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domingo, 26 de setembro de 2010

Veja matéria do "Progresso" sobre o Instituto Káthia Lessa

Do jornal O Progresso de Tatuí

Desde janeiro de 2009, Tatuí conta com uma instituição que trabalha para proporcionar integração social e qualidade de vida para crianças e adolescentes com deficiência. Trata-se do Instituto de Desenvolvimento Humano “Kathia Lessa”, entidade sem fins lucrativos, que atente pessoas de toda a região, com trabalhos clínicos que “visam estimular uma nova compreensão da realidade”, por meio de recursos humanos e tecnológicos.

A fundadora do instituto, Charlotte Fermum Lessa, conta que sua filha, Kathia Lessa, inspirou o projeto. “Ela (Kathia) teve uma hipoxia neonatal (dano por falta de oxigenação cerebral na hora do parto), que trouxe como sequela uma deficiência mental moderada. Em função dela, nós começamos a trabalhar em 1996. Passamos por outros nomes e, agora, somos este instituto”, contou.

A entidade tem equipe de sete pessoas formada por terapeutas, pedagogas e profissionais do setor administrativo. A organização trabalha com atendimento clínico, por meio de estimulação precoce e continuada, tanto física quanto cognitiva (aquisição de conhecimento). “Este é um processo que não tem data para terminar, depende da deficiência e evolução de cada um. Tanto que temos crianças com transtornos de déficit de atenção e hiperatividade, paralisia cerebral, autismo, deficiência mental e visual, deficiências múltiplas, entre outras”, informou Lessa.

A instituição está atendendo 20 crianças, no momento, mas este número oscila bastante. Desde sua criação, duas crianças já tiveram alta. A fundadora esclareceu que o trabalho com deficientes mentais é lento e com resultados ilimitados. “Quem disse que um indivíduo com QI (quociente de inteligência) de 60 só vai aprender até ali? Se continuarmos estimulando, ele pode evoluir e superar este número. Afinal, inteligência se aprende, ela não é fixa e estagnada. Vemos isso todos os dias”, falou. Esta tese é sustentada pelo professor e psicólogo judeu-israelense Reuven Fuerstein, que fundamenta o trabalho da entidade com a ideia de que “a inteligência é uma construção ativa do indivíduo”.

Por não ter fins lucrativos, o Instituto de Desenvolvimento Humano Kathia Lessa sobrevive com valores doados por pessoas físicas e jurídicas. “Temos doações um pouco maiores, outras menores, mas precisamos muito de todas elas”, contou a fundadora, que disse também estar trabalhando num projeto científico, que será apresentado ao órgão público, permitindo parcerias para a execução de projetos, programas, prestação de serviço ou planos de ação.

Lessa ressaltou a necessidade de expandir o trabalho com novas áreas relacionadas ao desenvolvimento humano. “Como vivemos de doações, não temos estrutura para expandir”, disse. E completou dizendo que, para 2011, a entidade pretende oferecer cursos de orientação para docentes e implementar o trabalho com mais especialidades, atendendo assim uma fatia maior deste grupo de pessoas.

Segundo a fundadora, uma parte da equipe é adventista, por isso seus integrantes “trabalham sempre com muita fé, sem preconceitos raciais, étnicos e religiosos”. “Esta é uma entidade que foi estabelecida pela fé que temos em Deus, é por isso que estamos aqui até hoje”, concluiu.

O Instituto de Desenvolvimento Humano Kathia Lessa está situado na rua Cornélio Vieira de Camargo, 210. Contatos são feitos pelo e-mail: institutokl@hotmail.com, ou pelo telefone (15) 3305-1571. Mais informações no blog institutokl.blogspot.com.

O horário de funcionamento é das 8h ás 11h45 e das 13h às 16h45, de segundas às quintas-feiras. Nas sextas-feiras, ele abre somente no período da manhã.

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