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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Ex-aluno do Conservatório de Tatuí disputa Jogos Olímpicos

Formado em violino, velocista disputa prova de revezamento 4x400m

Aluno do curso de violino no Conservatório de Tatuí, o velocista Alexander Russo, de 22 anos, disputa os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Ele, que concluiu em 2010 o 7º semestre do curso da área de cordas sinfônicas, disputa na noite desta sexta-feira, 19, uma vaga na final do atletismo na prova do revezamento 4×400 m, no estádio Nilton Santos. 

Reserva do time que também tem Hederson Estefani, Pedro Luiz de Oliveira, Hugo de Sousa, Peterson dos Santos e Lucas Carvalho, o velocista costuma se apresentar nos cultos evangélicos da igreja Bola de Neve em Campinas (SP), que frequenta. Ele começou a tocar aos 3 anos, incentivado pela mãe, que tocava piano por hobby. A primeira apresentação veio aos cinco anos. A habilidade do garoto logo fez dele “spalla” (primeiro-violino) da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório de Tatuí. Aos 17 anos, Russo se encantou pelo atletismo ao ver uma reportagem sobre a quebra do recorde mundial nos 100 metros rasos por Usain Bolt. “Desde pequeno eu amava correr. Sempre era o mais veloz na escola e nos jogos escolares”, conta o jovem, que integra o clube de atletismo BM&F-Bovespa e é sargento da Força Aérea Brasileira.

A mãe de Alex, que sonhava ver o filho músico, levou um baque. “Foi muito difícil para ela. Quando comecei a treinar, eu ainda estudava violino, trabalhava em administração em uma empresa com meu pai e ia para escola. E do nada falei: ‘mãe, quero encerrar meus estudos no violino e virar atleta.” Inspirado pelo recordista jamaicano, Russo foi atrás de um professor de atletismo em Boituva, onde vivia, e começou se arriscando primeiro nos 100 e 200 metros rasos. Convidado para a equipe do professor Evandro Lázari em Campinas, se especializou nos 400 metros, prova que melhor se adaptava a seu biotipo.

No currículo estão conquistas nos campeonatos sul-americano juvenil e sul-americano sub-23 e o sexto lugar no Troféu Brasil, que lhe garantiu a última vaga olímpica nos 4×400 m.

O Brasil não chega a uma final olímpica no revezamento 4×400 m há 24 anos. Se conseguir na noite de sexta-feira, a música na comemoração está garantida. Russo já levou seu violino para a vila olímpica dos dos atletas.

Apoio Cultural – O Conservatório de Tatuí recebe apoio cultural da Coop e CCR SPVias.

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