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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Maria José Gonzaga avalia os 100 primeiros dias como prefeita de Tatuí

TEM Notícias entrevista os prefeitos das maiores cidades da região de Itapetininga para um balanço da gestão.

Por G1 Itapetininga e Região
Prefeita de Tatuí, Maria José Gonzaga, do PSDB
 (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)
O TEM Notícias está fazendo uma rodada de entrevistas com os prefeitos das principais cidades da região de Itapetininga para fazerem uma avaliação dos 100 primeiros dias de governo. Nesta quinta-feira (13) a entrevistada é a prefeita de Tatuí Maria José Gonzaga (PSDB). Durante o balanço, ele falou sobre os problemas com a infraestrutura da cidade.

Felipe: Prefeita, muito obrigado pela presença. Uma boa tarde.

Priscila: Boa tarde, prefeita.

Gonzaga: Boa tarde.

Felipe: A gente vai começar falando de um dos pontos mais graves, um ponto que está afetando a vida de muitos moradores da cidade: a situação das pontes do município. O vice-prefeito, seu vice, o Luiz Paulo Ribeiro [PSDB], publicou em uma rede social que o Ministério da Integração liberou R$ 1 milhão para a reconstrução das pontes do Jardim Junqueira e Paulista. A gente sabe que no caso da ponte do Marapé [Bairro do Marapé], a nova empresa já assumiu a obra. Os moradores querem saber é qual o prazo agora, já que houve até esse anúncio do vice-prefeito em uma rede social. Qual é o prazo para que as pontes com problemas sejam entregues e que o trânsito nesses locais volte ao normal?

Gonzaga: Sim, esses primeiros 100 dias da nossa administração tivemos muitos desafios. Um desses desafios, realmente, é a reconstrução das pontes. Realmente, já o Ministério da Integração Nacional liberou R$ 1 milhão para a ponte do Jardim Junqueira e do Jardim Paulista. Já vamos fazer a licitação esta semana. Agora, com a ponte do Marapé, ela está desde outubro de 2016 no chão. E agora retomamos novamente a obra. Nós temos um prazo mais ou menos de 120 dias, que iremos reinaugurá-la em julho.

Felipe: Em julho? Essa é a do Marapé? Sobre essas outras duas pontes que houve essa liberação de recursos a senhora falou que a licitação vai ser essa semana, tem alguma previsão de quando pode começar a obra? Ou ser entregue?

Gonzaga: Não... não, ainda não.

Priscila: Tem também a questão da ponte do Jardim Ternura, que caiu no dia 5 de janeiro. Existe também, ela vai entrar nessas obras? Tem um prazo para que ela também volte a funcionar?

Gonzaga: Jardim Paulista.

Priscila: Tem também a do Jardim Ternura?

Gonzaga: Não.

Priscila: Bom, as outras pontes da cidade, enfim?



Gonzaga: As outras pontes da cidade. Então, nós temos a ponte do Marapé, nós temos a ponte do Jardim Junqueira, que ela caiu em fevereiro, nós temos a ponte do Jardim Paulista, que fizemos para que o tráfego continuasse normal tivemos que fazer uma ponte de madeira, e da Colina Verde, que estava interditada, é uma ponte que já vinha sendo trabalhada e com obras do governo do estado, com verbas do governo do estado.

Priscila: Vamos só então citar a questão dos buracos, que a gente mostra bastante aqui. A gente fala muito sobre isso e, depois da chuva que veio no inicio do ano, muita chuva acabou prejudicando ainda mais a cidade. Como é que fica essa situação? Vocês estão retomando para reconstruir isso? Como é que está a situação dos buracos na cidade?

Gonzaga: Para você ter uma ideia, Priscila, de janeiro a fevereiro choveu 30 dias. Nós perdemos de trabalho 60 dias. Por que? Para cada dia de chuva era mais um dia sem trabalho. Com a terra encharcada. Hoje nós temos duas frentes de trabalho para o tapa-buracos. A própria prefeitura com a sua equipe de asfalto e uma contratada.

Felipe: Prefeita, a população, os moradores mandam muitas reclamações para a gente pelo Whatsapp a respeito dessa questão dos buracos...

Gonzaga: Para mim também.

Felipe: E a senhora disse que tem as duas frentes de trabalho, o pessoal quer saber muitas vezes qual o cronograma desse tapa-buracos e dessa operação. Então, o que eu digo, assim, o morador muitas vezes ele manda a mensagem para a gente ou até para senhora, ele quer saber quando passa no meu bairro, qual área da cidade vai ser atendida, por exemplo, essa semana ou semana que vem? Qual as prioridades? Tem esse cronograma, qual que é o ponto mais crítico hoje que a prefeitura vai atuar primeiro em relação a isso?

