Por Larissa Pandori, no g1 Itapetininga e Região, com copidesque do DT
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Foto: Prefeitura de Tatuí/Divulgação |
13/08/2026 07h13 | Tatuí (SP) tem 88.875 votantes. No município, as mulheres também são maioria, 46.799, o equivalente a 53% do eleitorado, enquanto 42.076 são homens, ou 47%.
O cadastro eleitoral também mostra que 32 eleitores da cidade utilizam nome social.
O cadastro eleitoral também mostra que 32 eleitores da cidade utilizam nome social.
Faixa etária
Assim como em Itapetininga, a faixa etária com maior número de eleitores em Tatuí é a de 40 a 44 anos, com 9.140 pessoas. Em seguida aparece o grupo de 45 a 49 anos, com 8.926 eleitores.
Escolaridade
Em relação à escolaridade, a maior parcela do eleitorado de Tatuí concluiu o ensino médio. São 32.901 pessoas, o equivalente a 37,02% dos eleitores.
Confira o nível de escolaridade dos votantes em Tatuí:
Ensino médio completo: 32.901 (37,02%);
Ensino fundamental incompleto: 16.538 (18,61%);
Superior completo: 12.561 (14,13%);
Ensino médio incompleto: 11.650 (13,11%);
Ensino fundamental completo: 5.596 (6,3%);
Superior incompleto: 4.748 (5,34%);
Lê e escreve: 3.683 (4,14%);
Analfabeto: 1.198 (1,35%).
Solteiros são maioria
Quanto ao estado civil, os solteiros representam 46% do eleitorado de Tatuí. Os casados correspondem a 43%.
O TSE também disponibiliza dados sobre cor ou raça, mas apenas uma parcela dos eleitores informou essa informação. Ao todo, 13.641 pessoas declararam cor ou raça, o equivalente a 15,35% do eleitorado de Tatuí.
Branca: 9.964 (73,04%);
Parda: 3.030 (22,21%);
Preta: 572 (4,19%);
Amarela: 67 (0,49%);
Indígena: 8 (0,06%).
Identidade de gênero
Entre os 13.641 eleitores que informaram a identidade de gênero, 13.224 se identificaram como cisgêneros, o equivalente a 96,94%.
Outros 377 eleitores (2,76%) preferiram não informar a identidade de gênero, enquanto 40 (0,29%) se identificaram como transgêneros.
Os dados fazem parte do perfil do eleitorado disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral e permitem conhecer as características das pessoas aptas a votar no município.
Itapetininga (SP) tem 114.289 eleitores aptos a votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse total, 59.498 são mulheres, o equivalente a 52% do eleitorado, enquanto 54.791 são homens, ou 48%.
Neste ano, as eleições definem os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro. Onde houver segundo turno para os cargos majoritários, a votação será no dia 25 de outubro.
Entre os eleitores da cidade, 46 utilizam nome social. O cadastro eleitoral também permite traçar um perfil do eleitorado a partir de idade, escolaridade, estado civil, cor ou raça e identidade de gênero.
Maioria dos eleitores tem entre 40 e 44 anos
A faixa etária com maior número de eleitores em Itapetininga é a de 40 a 44 anos, com 11.839 pessoas. Em seguida aparece o grupo de 45 a 49 anos, com 11.419 eleitores.
Segundo o TSE, no Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas com idade entre 18 e 70 anos e facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.
Em Itapetininga, 185 eleitores têm 16 ou 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo. Já entre os maiores de 70 anos, são 10.227 eleitores. A cidade também tem 1.499 eleitores analfabetos, para os quais o voto também é facultativo.
Ensino médio completo é maioria
Em relação à escolaridade, a maior parcela do eleitorado concluiu o ensino médio completo. São 43.546 pessoas, o equivalente a 38,1% dos eleitores.
