Boletim de informações COVID-19 n° 470 Tatuí, 11 de maio de 2021, terça-feira - 11h00h

11.401 CASOS CONFIRMADOS VÍRUS SARS-COV-2
10.879 PACIENTES RECUPERADOS
289 ÓBITOS CONFIRMADOS
233 INFECTADOS EM TRATAMENTO
59,71 MÉDIA MÓVEL INFECTADOS / DIA

Fonte: Prefeitura de Tatuí

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Médica que atende em Capela do Alto tem post repercutido pela Unicef

Médica residente em Sorocaba postou sua foto tomando vacina contra o coronavírus ao lado de uma foto de sua mãe, há sessenta anos, com paralisia devida a poliomielite; a favor da vacinação, Maria Flávia Saraiva desmente fake news até de colegas médicos.


A médica Maria Flávia de Andrade Saraiva é sorocabana e viralizou após a Unicef repostar sua publicação na última semana. Crédito da foto: Arquivo Pessoal.


15/02/2021 | O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) é reconhecida mundialmente por seu trabalho em prol dos direitos das crianças, muitos deles ligados à saúde, como as campanhas de vacinação. Sem intenção de atingir mais pessoas a não ser seus próprios amigos e familiares, uma médica de Sorocaba foi parar nas redes sociais da entidade na última semana.

Maria Flávia de Andrade Saraiva, de 28 anos, especialista em Medicina da Família e Comunidade, publicou duas imagens em seu Instagram pessoal: uma de sua mãe, ainda criança, há mais de 60 anos, com o lado esquerdo paralisado, recuperando-se de poliomelite (paralisia infantil); e a outra da própria médica, recebendo a primeira dose contra a Covid-19, neste ano.

“Eu jamais pensei que aquele post chegaria à Unicef. Fiz do fundo do meu coração, contava a situação que a minha família já viveu e sobre uma doença que, hoje em dia, é evitada pela vacina. Jamais imaginei essa repercussão, que chegaria a um órgão mundialmente conhecido pelas campanhas de vacinação e que meu post atingiria mais de 42 mil pessoas ao redor do mundo”, iniciou a médica.

“É muito gratificante, pois parece que estou enxugando gelo, parece que a gente tenta divulgar informações e todo dia é uma nova notícia falsa. Isso me deu um gás, de ter esse reconhecimento, tanto pela Unicef como pelos veículos de imprensa. É no caminho da ciência que temos que prevalecer”, complementou.

Maria Flávia trabalha em Capela do Alto e Indaiatuba, também no interior paulista. Segundo ela, pior do que familiares, que são leigos, alguns colegas de trabalho, os próprios profissionais de saúde, também disseminam inverdades.

“Nós, médicos, estamos sendo referência neste momento, então temos obrigação moral e social de disseminar conhecimento e não levar caos à população. Às vezes alguns colegas tentam me desmerecer por eu ser uma médica mais jovem. ‘A experiência vai te mostrar como você está errada. A vida vai te ensinar’… E, não, eu não preciso que a vida me ensine que eu preciso ficar ao lado da ciência. Me espanta os colegas com mais tempo de experiência que eu não terem aprendido isso ainda”.

Médica já tomou as duas doses da vacina contra a Covid-19 e luta para combater fake news até entre colegas profissionais da saúde. Crédito da foto: Arquivo Pessoal.

Por que se vacinar?

A médica já tomou as duas doses da vacina, portanto, está imunizada contra a Covid-19. Sempre em defesa da ciência, responsável, segundo ela, por todos os avanços que temos com a doença, Maria Flávia explica, aos que ainda não entenderam, a importância da vacinação.

“Eu entendo que as pessoas podem ter medo porque dizem que a vacina foi (feita) muito rápido, mas a gente não pode esquecer do conhecimento acumulado que a ciência e a medicina têm. A gente tem vacinas há muitos anos, a gente sabe como fazer vacinas, tem essa tecnologia bem estabelecida. Nós nunca tivemos tantos cientistas, em tantos lugares do mundo, buscando a mesma coisa. As pessoas têm que acreditar na vacina sim e começar a se questionar sobre esses tratamentos milagrosos, que não têm eficácia comprovada”, finalizou a profissional. (Marina Bufon)

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