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Tatuí, 


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Auxílio atrasa e mãe compra 'fiado' para cuidar de jovem com paralisia

Aposentada Eva precisou comprar fiado para cuidar do filho
(Foto: Reprodução/ TV TEM)
‘Estou deixando de pagar contas para o suplemento’, diz moradora de Tatuí.
Prefeitura fala em recadastramento e diz que entrega de produtos já é feita.


Do G1- A aposentada Eva Maria Rodrigues, moradora de Tatuí, afirma ter ficado quatro meses, de maio a agosto, sem o auxílio da prefeitura para o filho Fernando, de 25 anos, que tem paralisia cerebral. Produtos entregues pelo Executivo, como suplementos, leite especial e fraldas, foram comprados "fiado" por Eva. “Eu comprei desse jeito no supermercado. Estou com contas a pagar, deixando de pagar contas para o suplemento.” A administração nega o atraso.

O secretário da Fazenda do município, Carlos César Pinheiro, diz que houve um recadastramento das famílias e, por esse motivo, a distribuição foi prejudicada alguns dias. “A interrupção deve ter sido de um dia no máximo e, depois, regularizado”, afirma.

Sem condições financeiras pra bancar os produtos, Eva conta com o apoio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da Vila Doutor Laurindo, órgão da prefeitura que cede os itens mensalmente. Segundo a aposentada, depois da denúncia à TV TEM, a Assistência Social entrou em contato para que fossem entregues 48 fraldas, suficiente para duas semanas.

Caso semelhante
A dona de casa Luciane de Fátima Amaral é outra mãe de pessoa com deficiência que teve dificuldades para receber auxílio da Prefeitura de Tatuí. De acordo com ela, a ajuda ficou suspensa também por quatro meses, no mesmo período de maio a agosto.
Luciane fala sobre dificuldades financeiras para
cuidar do filho (Foto: Reprodução/ TV TEM)


Luciane é mãe de Mateus, de 5 anos, que sofre de hidrocefalia. Ele precisa de uma lata de leite especial por semana e usa em média cinco fraldas por dia. A dona de casa conta com a ajuda de amigos e familiares para comprar mantimentos e fraldas para o filho. “Infelizmente meu marido está desempregado, e agora só com a ajuda, porque é difícil minha situação. Eu também pago aluguel e se estou pedindo ajuda é porque está difícil.”

A prefeitura afirma que a entrega de fraldas e suplementos está normal. Já a entrega de medicamentos é feita pela assistência farmacêutica do município e, para isso, é necessária a realização de cadastro prévio com análise social.

Sobre as duas famílias, o secretário diz que devem ser casos pontuais. “Não temos mais reclamações registradas. Seria interessante que a família retornasse à secretaria, falasse com a equipe porque não temos notícias de falta de entrega”, disse Pinheiro.

Depois da denúncia, o marido da Lucilene, pai do Mateus, informou que recebeu quatro latas de suplemento alimentar, que são suficientes para 15 dias. Mas ainda faltam as fraldas.

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