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Tatuí, 


domingo, 26 de setembro de 2010

Teatro do Conservatório recebe troféu de campeã do Festival o Rio

‘Rosa de Cabriúna’ faturou dez indicações e cinco prêmios, entre eles o de melhor espetáculo do festival

O espetáculo “Rosa de Cabriúna", da Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí foi o grande destaque na premiação do XVII Festival de Teatro do Rio, encerrado na quinta-feira, 23, no auditório da Universidade Veiga de Almeida, na Barra da Tijuca. A Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí recebeu cinco prêmios nas categorias de melhor cenário, atriz, ator coadjuvante, direção e melhor espetáculo pelo júri oficial. O grupo foi indicado a nove das 11 categorias premiadas.

 A Cia. Plágio de Teatro, de Brasília/DF, ficou com três prêmios pela peça “Cru” nas categorias de melhor texto, ator e figurino. “O Avarento”, do Grupo Farsa, de Porto Alegre/RS, conquistou dois prêmios: melhor atriz coadjuvante e melhor espetáculo pelo voto popular. O espetáculo “Orire – Saga de um herói que confrontou a morte”, do grupo carioca Instituto de Desenvolvimento Cultural, ficou o prêmio de melhor iluminação do festival. Todos receberam troféus criados pelo artista plástico Jorge Salles.

O Festival de Teatro do Rio é promovido pelo Centro Cultural da Universidade Veiga de Almeida e sua 17ª edição aconteceu de 14 a 21, na Casa de Cultura Laura Alvim. Sete espetáculos foram selecionados de cerca de 100 inscrições recebidas de espetáculos de todo o país. A cerimônia de entrega de prêmios foi precedida por uma apresentação da “Cia Unidançarte” que executou uma coreografia para a música de abertura do seriado “A grande família”, que tem no elenco Marieta Severo, atriz homenageada neste festival.

A premiação contou com a participação do reitor da Universidade Veiga de Almeida, Mario Veiga de Almeida Filho, que entregou o prêmio de melhor espetáculo pelo júri oficial (Rosa de Cabriúna) para a representante do Conservatório de Tatuí. A diretora do Festival Maria Anunciata de Almeida entregou o prêmio de melhor espetáculo escolhido pelo público. As duas produções receberam prêmio em dinheiro - R$ 2 mil para cada. A atriz e diretora Sura Berditchevsky, o figurinista e cenógrafo Pedro Sayad e o escritor e diretor Sergio Fonta, membros do júri, também participaram da entrega dos prêmios.

Os premiados – Melhor cenografia: Jayme Pinheiro (“Rosa de Cabriúna”); melhor figurino: Cinthia Carla (“Cru”); melhor iluminação: Jorginho de Carvalho (“Orire”); melhor atriz coadjuvante: Lúcia Bendati (“O Avarento”); ator coadjuvante: Carlos Doles (“Rosa de Cabriuna”; melhor texto: Alexandre Ribondi (“Cru); melhor atriz: Dalila Ribeiro (“Rosa de Cabriúna”); melhor ator: Chico Santana (“Cru”); melhor diretor: Carlos Ribeiro (“Rosa de Cabriúna”); melhor espetáculo júri oficial: “Rosa de Cabriúna”; melhor espetáculo júri popular: “O Avarento”. Além dos premiados citados, os espetáculos participantes do XVII Festival de Teatro do Rio, foram “A Metamorfose”, do grupo Teatro Experimental de Artes, de Caruaru/PE e “Trapa Rasa”, da Companhia Teatral Catarse, do RJ. E “Hay Amor”, do grupo Os Geraldos.

A Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí também foi indicada aos prêmios de melhor texto, melhor atriz coadjuvante, melhor figurino, melhor iluminação e melhor espetáculo pelo júri popular.

O espetáculo “Rosa de Cabriúna”, de Luis Alberto de Abreu, vem sendo apresentado pelo grupo artístico-pedagógico do Conservatório de Tatuí, dirigido por Carlos Ribeiro. A comédia sertaneja está em cartaz desde setembro do ano passado.

O espetáculo foi escrito em 1986 para o Grupo Macunaíma, dirigido por Antunes Filho, no SESC Anchieta em São Paulo, que também realizou a montagem de “Xica da Silva”, do mesmo autor. Trata-se de uma adaptação do romance “Alice”, de José Antonio da Silva. Nela, as filhas do Coronel Zé Inácio, fazendeiro e chefe político, fazem promessa para São Gonçalo para arranjarem um noivo. Rosa, a mais velha, pede o capataz da fazenda de seu pai, Tonho Gago e é atendida pelo santo. Mas, um novo capataz chega à fazenda e divide o coração da moça. “Rosa de Cabriúna” está repleta de referências à cultura popular.

Foto: Divulgação

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