Por Larissa Pandori, g1 Itapetininga e Região, com edição do DT
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Paraquedistas voam ao lado de planador em operação de alta precisão em Tatuí Foto: Flybrothers/Divulgação |
11/08/2026 17h59 | Seis atletas de wingsuit voaram em formação ao lado de um planador durante uma operação realizada em Tatuí (SP), no último dia 9/8. A atividade integrou paraquedismo, voo a vela e uma aeronave lançadora, exigindo planejamento, comunicação e alto nível de sincronização entre pilotos e atletas.
O wingsuit é um macacão especial que possui superfícies de tecido entre os braços, as pernas e o tronco. O equipamento aumenta a área aerodinâmica do corpo, reduzindo a velocidade de queda vertical e permitindo ao atleta percorrer grandes distâncias em voo horizontal.
O piloto Thalles Coutinho, de Tatuí, que participou da operação e iniciou sua carreira no Aeroclube de Tatuí, explicou que a atividade exigiu a coordenação simultânea entre a aeronave responsável pelo lançamento dos paraquedistas, o planador e os próprios wingsuiters.
“É uma operação mista, envolvendo planador e paraquedismo, além de uma terceira aeronave responsável pelo lançamento. Então temos o planador, os wingsuiters e a aeronave lançadora operando de forma coordenada”, explicou.
A escolha de Tatuí levou em consideração as características do espaço aéreo utilizado para as atividades aeronáuticas na região. Segundo Thalles, o local reúne condições para operações de voo a vela, paraquedismo e acrobacia aérea, permitindo o planejamento integrado da atividade.
“A gente escolheu Tatuí justamente pelas características do espaço aéreo. É um local onde já existem operações de paraquedismo, planadores e atividades acrobáticas. Isso nos permitiu desenvolver uma operação que envolvesse esses diferentes elementos de maneira coordenada”, detalhou.
Voo exigiu precisão
Durante a operação, os seis wingsuiters voaram próximos ao planador, mantendo uma formação que dependia diretamente da coordenação entre os atletas e os pilotos envolvidos.
Um dos momentos de maior destaque foi protagonizado pelo atleta Miguel Monk, que realizou um grip na asa do planador, manobra em que o atleta estabelece contato físico com a aeronave durante o voo relativo, permanecendo junto ao planador por um período prolongado.
Segundo Thalles, toda a operação foi planejada e executada com a participação de profissionais experientes nas diferentes modalidades envolvidas.
“Foi uma atividade muito calculada, pensada e estudada, desenvolvida com profissionais especializados. Selecionamos atletas com alto nível técnico dentro do wingsuit mundial. Eu fui um dos pilotos da operação e já havia participado anteriormente de alguns testes, que serviram justamente para desenvolver o conceito. Agora conseguimos colocar tudo isso em prática. Ainda temos vários pontos para evoluir e ajustar, mas o resultado já foi muito bacana”, afirmou.
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Paraquedista chegou a colocar a mão na asa do planador durante atividade em Tatuí Foto: Flybrothers/Divulgação |
Atletas de oito nacionalidades
A atividade ocorreu durante um festival que reuniu atletas de oito nacionalidades em Tatuí. Segundo a organização, aproximadamente 90% dos paraquedistas participantes eram estrangeiros e estavam na cidade especialmente para o evento.
De acordo com Thalles, o projeto teve como uma de suas referências operações semelhantes realizadas internacionalmente, inclusive em projetos da Red Bull, e busca desenvolver no Brasil uma integração ainda pouco comum entre wingsuit e planador.
“É uma atividade muito rara, inclusive no cenário mundial. A Red Bull já realizou projetos semelhantes alguns anos atrás e isso foi uma das nossas referências. Agora estamos desenvolvendo esse conceito no Brasil, buscando integrar essas modalidades e entender até onde podemos evoluir tecnicamente”, afirmou.
O piloto contou que os testes realizados anteriormente foram fundamentais para que a equipe pudesse avançar para uma operação mais completa.
“Acredito que, no futuro, a gente consiga fazer algo muito maior. Esse é o nosso objetivo. O que fizemos agora mostrou que existe bastante potencial para evoluir o projeto”, disse.
A operação reuniu pilotos, paraquedistas e profissionais de diferentes áreas em uma atividade de elevada complexidade técnica, na qual planejamento, trabalho em equipe e precisão foram fundamentais para permitir o voo relativo entre o planador e os wingsuiters.
A atividade ocorreu durante um festival que reuniu atletas de oito nacionalidades em Tatuí. Segundo a organização, aproximadamente 90% dos paraquedistas participantes eram estrangeiros e estavam na cidade especialmente para o evento.
De acordo com Thalles, o projeto teve como uma de suas referências operações semelhantes realizadas internacionalmente, inclusive em projetos da Red Bull, e busca desenvolver no Brasil uma integração ainda pouco comum entre wingsuit e planador.
“É uma atividade muito rara, inclusive no cenário mundial. A Red Bull já realizou projetos semelhantes alguns anos atrás e isso foi uma das nossas referências. Agora estamos desenvolvendo esse conceito no Brasil, buscando integrar essas modalidades e entender até onde podemos evoluir tecnicamente”, afirmou.
O piloto contou que os testes realizados anteriormente foram fundamentais para que a equipe pudesse avançar para uma operação mais completa.
“Acredito que, no futuro, a gente consiga fazer algo muito maior. Esse é o nosso objetivo. O que fizemos agora mostrou que existe bastante potencial para evoluir o projeto”, disse.
A operação reuniu pilotos, paraquedistas e profissionais de diferentes áreas em uma atividade de elevada complexidade técnica, na qual planejamento, trabalho em equipe e precisão foram fundamentais para permitir o voo relativo entre o planador e os wingsuiters.
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