Boletim de informações COVID-19 n° 398 Tatuí, 28 de fevereiro de 2021, domingo - 11h00h

7042 CASOS CONFIRMADOS VÍRUS SARS-COV-2
6849 PACIENTES RECUPERADOS
140 ÓBITOS CONFIRMADOS
53 INFECTADOS EM TRATAMENTO
24,00 MÉDIA MÓVEL INFECTADOS / DIA

Fonte: Prefeitura de Tatuí

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Família de Tatuí cria vaquinha online para tratamento de bebê com leucemia nos Estados Unidos

Vinny, de 11 meses, sofre com um tipo raro da doença e pode ser beneficiado por um tratamento experimental em Houston, no Texas. Família precisa de R$ 1,4 milhão para custear a viagem.

Por Fábio Devito, do G1, com edição do DT

Foto: Luciano Gaidies/Arquivo Pessoal

Vinícius foi diagnosticado com um tipo raro de leucemia com apenas quatro meses de vida. 

14/02/2021 | Um casal de Tatuí luta contra o tempo para levantar cerca de R$ 1,4 milhão e salvar a vida do filho mais novo. O bebê, de 11 meses, sofre com um tipo raro de leucemia e precisa passar por um tratamento experimental nos Estados Unidos. A família criou uma vaquinha online para custear a viagem e a estadia da criança no país.

A vida do casal Luciano e Caroline Gaidies mudou completamente após o nascimento do terceiro filho. Com apenas quatro meses, em julho de 2020, Vinny passou mal e precisou ser internado em um hospital da região.

Os exames apontaram para leucemia linfoide MLL, um tipo raro da doença que acomete crianças em fase de amamentação. Imediatamente, os médicos solicitaram a transferência do bebê para o Instituto de Tratamento ao Câncer Infantil (ITACI) do Hospital das Clínicas, em São Paulo (SP).

Luciano Gaidies conta que para ficarem mais próximos do filho, tiveram que se mudar para a capital: "Quando o Vinny foi internado, a luta se tornou diária. Nós largamos nossos empregos e passamos a viver do apoio da família, tudo para ficarmos mais próximos do nosso filho".

De acordo com o pai do garoto, a condição rara do menino faz com que a leucemia avance rapidamente. A doença é conhecida por enfraquecer as hemácias, as células do sangue e da medula óssea, destruindo o sistema imunológico dos pacientes. O bebê passou por quimioterapia.

Foto: Luciano Gaidies/Acervo Pessoal

Para ficar próximo do filho, Luciano Gaidies e sua esposa abandonaram os empregos e se mudaram para São Paulo. Ele trabalhava com o apoio psicológico de dependentes químicos.

Como alternativa, os médicos tentaram dois remédios especiais, custeados pelo SUS. Luciano conta que apesar das tentativas, as medicações também não apresentaram melhoras no bebê. Para piorar a situação, a doença passou a avançar rapidamente.

"Infelizmente, as medicações não surtiram efeito. Os médicos já falaram que não temos muito o que fazer, as opções estão se esgotando, foram feitas todas as medidas possíveis e imagináveis que o Brasil pode oferecer".

Tratamento experimental nos Estados Unidos

Por meio da internet e do apoio dos médicos, descobriram a existência de um terceiro medicamento que ainda está em fase de testes nos Estados Unidos.

Produzido por pesquisadores do MD Anderson Cancer Institute, na Universidade de Houston, no Texas, a droga atua no fortalecimento das células abatidas pela doença.

De acordo com Luciano, os médicos do ITACI entraram em contato com os pesquisadores e verificaram que o bebê pode ser um dos beneficiados pela droga.

No entanto, por se tratar de um medicamento em fase de testes, ainda não é possível a sua importação. A família teria que ficar por no mínimo dois meses nos Estados Unidos.

"Descobrimos um tratamento experimental, mas que tem grande chance de cura para o Vinny. Tentamos o auxílio do governo, mas nos disseram que por se tratar de um medicamento em fase de testes, não poderia ser custeado, a solução foi buscar pela ajuda da família e de amigos".

Vaquinha Online

Foto: Luciano Gaidies/Acervo Pessoal

Apesar das dificuldades, Luciano conta que Vinny é uma criança feliz. A família tenta conciliar os períodos do hospital com o apoio da família em Tatuí.

Luciano estima que os custos de passagem para a família e estadia durante o tratamento é de US$ 235 mil, aproximadamente R$ 1,4 milhão. Além disso, ele e a esposa terão que passar por testes de Covid-19 e custear toda a documentação para permanecerem no país.

A quantia não envolve o custo da medicação em si, que será aplicada gratuitamente no menino como parte dos estudos de sua eficácia. No entanto, quanto mais tempo demorar, piores são as chances de efeito no bebê.

A solução encontrada pela família foi a de criar uma campanha de financiamento coletivo na internet. A ideia da vaquinha foi de uma tia de Vinícius e já conta com 1400 apoiadores e cerca de R$ 177 mil arrecadados.

Além da vaquinha, a família também criou um um perfil nas redes sociais em que compartilha o tratamento da criança.

Enquanto a família não alcança o valor da viagem, Vinícius segue internado em São Paulo. Ele completará 1 ano no próximo dia 9 de março. A expectativa da família é que o menino esteja bem para comemorar ao lado dos pais e das irmãs Giovana, de 11 anos, e Gabriele, de 6 anos.

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