Na sequência aparece o grupo que não concluiu o ensino fundamental, com 21.613 pessoas (18,91%). Itapetininga tem ainda 1.449 eleitores analfabetos, que correspondem a 1,31% do eleitorado.
Confira o nível de escolaridade dos votantes em Itapetininga:
Ensino médio completo: 43.546 (38,1%);
Superior completo: 17.481 (15,3%);
Ensino fundamental incompleto: 21.613 (18,91%);
Ensino médio incompleto: 15.168 (13,27%);
Superior incompleto: 6.009 (5,26%);
Ensino fundamental completo: 7.032 (6,15%);
Lê e escreve: 1.941 (1,7%);
Analfabeto: 1.499 (1,31%).
Solteiros são maioria
Quanto ao estado civil, os solteiros representam 47% do eleitorado de Itapetininga. Os casados correspondem a 42%.
Maioria não informou cor ou raça
O TSE também disponibiliza informações sobre cor ou raça, mas a maior parte dos eleitores da cidade não informou esse dado. Ao todo, 18.817 pessoas declararam cor ou raça, o equivalente a 16,46% do eleitorado.
Branca: 12.357 (65,67%);
Parda: 5.287 (28,1%);
Preta: 924 (4,91%);
Amarela: 239 (1,27%);
Indígena: 10 (0,05%).
Identidade de gênero
Entre os eleitores que informaram a identidade de gênero, 18.817 se identificaram como cisgêneros, o equivalente a 96,35%.
Outros 607 eleitores (3,23%) preferiram não informar a identidade de gênero, enquanto 80 (0,43%) se identificaram como transgêneros.
Pessoa cisgênero é aquela que se identifica com o sexo atribuído no nascimento. Já a pessoa transgênero se identifica com um gênero diferente daquele atribuído ao nascer.
Particularidades no eleitorado
A socióloga Erica Regina aponta os dois municípios acompanham algumas características observadas no restante do país, mas também revelam particularidades.
Segundo a especialista, o fato de as mulheres representarem a maioria do eleitorado não chega a ser uma característica exclusiva das duas cidades.
"Quando olho isoladamente os dados demográficos, como gênero, idade, escolaridade e estado civil, vejo que o eleitorado acompanha uma tendência nacional. No Brasil, há cerca de 4% a mais de mulheres do que homens. Então, essa maioria feminina não é tão diferenciada, ela é bem moderada", explica.
Um dado que chama atenção, segundo a socióloga, é a concentração de eleitores nas faixas de 40 a 44 anos e de 45 a 49 anos.
"Os nascidos nas décadas de 1980 e 1990 passaram a representar uma parcela muito grande da população. Se somarmos as faixas de 40 a 44 anos e de 45 a 49 anos, elas representam mais de 20% do eleitorado. É uma participação bastante expressiva", afirma.
Baixa escolaridade
Para Érica, a escolaridade também merece atenção. Ela explica que a proporção de eleitores com ensino fundamental incompleto e de analfabetos está relacionada às características geográficas e sociais de Itapetininga.
"Itapetininga é um município muito extenso territorialmente, até maior que Sorocaba em área, e isso significa que há uma população rural importante. Em regiões com essas características, é esperado encontrar níveis de escolaridade mais baixos", afirma.
A especialista destaca que quase um quinto do eleitorado não concluiu o ensino fundamental.
"Quando olhei os dados, vi que quase 19% dos eleitores têm ensino fundamental incompleto. Somando esse grupo aos analfabetos, chega-se a aproximadamente 20% do eleitorado com baixíssima escolaridade. É um dado que chama bastante atenção", avalia.
Na avaliação da socióloga, embora os dados demográficos não permitam prever o posicionamento político do eleitorado, eles ajudam a indicar quais temas tendem a ter maior relevância durante a campanha.
A predominância de mulheres no eleitorado faz com que pautas ligadas ao cotidiano ganhem ainda mais importância, por exemplo.
