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Tatuí, 


sábado, 15 de abril de 2017

poesia / Ana Moraes

A pedra e o desfiladeiro


A rigidez do ser
petrifica o coração
e faz esquecer
a caridade e a compaixão.

Parado sou ameaçado
a desfalecer no desfiladeiro.
Sua luz me deixa deslumbrado
e me tira do momento derradeiro.

Já barro molhado,
deixo de ser pedra,
sinto-me amado.

Molda-me um corpo,
à Lázaro, renova o meu ser
e vivo, abandonando o ser morto.


A.M.O.R.

(Ana Moraes de Oliveira Rosa)

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