terça-feira, 16 de junho de 2026

Onça-parda é resgatada após ser atropelada na SP-141, em Capela do Alto

Animal de 35 quilos foi atingido na SP-141 e levado para centro de reabilitação em São Roque (SP). Estado de saúde é delicado, e felino deve passar por cirurgias.

Por Fernanda Cordeiro*, g1 Sorocaba e Jundiaí, com edição do DT

Onça-parda é resgatada em rodovia em Capela do Alto (SP) — Foto: Núcleo da Floresta

15/06/2026 14h59 |  Uma onça-parda fêmea foi resgatada com várias fraturas após ser atropelada na sexta-feira (12) na Rodovia Laurindo Dias Minhoto (SP-141), em Capela do Alto (SP). O animal, de quase três anos, quebrou as patas, perdeu um dente e teve um dos dedos amputados.

O resgate foi feito pelo Núcleo da Floresta, um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cras) de São Roque (SP). A onça pesa cerca de 35 quilos, recebeu o apelido de "Cláudia" e continua internada na unidade.

O diretor do núcleo, o biólogo Rafael Mana, afirma que o estado de saúde da onça é delicado. O animal reage bem ao tratamento, mas passará por cirurgias e o resultado das operações ainda é incerto.

"Agora iniciaremos todo o processo de tratamento, que inclui estabilização do quadro clínico, realização de cirurgias e demais procedimentos necessários. Neste momento, o prognóstico ainda é bastante incerto", diz.

A GM orienta que, ao avistar animais silvestres, a população deve:
  • Manter uma distância segura;
  • Não tentar capturar o animal;
  • Não oferecer alimentos;
  • Ligar imediatamente para o telefone 153.
🐾 Sobre a espécie

Onça-parda é resgatada após ser atropelada em rodovia em Capela do Alto
Foto: Núcleo da Floresta

Também chamada de suçuarana, a onça-parda vive em áreas de mata preservada, como parques naturais e reservas. A médica veterinária Paula Prata, de Sorocaba (SP), explica que a espécie tem hábitos solitários e é mais ativa no amanhecer e no fim da tarde.

“Elas têm hábitos solitários e comportamento discreto, mais ativa durante o amanhecer e entardecer. Alimenta-se de animais de médio porte, como capivaras, veados e tatus, sendo essencial para o equilíbrio ecológico como predadora de topo. Tem incrível habilidade para saltar grandes distâncias e escalar, facilitando sua locomoção em terrenos variados", diz.

Os principais riscos para a sobrevivência da espécie na região são:
  • Perda de matas e florestas nativas;
  • Atropelamentos em rodovias;
  • Conflitos com moradores após ataques a criações rurais por falta de presas na natureza.
*Colaborou sob supervisão de Júlia Martins

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