"A saúde, o atendimento público, a segurança, principalmente nas escolas, e a educação são temas que costumam ter bastante peso, especialmente porque o eleitorado feminino está muito mais presente nesses serviços", afirma.
Ela ressalta, no entanto, que essas informações não permitem concluir como os eleitores irão votar: "Não dá para prever posicionamento político apenas com esses dados. O Brasil continua bastante polarizado, então seria necessário um levantamento qualitativo para entender as opiniões desse eleitorado."
A especialista observa ainda que a concentração de eleitores entre 40 e 49 anos indica que boa parte da população votante está em uma fase da vida marcada por responsabilidades profissionais e familiares.
"É um grupo que geralmente acumula muitas responsabilidades. Por isso, questões como emprego, renda, custo de vida, saúde, segurança, educação dos filhos e mobilidade urbana tendem a estar muito presentes nas preocupações desse eleitorado", diz.
Érica também chama atenção para a baixa participação dos adolescentes no universo de eleitores. Em Itapetininga, há 185 eleitores de 16 e 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo.
"Numericamente, o voto adolescente é muito pequeno e, por ser facultativo, a adesão pode ser ainda menor. De forma geral, os jovens têm demonstrado desinteresse pela política, motivado pela frustração com promessas não cumpridas, pela percepção de corrupção e pelo descrédito nas instituições. É um cenário que temos observado em pesquisas realizadas em diferentes regiões do país", aponta.
Semelhança entre os municípios
Ao comparar os dados de Itapetininga e Tatuí, a socióloga afirma que os dois municípios apresentam perfis bastante semelhantes. Segundo ela, isso é esperado em cidades da mesma região, que compartilham características sociais, econômicas e demográficas.
"Regiões próximas tendem a ter uma semelhança muito maior, e isso realmente acontece entre Tatuí e Itapetininga. As duas cidades têm maioria feminina no eleitorado, concentração de pessoas entre 40 e 49 anos e uma população com menor nível de escolaridade", afirma.
Para Érica Regina, o grau de instrução dos eleitores é o aspecto que mais chama a atenção quando comparado a outras regiões do país.
"Esse é o ponto que mais se destaca. Em pesquisas que realizei recentemente em estados como Mato Grosso e Espírito Santo, observei um nível educacional mais elevado do que o encontrado nesses municípios do interior paulista", diz.
A especialista atribui esse cenário, principalmente, às características territoriais de municípios como Itapetininga, que possuem extensa área rural, e ao envelhecimento da população.
"Quanto mais envelhecida é a população, menor tende a ser o nível de escolaridade, sobretudo quando se observa a trajetória histórica do Brasil. A ampliação do acesso à educação básica é um fenômeno relativamente recente, consolidado a partir das décadas de 1960, 1970 e 1980. As gerações mais velhas tiveram menos oportunidades de estudo", explica.
Apesar disso, a socióloga avalia que a tendência é de aumento da escolarização do eleitorado nos próximos anos, à medida que as gerações mais jovens passem a representar uma parcela maior da população apta a votar.
"A expectativa é que a pirâmide etária se transforme e que o nível de escolaridade dos eleitores aumente. O desafio será entender até que ponto esse avanço na escolarização também será acompanhado por maior acesso à informação de qualidade", destaca.
Para a socióloga, o aumento gradual da escolaridade do eleitorado não significa, necessariamente, que os eleitores terão acesso a informações de melhor qualidade.
"A escolarização tende a aumentar e a informação está cada vez mais democrática, porque chega com facilidade pelos smartphones. Por outro lado, a qualidade dessas informações pode ser muito baixa e facilmente manipulável. A gente já observa esse fenômeno", afirma.
Na avaliação da especialista, esse cenário torna o eleitor mais vulnerável à desinformação e reforça a importância do acesso a fontes confiáveis durante o período eleitoral.
