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Tatuí, 


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Projeto da Justiça tenta recuperar usuários de drogas em Tatuí

Do G1- O projeto Justiça Terapêutica chegou ao Brasil há poucos anos e agora vem sendo aplicado em cidades de São Paulo. Uma delas é Tatuí. Criado nos Estados Unidos, o programa consiste em tentar reabilitar em grupos de ajuda pessoas detidas por crimes relacionados às drogas.

O objetivo do projeto é diminuir as prisões e inserir novamente na sociedade quem teve algum tipo de problema com droga, como, por exemplo, ser detido na condição de usuário. Durante audiência no Fórum de Tatuí, um juiz e um promotor promovem uma reflexão com os infratores e os parentes deles. No diálogo, a solução apresentada é uma pena convertida em ajuda social e psicológica.

Quem aceita voluntariamente a adesão deve cumprir um acordo de três meses com a Justiça. Participa de reuniões semanais com grupos que dão o suporte para que deixe o vício. Depois dos 90 dias, quem cumpre o que foi determinado fica com a ficha limpa.

Atualmente a maconha é a droga mais consumida no mundo, com 177 milhões de usuários segundo relatório feito pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Em entrevista à TV TEM, uma mãe de um jovem detido na cidade por porte de drogas conta que o programa traz vários benefícios. Ela não quis se identificar. “Ficar com o nome sujo na Justiça eu acho muito ruim. Acho essa proposta muito boa”, ressalta.

De acordo com o juiz Marcelo Nalesso Salmaso, duas audiências do projeto já foram feitas na cidade e 60% dos intimados compareceram. Entre os presentes, todos aceitaram a proposta de participar dos grupos. “O grande objetivo dessa proposta da Justiça Terapêutica é que essas pessoas com problemas com drogas e as famílias, se tornem sujeitos da reconstrução da sua história. E não simplesmente que elas façam o que tem de ser feito, porque um juiz mandou, a contragosto... algo que não vai ter resultado permanente, sólido”, explica.

Um jovem que aceitou o desafio e não quis se identificar, afirma que espera uma vida melhor. “Igual eu que sou trabalhador, para não ficar sujo. Se for arrumar outro serviço também. Acho muito bom”, afirma.
(Foto: Carlos Alberto Soares/ TV TEM)

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