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quarta-feira, 3 de julho de 2019

TCE divulga irregularidades encontradas no pronto-socorro de Tatuí

Balanço foi divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado. Prefeitura diz que problemas serão resolvidos com a inauguração da UPA, prevista para o fim do ano.

Por G1 Itapetininga e Região, com edição do DT

02/07/2019 | O Tribunal de Constas do Estado (TCE) divulgou o balanço da fiscalização realizada em unidades de saúde da região. Durante a ação, foram constatadas irregularidades em algumas cidades.

O pronto-socorro de Tatuí foi fiscalizado e o TCE verificou que o controle de frequência dos médicos é feito de forma manual. Dos cinco médicos presentes no dia da fiscalização, apenas um tinha assinado o ponto. Em outros dias, também faltava o preenchimento dos horários.

Também foram encontradas caixas com medicamentos encostadas na parede e a luz do sol batia em algumas delas.

No local onde são estocados os medicamentos havia parede com rachadura e infiltração. O certificado de controle de pragas no prédio estava vencido há cinco meses e, ainda segundo o TCE, registros mostravam que a qualidade da água analisada na unidade estava fora do padrão considerado satisfatório, além de pacientes que foram encontrados em observação sem divisórias entre as macas e da demora no atendimento.

Fiscalização foi feita pelo TCE em Tatuí — Foto: TCE/Divulgação

Os agentes também fiscalizaram o Hospital Municipal de Conchas (SP). De acordo com o relatório, o prédio possui rachaduras e bolor no teto da sala de espera.

Na frente da sala de espera da emergência há um trecho sem forro no telhado e foi constatada a presença de pombas.

Também foi constatado que o local conta com apenas uma copa para os funcionários, que está em mau estado de conservação, com rachaduras e bolor nas paredes. O prédio também não possui auto de vistoria dos bombeiros.

Outro lado

A Prefeitura de Tatuí informou que os médicos do PS esqueceram de assinar o livro ponto, mas que foram trabalhar e comprovaram aos fiscais com fichas de atendimento.

Em relação aos problemas de estoque de medicamento, a prefeitura disse que providências foram tomadas. A desinsetização foi providenciada e tem novos certificados que atestam a qualidade da água.

Informou que o problema da falta de divisória seria porque o espaço onde ficam os pacientes é pequeno, mas com a inauguração da UPA, prevista para o fim do ano, o problema será resolvido, segundo a prefeitura.

Em relação à demora no atendimento, a prefeitura disse que são feitos 500 atendimentos por dia e que a espera de até duas horas estaria abaixo do estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Fiscalização foi feita pelo TCE em Conchas (SP) — Foto: TCE/Divulgação

Em Bernardino de Campos (SP), a fiscalização foi na Santa Casa Jesus Maria José. No local, os agentes constataram problemas com acessibilidade. Segundo o relatório, não há banheiros com adaptações necessárias, nem piso tátil para deficientes visuais na entrada do hospital. No local também não há Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.

Em Itapetininga (SP), o TCE fiscalizou o Hospital Doutor Léo Orsi Bernardes. Nele, os principais problemas encontrados pelos agentes foram no banheiro da unidade, que estava sem papel higiênico e sem assento no vaso.

O masculino não tem mictórios para os usuários, segundo o relatório. No prédio também foram encontradas cadeiras na sala de espera em mau estado de conservação. O hospital está sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.

Outro problema encontrado pelo TCE é que dos dois médicos previstos na escala no dia da fiscalização na urgência e emergência, apenas um estava atendendo.

A fiscalização também constatou demora no atendimento no hospital. Pacientes relataram até duas horas de espera para atendimento.

Fiscalização foi feita pelo TCE em Bernardino de Campos (SP) — Foto: TCE/Divulgação

A assessoria da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba, responsável pela administração do Hospital Léo Orsi Bernardes, disse que ainda não foi notificada pelo TCE sobre os apontamentos do relatório e que vai se manifestar depois de ser comunicada.

O Insaúde, responsável pela Santa Casa Jesus Maria José, de Bernardino de Campos, disse que também não foi notificado sobre o relatório e que quando for informado oficialmente vai providenciar as adequações necessárias.

A TV TEM entrou em contato com a prefeitura de Conchas, mas não obteve retorno.

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