"O nível de escolaridade deve continuar crescendo, e essa foi a principal diferença que identifiquei ao comparar Itapetininga e Tatuí com outras regiões do país. Mas ainda é cedo para afirmar de que forma isso vai influenciar o comportamento do eleitor. Vivemos em uma sociedade altamente informatizada, em que a quantidade de informação nem sempre é acompanhada pela qualidade", conclui.
Assim como em Itapetininga, a faixa etária com maior número de eleitores em Tatuí é a de 40 a 44 anos, com 9.140 pessoas. Em seguida aparece o grupo de 45 a 49 anos, com 8.926 eleitores.
Escolaridade
Em relação à escolaridade, a maior parcela do eleitorado de Tatuí concluiu o ensino médio. São 32.901 pessoas, o equivalente a 37,02% dos eleitores.
Confira o nível de escolaridade dos votantes em Tatuí:
Ensino médio completo: 32.901 (37,02%);
Ensino fundamental incompleto: 16.538 (18,61%);
Superior completo: 12.561 (14,13%);
Ensino médio incompleto: 11.650 (13,11%);
Ensino fundamental completo: 5.596 (6,3%);
Superior incompleto: 4.748 (5,34%);
Lê e escreve: 3.683 (4,14%);
Analfabeto: 1.198 (1,35%).
Solteiros são maioria
Quanto ao estado civil, os solteiros representam 46% do eleitorado de Tatuí. Os casados correspondem a 43%.
O TSE também disponibiliza dados sobre cor ou raça, mas apenas uma parcela dos eleitores informou essa informação. Ao todo, 13.641 pessoas declararam cor ou raça, o equivalente a 15,35% do eleitorado de Tatuí.
Branca: 9.964 (73,04%);
Parda: 3.030 (22,21%);
Preta: 572 (4,19%);
Amarela: 67 (0,49%);
Indígena: 8 (0,06%).
Identidade de gênero
Entre os 13.641 eleitores que informaram a identidade de gênero, 13.224 se identificaram como cisgêneros, o equivalente a 96,94%.
Outros 377 eleitores (2,76%) preferiram não informar a identidade de gênero, enquanto 40 (0,29%) se identificaram como transgêneros.
Os dados fazem parte do perfil do eleitorado disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral e permitem conhecer as características das pessoas aptas a votar no município.
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| Foto: Divulgação/Prefeitura de Itapetininga |
Itapetininga (SP) tem 114.289 eleitores aptos a votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse total, 59.498 são mulheres, o equivalente a 52% do eleitorado, enquanto 54.791 são homens, ou 48%.
Neste ano, as eleições definem os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro. Onde houver segundo turno para os cargos majoritários, a votação será no dia 25 de outubro.
Entre os eleitores da cidade, 46 utilizam nome social. O cadastro eleitoral também permite traçar um perfil do eleitorado a partir de idade, escolaridade, estado civil, cor ou raça e identidade de gênero.
Maioria dos eleitores tem entre 40 e 44 anos
A faixa etária com maior número de eleitores em Itapetininga é a de 40 a 44 anos, com 11.839 pessoas. Em seguida aparece o grupo de 45 a 49 anos, com 11.419 eleitores.
Segundo o TSE, no Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas com idade entre 18 e 70 anos e facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.
Em Itapetininga, 185 eleitores têm 16 ou 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo. Já entre os maiores de 70 anos, são 10.227 eleitores. A cidade também tem 1.499 eleitores analfabetos, para os quais o voto também é facultativo.
Ensino médio completo é maioria
Em relação à escolaridade, a maior parcela do eleitorado concluiu o ensino médio completo. São 43.546 pessoas, o equivalente a 38,1% dos eleitores.
Na sequência aparece o grupo que não concluiu o ensino fundamental, com 21.613 pessoas (18,91%). Itapetininga tem ainda 1.449 eleitores analfabetos, que correspondem a 1,31% do eleitorado.
