Boletim de informações COVID-19 n° 119 Tatuí, 26 de maio de 2020 - 11h

26 SUSPEITOS
2 ÓBITOS SUSPEITOS
106 CONFIRMADOS
77 RECUPERADOS
8 ÓBITOS

Fonte: Prefeitura de Tatuí

domingo, 27 de março de 2011

Tatuí cai para 208º lugar no ranking do Estado

Do jornal O Progresso de Tatuí,
edição de 27.03.2011

Estudo divulgado nesta semana indica que Tatuí ocupa a 208ª posição no ranking de riqueza dos municípios do Estado. O Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS) é elaborado pela Fundação Seade e pela Assembleia Legislativa. Nesta edição, apresenta estatísticas referentes ao ano de 2008.

Os parâmetros gerais avaliados são a riqueza municipal, a escolaridade e a longevidade da população. No ano de 2000, quando o IPRS foi divulgado pela primeira vez, Tatuí ocupava a 188ª posição. Nas duas edições seguintes, de 2002 e 2004, o município melhorou, ganhando 17 posições. Mas, em 2006, regrediu, figurando na 177a posição.

Conforme os resultados obtidos pela pesquisa, os 645 municípios paulistas são classificados em cinco grupos, sendo que quanto mais próximo do grupo 1, melhor é a avaliação obtida. Embora ocupe uma posição intermediária no ranking estadual, Tatuí foi incluída no grupo 5, o que significa que a riqueza, a escolaridade e a longevidade são consideradas baixas. Nas quatro primeiras edições do estudo, o município estava no grupo 4, caracterizado por baixa riqueza, mas com níveis de escolaridade e longevidade intermediários.

O primeiro parâmetro utilizado no estudo é chamado de “indicador sintético de riqueza municipal”, que é o resultado da análise de quatro indicadores econômicos. Cada um deles é avaliado e recebe uma classificação que varia de 1 a 100.

A seguir, aparece a lista com os indicadores e, entre parênteses, a nota obtida por Tatuí em 2008: consumo de energia elétrica nas residências (nota 36), consumo de energia elétrica nas instalações comerciais, agrícolas e de prestação de serviços (48), rendimento médio dos trabalhadores com carteira assinada (61) e, por fim, o valor adicionado fiscal – soma do valor das saídas de mercadorias com o valor dos serviços prestados, subtraído o valor de entrada de mercadorias (nota 49).

O salário médio dos trabalhadores com carteira assinada, por exemplo, teve melhora ao longo dos oito anos. Um trabalhador que, em 2000, recebia R$ 1.035, no ano de 2008 tinha rendimento mensal de R$ 1.367.

Já o consumo de energia elétrica nas residências se manteve praticamente estável. Em 2000, cada residência consumiu, em média, 2,2 MWs. Nos seis anos seguintes, o consumo foi reduzido para 1,8 MWs e, em 2008, atingiu 1,9 MWs.

Os outros dois parâmetros da avaliação são as taxas de escolaridade e longevidade da população, também classificadas de 1 a 100. O IPRS indica que Tatuí vem melhorando a situação em ambos os indicadores.

No período entre 2000-2008, a nota da taxa de escolaridade foi de 41 para 66. Dentre as causas para esse desempenho, o fato de que, na ocasião, apenas 55,5% da população com idade entre 18 e 19 anos havia concluído o ensino médio.

A taxa de longevidade teve desempenho semelhante. A avaliação passou de 63, em 2000, para 71, em 2008. Um dos itens observados para avaliar a longevidade da população é a taxa de mortalidade infantil, que é o número de óbitos de crianças com menos de um ano de vida para cada mil nascidos. Em 2008, esta razão atingia a marca de 13,7.

Em comparação com as edições anteriores da pesquisa, Tatuí apresentou melhoras em praticamente todos os aspectos. A única exceção é a riqueza municipal, que, em 2000, iniciou a série com nota 47. Dois anos mais tarde, houve queda de oito pontos. Mas, a partir de 2004, voltou a crescer, atingindo nota 42 naquele ano, 44 em 2006 e a atual avaliação, de 45.

Na análise destes resultados, surge uma contradição, porém: no período entre 2006 e 2008, Tatuí apresentou melhora em todos os três itens avaliados e, mesmo assim, sua posição no ranking caiu 31 posições. Da mesma forma, de 2006 para 2008, a cidade piorou a sua classificação no sistema de grupos, passando do quarto para o quinto.

O Instituto Legislativo Paulista (ILP), vinculado à Assembleia Legislativa, possui uma explicação para esta contradição. O fato se deve, de acordo com o ILP, à comparação entre os municípios, já que o estudo não considera apenas o crescimento de cada um de forma isolada. Assim, a taxa de crescimento apresentada por Tatuí ficou abaixo da “média geral”.

“Praticamente todos os municípios tiveram crescimento, e se a posição de Tatuí piorou no ranking, é porque os outros cresceram ainda mais”, afirmou Mara Baudacci, assessora do ILP. Com muitos municípios apresentando crescimento, os critérios para a classificação em grupos também teriam se tornado mais rígidos. Isso explica a queda de Tatuí do quarto grupo para o quinto. “O crescimento está nivelando os municípios ‘por cima’ e, com isso, as exigências para cada grupo também aumentaram”, explicou Mara.

O prefeito municipal Luiz Gonzaga Vieira de Camargo informou que, até o momento, ainda não foi feita uma análise completa dos resultados da pesquisa. “É preciso ter muito cuidado com este tipo de pesquisa, pois envolve números de muitas áreas diferentes do governo”, explicou Gonzaga.

O que já é possível adiantar, segundo o prefeito, é que, durante os dois anos que se seguem ao resultado da pesquisa (2009 e 2010), algumas melhoras foram já registradas pela própria administração. Neste caso, quando uma nova pesquisa for divulgada, provavelmente com base nos resultados de 2010, a classificação de Tatuí venha a melhorar no ranking.

A taxa de mortalidade infantil pode ser usada como exemplo. Conforme os dados da pesquisa, em 2008, ela estava em 13,7 óbitos para cada mil bebês com até um ano. Já em 2010, segundo dados da Prefeitura, esse número caiu para 9,7.

No dia 23 de fevereiro deste ano, a redução da taxa foi celebrada com homenagem aos funcionários da rede municipal da Saúde.

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