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Boletim de informações COVID-19 n° 169 Tatuí, 14 de julho de 2020 - 11h

669 CONFIRMADOS
574 RECUPERADOS
30 ÓBITOS
213 SUSPEITOS
26 HOSPITALIZADOS

Fonte: Prefeitura de Tatuí

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Prefeitura de Tatuí realiza esta semana a 11ª pulverização do ano contra pernilongos

Medida exige rigor para não causar desiquilíbrio ambiental e contaminação 

A Prefeitura de Tatuí prepara para esta semana mais uma ação de pulverização para extermínio dos pernilongos, que vêm causando incomodo à população. Trata-se da 11ª aplicação de inseticida às margens dos ribeirões da cidade, desde que a falta de chuva se tornou um problema não só na região, mas em todo estado de São Paulo. A primeira aplicação aconteceu na primeira semana de maio. 

A medida, porém, é paliativa. Segundo a secretária municipal de Saúde, Cecilia Oliveira França, o chamado fumacê apenas consegue eliminar os mosquitos adultos. As larvas sobrevivem e podem ainda se tornar resistente ao produto químico. “A utilização desse método pode ainda causar desiquilíbrio ambiental e contaminação da mata ciliar, de encostas e mesmo das águas, por isso é preciso empregá-lo com absoluto rigor e prudência. Sabemos que os mosquitos incomodam e trazem transtornos, mas é preciso pensar no bem estar geral da população e em todo sistema natural de maneira encadeada”, adverte. 

Essa não é a primeira infestação de pernilongos da história. Em 1996, também devido à falta de chuva e às altas temperaturas, o fenômeno já foi registrado. Tatuí sofre ainda mais hoje porque, ao contrário das cidades da região, não tem falta de água. A proliferação desse tipo de mosquito atinge todo o estado, mas o potencial e a disposição hídrica do município apresentam condições ainda mais favoráveis. São mais de 30 quilômetros de extensão de ribeirões, como o Manduca, o Lavapés e o Ponte Preta, que cortam a cidade. 

Além das nebulizações assistidas, a Secretaria de Saúde vem realizando também controle larvário nas lagoas de tratamento da Sabesp. Cecília explica que esse tipo de mosquito, ao contrário do transmissor da dengue, o Aedes Aegpty, não precisa de água limpa para se reproduzir. O ciclo reprodutivo do inseto ocorre rapidamente, ente sete e 10 dias, e a fêmea chega a pôr 200 ovos de uma vez. “Esse pernilongo não causa dengue, nem qualquer outro tipo de doença. No máximo, reação alérgica por picada. É preciso que as pessoas tenham um pouquinho de paciência e saibam que estamos tomando todas as medidas possíveis para conter o crescimento ainda maior da superpopulação de mosquitos”, finalizou. 

O trabalho do município no combate aos pernilongos foi inclusive tema de uma reportagem exclusiva da TV TEM, sucursal da Rede Globo, que além das ações de extermínio teve como foco uma aula de ciências do NEBAM Ayrton Senna, em que os alunos aprendiam a produzir um repelente natural à base de álcool e cravo-da-índia. 

Dengue 

A partir da próxima semana, o setor de combate à dengue inicia a distribuição de uma nova cartilha sobre as maneiras de se evitar proliferação do Aedes Aegpty, eliminando o acúmulo de água parada, os sintomas da doença e orientações gerais sobre a dengue. O material também traz um capítulo especial sobre as ações de combate aos pernilongos

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