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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Cerquilho sofre surto de caxumba em escolas; casos aumentaram 480%

Cerquilho já registrou este ano 64 casos, contra 11 em 2016. Alunos de três escolas da cidade foram diagnosticados com a doença.

Por G1 Itapetininga e Região  04/05/2017 14h16

Cerquilho sofre surto de caxumba e prefeitura; casos aumentaram 480%

A Prefeitura de Cerquilho (SP) confirmou nesta quinta-feira (4) que existe um surto de caxumba no município. Três escolas da cidade tiveram mais de dois alunos com a doença, o que caracteriza o surto, mas o número exato de estudantes afetados em cada escola não foi divulgado. Segundo a Vigilância Epidemiológica, este ano 64 casos da doença já foram confirmados, contra 11 de 2016; um aumento de 480%.

O decorador Adilson Roberto de Lima tem uma filha adolescente. Ela é aluna de uma escola onde houve surto e o namorado dela, de 17 anos, foi diagnosticado com a doença. Segundo o pai, há cerca de um mês a estudante pediu a carteira de vacinação para levar à escola, solicitada pela direção.

"Pediram, mas não falaram o porquê. Depois fiquei sabendo que teve mais de 20 casos nessa escola. É preocupante. Deveriam ter avisado que era caso de caxumba", afirma.
Adilson Lima é pai de uma aluna de escola com casos de caxumba. "Deveriam nos informar melhor", diz. (Foto: Reprodução/TV Tem)

A Secretaria Municipal de Educação não confirmou a quantidade de casos de caxumba registrados na escola onde a filha do decorador estuda, no Bairro Taquaral, mas nega o número apontado por Lima.

"Quando fiquei sabendo da caxumba na escola já tinha mais de 60 casos na cidade, o que é mais preocupante ainda. A Secretaria da Saúde deveria informar melhor para a gente sobre isso, para entendermos a doença", reclama o pai.

Mesmo com um aumento de 480%, Cerquilho não está em estado de alerta para a caxumba. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Caroline Antunes Maynard, diz que o órgão tomou ações para conter a doença.

“A Vigilância faz busca ativa dos casos semanalmente na Santa Casa e nos postos de saúde. Assim que verifica que há um surto, como no caso das escolas onde mais de duas pessoas tiveram a doença, nós encadeamos as ações de bloqueio, que são as vacinações de quem está suscetível na escola”, afirma a coordenadora do órgão.

Ela ainda faz recomendações a quem apresenta sintomas da doença: dor, febre e inchaço no pescoço. “A orientação é que as pessoas procurem postos de saúde, pessoas com menos de 29 anos, para que recebam a segunda dose da vacina. Para pessoas acima dessa idade é bom procurar um posto para tomar pelo menos uma dose da tríplice viral”, completa.

Casos de caxumba em Cerquilho aumentaram 480% em 2017 em relação ao ano passado (Foto: Reprodução/TV Tem)

Caxumba

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a caxumba não é uma doença de notificação compulsória para casos individuais e somente surtos são notificados para o Ministério da Saúde. Até 16 de fevereiro deste ano, foram registrados 146 casos relativos a surtos em todo o estado, sem nenhuma morte pela doença. Em 2016, foram notificados 7.013 de surtos de caxumba em São Paulo, mas também sem óbitos.

A doença é transmitida pelo ar e se propaga através de espirro e tosse, com mais incidências no inverno. Afeta tanto homens como mulheres e, sem o tratamento adequado, pode evoluir para casos mais graves, podendo causar encefalite e meningite. Segundo o Ministério da Saúde, a doença é mais comum entre as crianças e é considera de baixo risco, pois quase nunca é fatal.

A melhor forma de se prevenir da caxumba é com as vacinas tríplice e tetra viral, distribuídas gratuitamente em todo o país pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas evitar locais fechados no inverno, deixar ambientes arejados e lavar sempre as mãos também ajudam a evitar a transmissão de caxumba, completa a Secretaria de Saúde.

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