Confira o nível de escolaridade dos votantes em Itapetininga:
Ensino médio completo: 43.546 (38,1%);
Superior completo: 17.481 (15,3%);
Ensino fundamental incompleto: 21.613 (18,91%);
Ensino médio incompleto: 15.168 (13,27%);
Superior incompleto: 6.009 (5,26%);
Ensino fundamental completo: 7.032 (6,15%);
Lê e escreve: 1.941 (1,7%);
Analfabeto: 1.499 (1,31%).
Solteiros são maioria
Quanto ao estado civil, os solteiros representam 47% do eleitorado de Itapetininga. Os casados correspondem a 42%.
Maioria não informou cor ou raça
O TSE também disponibiliza informações sobre cor ou raça, mas a maior parte dos eleitores da cidade não informou esse dado. Ao todo, 18.817 pessoas declararam cor ou raça, o equivalente a 16,46% do eleitorado.
Branca: 12.357 (65,67%);
Parda: 5.287 (28,1%);
Preta: 924 (4,91%);
Amarela: 239 (1,27%);
Indígena: 10 (0,05%).
Identidade de gênero
Entre os eleitores que informaram a identidade de gênero, 18.817 se identificaram como cisgêneros, o equivalente a 96,35%.
Outros 607 eleitores (3,23%) preferiram não informar a identidade de gênero, enquanto 80 (0,43%) se identificaram como transgêneros.
Pessoa cisgênero é aquela que se identifica com o sexo atribuído no nascimento. Já a pessoa transgênero se identifica com um gênero diferente daquele atribuído ao nascer.
Particularidades no eleitorado
A socióloga Erica Regina aponta os dois municípios acompanham algumas características observadas no restante do país, mas também revelam particularidades.
Segundo a especialista, o fato de as mulheres representarem a maioria do eleitorado não chega a ser uma característica exclusiva das duas cidades.
"Quando olho isoladamente os dados demográficos, como gênero, idade, escolaridade e estado civil, vejo que o eleitorado acompanha uma tendência nacional. No Brasil, há cerca de 4% a mais de mulheres do que homens. Então, essa maioria feminina não é tão diferenciada, ela é bem moderada", explica.
Um dado que chama atenção, segundo a socióloga, é a concentração de eleitores nas faixas de 40 a 44 anos e de 45 a 49 anos.
"Os nascidos nas décadas de 1980 e 1990 passaram a representar uma parcela muito grande da população. Se somarmos as faixas de 40 a 44 anos e de 45 a 49 anos, elas representam mais de 20% do eleitorado. É uma participação bastante expressiva", afirma.
Baixa escolaridade
Para Érica, a escolaridade também merece atenção. Ela explica que a proporção de eleitores com ensino fundamental incompleto e de analfabetos está relacionada às características geográficas e sociais de Itapetininga.
"Itapetininga é um município muito extenso territorialmente, até maior que Sorocaba em área, e isso significa que há uma população rural importante. Em regiões com essas características, é esperado encontrar níveis de escolaridade mais baixos", afirma.
A especialista destaca que quase um quinto do eleitorado não concluiu o ensino fundamental.
"Quando olhei os dados, vi que quase 19% dos eleitores têm ensino fundamental incompleto. Somando esse grupo aos analfabetos, chega-se a aproximadamente 20% do eleitorado com baixíssima escolaridade. É um dado que chama bastante atenção", avalia.
Na avaliação da socióloga, embora os dados demográficos não permitam prever o posicionamento político do eleitorado, eles ajudam a indicar quais temas tendem a ter maior relevância durante a campanha.
A predominância de mulheres no eleitorado faz com que pautas ligadas ao cotidiano ganhem ainda mais importância, por exemplo.
"A saúde, o atendimento público, a segurança, principalmente nas escolas, e a educação são temas que costumam ter bastante peso, especialmente porque o eleitorado feminino está muito mais presente nesses serviços", afirma.
