Boletim de informações COVID-19 n° 125 Tatuí, 01 de junho de 2020 - 11h

157 CONFIRMADOS
117 RECUPERADOS
10 ÓBITOS
21 SUSPEITOS
1 ÓBITOS SUSPEITOS

Fonte: Prefeitura de Tatuí

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Cerca de 30% dos idosos de Tatuí tem dívidas, aponta Associação Comercial

Do G1- Em Tatuí cerca de 30% dos idosos tem débitos em aberto no comércio, de acordo com a Associação Comercial da cidade. Os lojistas de Tatuí já sentiram esse aumento na inadimplência por parte dos idosos. Eles acreditam que problemas financeiros como descontrole no orçamento e queda na renda estão entre os motivos para o endividamento.

A facilidade de adquirir crédito, segundo a presidente da Associação Comercial de Tatuí, Lucia Bonini Favorito, também contribui. “De janeiro para cá houve mais ou menos 30% de aumento dos empréstimos consignados. Eles acham que os juros são baixos, mas tem que prestar atenção porque é normalmente três vezes maior que o da poupança”, afirma.

Um desses idosos com dividas no comércio é o aposentador Dinart Negrão, que tem 30% da aposentadoria comprometida. Ele ganha um salário mínimo por mês e diz que fez um empréstimo consignado por causa de problemas de saúde e para quitar outras dívidas. O salário da mulher também tem descontos. “Graças a Deus minha esposa tem um rendimento e esse rendimento que dá o alicerce para nós. Mas por problemas do dia a dia comprometemos nossos recursos”, conta.

O número expressivo segue uma tendência nacional mostrada por uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), que aponta aumento de 9% no número de idosos inadimplentes no país. Segundo a pesquisa do SPC Brasil, pendências em bancos, seguros e planos de saúde estão entre os principais débitos dos idosos. Depois vem os serviços básicos como água, luz, e também o comércio.

O economista Helder Boccaletti explica que é preciso organização e planejamento, já que os idosos tendem a gastar mais com saúde principalmente. A orientação, inicialmente, é aproveitar a primeira parcela do 13° salário para tentar sair das dívidas. “A primeira coisa: planejamento. Quanto ‘eu’ ganho, quais as despesas que não posso abrir mão, seja elas com moradia, saúde, alimentação, para saber quanto terei disponível para me dar o luxo de manter o mesmo padrão de vida que tinha antigamente”, recomenda.

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