Gonzaga: Olha, nesse primeiro momento mais de 20 vias públicas foram recuperadas. Agora a cidade toda está esburacada, então nós temos uma equipe que vai ao bairro, verifica qual a necessidade, aí começam os trabalhos.

Felipe: E isso a população pode fazer a denúncia para a prefeitura? Ou fazer a reclamação para a prefeitura? Abre um protocolo para daí ir lá fazer esse acompanhamento? Como é que funciona?

Gonzaga: Pode até fazer, mas a nossa própria equipe está acompanhando de perto os tapas-buracos.

Priscila: Bom, vamos falar então agora sobre saúde pública, que essa é uma outra preocupação dos moradores de Tatuí. Prefeita, o atendimento médico na cidade. A gente acompanhou no fim do ano passado a greve da Santa Casa, que foi resolvida. Mas ainda tem muita gente reclamando do atendimento que é demorado, a falta de médicos na cidade, principalmente no pronto-socorro. E a gente quer saber o que está sendo feito para melhorar essa questão na área da saúde?

Gonzaga: Sim, nós formalizamos o convênio com a Santa Casa de R$ 9 milhões ao ano e ela voltou a funcionar normalmente. O nosso próximo foco realmente foi o atendimento da população. No pronto-socorro trocamos a equipe de médicos e colocamos um pediatra 24 horas. Para você ter uma noção, nesses três meses mais de 5 mil crianças foram atendidas de 0 a 11 anos. E nos postos de saúde, nas unidades de saúde, nós estamos trabalhando também com esse atendimento desde lá, do Jardim Santa Rita de Cássia, até o Jardim Gonzaga, são seis unidades. Dessas seis unidades, tinham cinco médicos, hoje estão com 11 médicos. E mais ainda, a unidade da Vila Esperança, na terça-feira, ela tem agenda livre para atender as pessoas que chegam. E às quintas-feiras à tarde, lá no Rosa Garcia, também um clínico atendendo as pessoas com agenda livre.

Felipe: Prefeita, isso a senhora está falando em relação a atenção básica, falando dos atendimentos de urgência e emergência, a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] a gente sabe que não é uma obra da prefeitura, mas é um elefante branco que está parado faz tempo. A gente tem como estabelecer um prazo para que aquilo comece a funcionar? O que a prefeitura pode fazer também para tentar tirar aquele elefante branco daquele lugar para que a população consiga um atendimento que até desafogue outros problemas de atendimento de urgência e emergência?

Priscila: E é uma obra praticamente pronta.

Gonzaga: É, ficou quatro anos parada. Estamos negociando uma linha de crédito com o Ministério da Saúde para que a gente consiga terminar, porque para terminar nós vamos precisar de mais de R$ 1 milhão.

Felipe: A senhora diz que está negociando para a prefeitura assumir?

Gonzaga: Para que a verba venha.

Felipe: Venha para a prefeitura dar continuidade?

Gonzaga: Isso

Felipe: Mas ainda não dá para a gente falar quando que continua a obra?

Gonzaga: Não, estamos negociando. Estamos esperando essa resposta do Ministério da Saúde. Desde março estamos renegociando.

Priscila: É uma judiação porque fica um monte de material sendo desperdiçado.

Gonzaga: Sim.

Priscila: Prefeita, vamos falar também a questão do Centro de Hemodiálise. Como está o andamento das obras por lá? A gente quer saber se existe verba para a compra de equipamentos? Como é que isso vai ser feito? E se existe alguma previsão também de inauguração?

Gonzaga: O Centro de Hemodiálise é uma obra particular. Não é da prefeitura.

Felipe: Mas a prefeitura está acompanhando? Porque é uma obra que vai ser feito dentro da cidade e, de qualquer forma, a saúde pública do município vai se beneficiar disso. A prefeitura acompanha como está sendo feita essa obra? Vai ter algum recurso?

Gonzaga: Acompanha, mas não. É uma obra particular.

Felipe: A prefeitura não vai ter nenhuma participação nesse Centro de Hemodiálise, nem depois que estiver funcionando?

Gonzaga: Não, não... depois que estiver funcionando pode contratar os serviços.

Felipe: Bom, Banco de Sangue. Foi anunciado que a obra sairia do papel, nós até tentamos fazer uma reportagem esse ano, nossa equipe esteve lá para falar sobre a situação do Banco de Sangue, dar uma boa notícia que aquilo sairia do papel de fato, mas nenhum dos envolvidos no projeto quis gravar entrevista na época. Isso no comecinho do ano. A gente quer saber como está a situação do Banco de Sangue, já que é uma carência muito grande da nossa região, não ter um Banco de Sangue aqui na nossa região?

