Por Fernanda Cordeiro*, g1 Sorocaba e Jundiaí, com edição do DT
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| Onça-parda é resgatada em rodovia em Capela do Alto (SP) — Foto: Núcleo da Floresta |
15/06/2026 14h59 | Uma onça-parda fêmea foi resgatada com várias fraturas após ser atropelada na sexta-feira (12) na Rodovia Laurindo Dias Minhoto (SP-141), em Capela do Alto (SP). O animal, de quase três anos, quebrou as patas, perdeu um dente e teve um dos dedos amputados.
O resgate foi feito pelo Núcleo da Floresta, um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cras) de São Roque (SP). A onça pesa cerca de 35 quilos, recebeu o apelido de "Cláudia" e continua internada na unidade.
O diretor do núcleo, o biólogo Rafael Mana, afirma que o estado de saúde da onça é delicado. O animal reage bem ao tratamento, mas passará por cirurgias e o resultado das operações ainda é incerto.
"Agora iniciaremos todo o processo de tratamento, que inclui estabilização do quadro clínico, realização de cirurgias e demais procedimentos necessários. Neste momento, o prognóstico ainda é bastante incerto", diz.
A GM orienta que, ao avistar animais silvestres, a população deve:
- Manter uma distância segura;
- Não tentar capturar o animal;
- Não oferecer alimentos;
- Ligar imediatamente para o telefone 153.
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Onça-parda é resgatada após ser atropelada em rodovia em Capela do Alto Foto: Núcleo da Floresta |
Também chamada de suçuarana, a onça-parda vive em áreas de mata preservada, como parques naturais e reservas. A médica veterinária Paula Prata, de Sorocaba (SP), explica que a espécie tem hábitos solitários e é mais ativa no amanhecer e no fim da tarde.
“Elas têm hábitos solitários e comportamento discreto, mais ativa durante o amanhecer e entardecer. Alimenta-se de animais de médio porte, como capivaras, veados e tatus, sendo essencial para o equilíbrio ecológico como predadora de topo. Tem incrível habilidade para saltar grandes distâncias e escalar, facilitando sua locomoção em terrenos variados", diz.
Os principais riscos para a sobrevivência da espécie na região são:
“Elas têm hábitos solitários e comportamento discreto, mais ativa durante o amanhecer e entardecer. Alimenta-se de animais de médio porte, como capivaras, veados e tatus, sendo essencial para o equilíbrio ecológico como predadora de topo. Tem incrível habilidade para saltar grandes distâncias e escalar, facilitando sua locomoção em terrenos variados", diz.
Os principais riscos para a sobrevivência da espécie na região são:
- Perda de matas e florestas nativas;
- Atropelamentos em rodovias;
- Conflitos com moradores após ataques a criações rurais por falta de presas na natureza.
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