segunda-feira, 15 de junho de 2026

Gestor vê Tatuí pronto para o NBB, mas pondera: "Não queremos dar passo maior que a perna"

Emanuel Lopes Cardoso fala sobre trajetória e próximos passos após o título da Liga Ouro

Por TV TEM — Tatuí, SP com edição do DT

Após título da Liga Ouro, projeto de Tatuí mira vaga no NBB


10/06/2026 10h07  |  Campeão da Liga Ouro ao derrotar o Brusque na última quarta-feira, por 81 a 76, fora de casa, e fechar a série final em 3 a 1, o Basquete Tatuí ganhou o direito de pleitear a participação na edição 2026/27 do Novo Basquete Brasil (NBB).

Porém, diferentemente do futebol, o título não assegura acesso automático à elite nacional, já que a Liga Nacional de Basquete (LNB) avalia critérios financeiros, estruturais e administrativos para aprovar os participantes da próxima temporada.

Tatuí campeão da Liga Ouro de Basquete 2026 — Foto: Tiago Winter

Entre os pontos estão a garantia de recursos para custear a temporada, a adequação do ginásio para receber as partidas e a confirmação de participação na Liga de Desenvolvimento de Basquete.

Em entrevista à TV TEM, o gestor Emanuel Lopes Cardoso garantiu que tem o clube tem condições e estrutura para participar do NBB, mas a decisão será tomada com cautela.

– Nunca estivemos tão próximos. Hoje temos suporte e viabilidade, mas não queremos dar um passo maior que a perna. Se for para subir, será com tudo bem estruturado, para garantir vida longa ao projeto e competitividade. Não quero que aconteça de subir, atrasar salários e ser rebaixado. Prefiro estruturar bem, crescer aos poucos e entrar para brigar de forma competitiva. Sonho tem, isso é óbvio, mas será sempre com pé no chão – destacou.

Cardoso acompanha o basquete desde criança e dá continuidade ao trabalho iniciado pelo pai, Miguel Lopes Cardoso Júnior, em 2006. Conhecido como Professor Miguel, atualmente ele é prefeito do município.

– Eu nasci em 2002, então desde pequeno estava junto, acompanhando, sempre muito próximo dele. No primeiro momento eu era jogador. Ajudava em algumas partes fora das quadras, mas ainda queria jogar. No primeiro título paulista eu ainda estava em quadra. Depois optei por dar espaço só para a parte burocrática, para poder focar nisso. Eu lembro que coloquei para mim: vou pegar essa parte administrativa para fazer pelo basquete o que os outros não faziam. Em 2022 decidi ficar 100% na gestão – relembra.

Este ano, a montagem do elenco e da comissão técnica, que conquistaram o título da Liga Ouro, foi inteiramente conduzida por ele.

– Eu gosto de fazer sozinho. Estudo muito o basquete, conheço jogadores e agentes, e me coloquei o desafio de montar um elenco campeão. Precisava de bons auxiliares e de um técnico que desse sustentação ao clube. Tivemos momentos conturbados, mas prometi que não iria contra meus princípios. O objetivo era montar uma comissão técnica coesa e um time com profundidade. Consegui jogadores que ajudaram, independentemente das dificuldades.

– Muita gente dizia que eu estava ansioso, que queria montar o time cedo demais. Mas eu tinha uma estratégia: quanto antes montasse, mais segurança teria para trabalhar. Depois buscaria apenas peças pontuais. O Alef, por exemplo, foi a última contratação e acabou sendo MVP. Times que demoram acabam ficando com jogadores que não eram nem primeira nem segunda opção. Eu sempre gostei de me adiantar.

Após o título da Liga Ouro, o Tatuí Basquete segue na disputa da Copa São Paulo, em busca do tricampeonato.

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