árvores como a Matriarca ajuda a preservar a espécie que é ameaçada de extinção.

"O jequitibá-rosa é a maior espécie da mata atlântica e o parque preserva as maiores florestas no estado de são Paulo. Então, em primeiro lugar [é importante] conhecer melhor essa espécie para que a gente consiga preservar essa árvore símbolo do Brasil", disse Cunha.

Jequitibás-rosa Patriarca e Matriarca estão em Santa Rita do Passa Quatro — Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV

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