Gonzaga: O nosso Banco de Sangue, de Tatuí, quem toma conta é o Rotary Clube de Tatuí. Aliás, o Lions. E ela continua normal, vai fazer uma reforma.

Felipe: Isso também não vai ter envolvimento com a prefeitura?

Gonzaga: Não, não tem envolvimento da prefeitura.

Priscila: Vamos falar então agora sobre o caixa da prefeitura. A senhora quando veio no dia 2, dia 3 [de janeiro] que assumiu disse que pegou com dívidas. E agora, conseguiram recuperar, como é que a senhora reduziu custos? Como é que está hoje o caixa da prefeitura?

Gonzaga: Nós herdamos uma dívida de R$ 92 milhões*. Dessa dívida de R$ 92 milhões, R$ 51 milhões é de curto prazo, de fornecedores e R$ 11 milhões é de longo prazo. Dessa dívida de R$ 42 milhões, já abatemos R$ 26 milhões.

Felipe: Como que a prefeitura conseguiu cortar gastos, prefeita?

Gonzaga: Primeiro, com o arrocho dos gastos municipais, cortando contratos, para você ter uma ideia, o contrato de monitoramento das creches, da cerca eletrônica, era R$ 600 mil por mês. Então, é revendo esses contratos e cortando gastos.

Felipe: Prefeita, obras paradas. Por exemplo, o Espaço da Saúde, creche no Bairro Santa Cruz. Obras paradas também eram várias na cidade. A gente vem acompanhando há algum tempo. Como é que a senhora pretende resolver essas questões e finalizar essas obras?

Gonzaga: Algumas já estão começando. Como a do Jardim Santa Rita, a Praça da Música e as outras estão indo devagar.

Felipe: Mas e as outras estão indo devagar por qual motivo, quais são essas outras?

Gonzaga: As outras são unidades de saúde, creche.

Felipe: Mas a senhora diz que estão indo devagar por quais motivos?

Gonzaga: Por causa da firma contratada.

Felipe: Da licitação?

Gonzaga: Da licitação. Não, a licitação já existia, a empresa contratada que está devagar.

Felipe: Essas empresas não têm que cumprir um cronograma, prefeita? O que a prefeitura faz, notifica? Porque assim, se a culpa é da empresa que não cumpre um cronograma alguma coisa tem que ser feita para que a prefeitura...

Gonzaga: Notifica. Estamos notificando. Agora, os problemas são muitos, Felipe. Nós estamos caminhando devagar, olhando um, olhando outro. A prefeitura tem muitos, muitos problemas.

Priscila: Vamos falar agora que também recentemente a gente mostrou aqui no TEM Notícias a empresa que monitorava os radares, prefeita, os radares eletrônicos, as cercas eletrônicas, parou de operar esses equipamentos por falta de pagamento. Foi o que eles alegaram. Então a gente quer saber como essa situação está hoje, se esses equipamentos foram comprados com dinheiro público, se não? O que acontece daqui para frente, se vai voltar ou não?

Gonzaga: Não, não vai voltar. Nós realmente rompemos o contrato porque é um custo muito alto para o município.

Priscila: Mas e a segurança? Que essa é a grande preocupação das pessoas.

Gonzaga: O monitoramento das creches vamos fazer um monitoramento especial, já estamos vendo isso, e com os monitoramentos das praças, das ruas, a nossa própria Guarda Municipal está fazendo.

Felipe: Prefeita, quando a gente falou até dessa questão das cercas eletrônicas, a prefeitura até disse mesmo que tinha com recurso próprio, que estava tocando a questão das cercas, do monitoramento, e radares que também foram desligados? Tem alguma previsão de serem instalados radares em uma via mais crítica onde o pessoal abusa da velocidade?

Gonzaga: No momento não.

Felipe: A senhora disse que tem muitos problemas, que assumiu a gestão com muitos problemas. Qual é a prioridade então, desses vários problemas que a senhora disse, quais são os maiores? O que tem de ser feito ainda, de imediato? Já se passaram 100 dias, né.

Gonzaga: Sim. 100 dias é pouco, Felipe. Mas a prioridade grande realmente são as pontes que sejam reconstruídas e a manutenção da cidade, os tapa-buracos, a capinação, a manutenção em si e uma atenção especial à Saúde.

Felipe: Prefeita, a gente agradece sua presença aqui, sua participação. Uma boa tarde e uma boa gestão pelos próximos dias, meses e anos.

Priscila: Obrigada prefeita.

Gonzaga: Obrigada. Uma boa tarte a todos e uma feliz páscoa.

* A assessoria de imprensa da prefeitura informou, após a entrevista, que a dívida que a prefeitura herdou foi de R$ 60 milhões e não R$ 92 milhões.

Gonzaga foi entrevistada pelos jornalistas Priscila Tangarelli e Felipe Modesto
(Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)

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