Ela ressalta, no entanto, que essas informações não permitem concluir como os eleitores irão votar: "Não dá para prever posicionamento político apenas com esses dados. O Brasil continua bastante polarizado, então seria necessário um levantamento qualitativo para entender as opiniões desse eleitorado."
A especialista observa ainda que a concentração de eleitores entre 40 e 49 anos indica que boa parte da população votante está em uma fase da vida marcada por responsabilidades profissionais e familiares.
"É um grupo que geralmente acumula muitas responsabilidades. Por isso, questões como emprego, renda, custo de vida, saúde, segurança, educação dos filhos e mobilidade urbana tendem a estar muito presentes nas preocupações desse eleitorado", diz.
Érica também chama atenção para a baixa participação dos adolescentes no universo de eleitores. Em Itapetininga, há 185 eleitores de 16 e 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo.
"Numericamente, o voto adolescente é muito pequeno e, por ser facultativo, a adesão pode ser ainda menor. De forma geral, os jovens têm demonstrado desinteresse pela política, motivado pela frustração com promessas não cumpridas, pela percepção de corrupção e pelo descrédito nas instituições. É um cenário que temos observado em pesquisas realizadas em diferentes regiões do país", aponta.
Semelhança entre os municípios
Ao comparar os dados de Itapetininga e Tatuí, a socióloga afirma que os dois municípios apresentam perfis bastante semelhantes. Segundo ela, isso é esperado em cidades da mesma região, que compartilham características sociais, econômicas e demográficas.
"Regiões próximas tendem a ter uma semelhança muito maior, e isso realmente acontece entre Tatuí e Itapetininga. As duas cidades têm maioria feminina no eleitorado, concentração de pessoas entre 40 e 49 anos e uma população com menor nível de escolaridade", afirma.
Para Érica Regina, o grau de instrução dos eleitores é o aspecto que mais chama a atenção quando comparado a outras regiões do país.
"Esse é o ponto que mais se destaca. Em pesquisas que realizei recentemente em estados como Mato Grosso e Espírito Santo, observei um nível educacional mais elevado do que o encontrado nesses municípios do interior paulista", diz.
A especialista atribui esse cenário, principalmente, às características territoriais de municípios como Itapetininga, que possuem extensa área rural, e ao envelhecimento da população.
"Quanto mais envelhecida é a população, menor tende a ser o nível de escolaridade, sobretudo quando se observa a trajetória histórica do Brasil. A ampliação do acesso à educação básica é um fenômeno relativamente recente, consolidado a partir das décadas de 1960, 1970 e 1980. As gerações mais velhas tiveram menos oportunidades de estudo", explica.
Apesar disso, a socióloga avalia que a tendência é de aumento da escolarização do eleitorado nos próximos anos, à medida que as gerações mais jovens passem a representar uma parcela maior da população apta a votar.
"A expectativa é que a pirâmide etária se transforme e que o nível de escolaridade dos eleitores aumente. O desafio será entender até que ponto esse avanço na escolarização também será acompanhado por maior acesso à informação de qualidade", destaca.
Para a socióloga, o aumento gradual da escolaridade do eleitorado não significa, necessariamente, que os eleitores terão acesso a informações de melhor qualidade.
"A escolarização tende a aumentar e a informação está cada vez mais democrática, porque chega com facilidade pelos smartphones. Por outro lado, a qualidade dessas informações pode ser muito baixa e facilmente manipulável. A gente já observa esse fenômeno", afirma.
Na avaliação da especialista, esse cenário torna o eleitor mais vulnerável à desinformação e reforça a importância do acesso a fontes confiáveis durante o período eleitoral.
"O nível de escolaridade deve continuar crescendo, e essa foi a principal diferença que identifiquei ao comparar Itapetininga e Tatuí com outras regiões do país. Mas ainda é cedo para afirmar de que forma isso vai influenciar o comportamento do eleitor. Vivemos em uma sociedade altamente informatizada, em que a quantidade de informação nem sempre é acompanhada pela qualidade", conclui.
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