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Tatuí, 


domingo, 3 de junho de 2018

Atriz Vera Holtz, que está em novela da Globo, faz sucesso nas redes

Vera Viral

Atriz Vera Holtz, que está em novela da Globo, conquistou a internet com ensaios fotográficos cheios de bom humor e crítica

Agência Estado com edição do DT

Vera Viral é a persona assumida por Vera Holtz nas redes sociais (Facebook/Reprodução)



A atriz tatuiana Vera Holtz afirma que sempre foi ambiciosa e saiu de casa para buscar independência. De acordo com a atriz, a intenção era ser conhecida por todos como em sua cidade natal, Tatuí. Por isso, ultrapassou as barreiras que foram surgindo e, além do sucesso na televisão, cinema e teatro, ela também alcançou o público da internet, com fotos conceituais da "persona" que ela assume nas redes sociais, chamada Vera Viral.

"O jornalista tem facilidade em transformar as centenas de palavras que falo em uma frase maravilhosa. Já eu tenho isso com a imagem. Às vezes, tem algo que quero dizer e não consigo expressar em palavras, me dá uma trava, mas, em imagem, consigo. O visual é muito forte pra mim. Então, é através dele que consigo expressar uma opinião", diz.

Segundo Vera, a ideia de usar as redes sociais surgiu de sua advogada. Mas a atriz conta que nunca gostou de excesso de exposição. Por isso, começou postando avisos sobre uma peça de teatro até que o ator Charles Azevedo pendurou um pacote em seu cabelo e surgiu a primeira série de fotos conceituais da Vera Viral com objetos pendurados em seu coque.

"Ninguém acredita, mas sou um pouco tímida. Papai dizia que quanto menos vista, mais apreciada. Essa crença ficou na minha cabeça. Aí comecei a postar coisa de teatro e, um dia, o Charles Azevedo pendurou um pacotinho na minha cabeça. Adorei e pedi para ele tirar de três ângulos para dar essa pegada de artes plásticas. O coque fez tanto sucesso, que fiz a série. Foi espontâneo, intuitivo, performático e, cada vez mais, para um lugar de criatividade", conclui.

Vera Holtz pensa bem diferente de Ofélia, sua personagem em Orgulho e Paixão, novela das 18h da Globo. O maior desejo da matriarca da família Benedito no folhetim de Marcos Bernstein sempre foi casar suas cinco filhas. Já a atriz acredita que o matrimônio é uma invenção social dispensável.

Na trama, Cecília (Anaju Dorigon) e Jane (Pâmela Tomé) já encontraram seus pares, porém Mariana (Chandelly Braz), Lídia (Bruna Griphão) e Elisabeta (Nathalia Dill) ainda estão solteiras.

Para Vera, o comportamento da primogênita, que recusou o pedido de casamento de Darcy (Thiago Lacerda), alegando dar prioridade à independência, é o mais próximo ao seu estilo de vida.

"O casamento é uma escolha muito séria, porque, cada vez mais, as gerações estão com dificuldade em dividir o dia a dia. Estamos numa época de grande individualidade. Sou a favor para quem quer, mas nunca foi indispensável. Atualmente tem tanto tipo de família que já se percebeu que pra ter uma não é preciso se casar", opina a atriz.

Embora nunca tenha desejado ser mãe, Vera diz que sofreu cobrança por sua escolha. Ela conta que, com 12 anos de idade, já tinha falado que não ia se casar. Mesmo assim, ela lembra que, aos 6 anos, sua mãe, Terezinha Fraletti Holtz, já tinha comprado o primeiro tecido para que ela aprendesse a bordar o enxoval, material que ela guarda como uma relíquia. Segundo a atriz, seu casamento é com o trabalho e filhos nunca fizeram parte de seus pensamentos.

"A maternidade é um tema que eu não posso falar porque nunca tive filhos. Ofélia queria ter as cinco filhas e deve ter uma vida sexual ativa com o marido, porque não é possível uma mulher ter cinco meninas lindas do nada (risos). Eu, Vera Holtz, não tive filhos por escolha", explica.

Para viver a personagem de Orgulho e Paixão, Vera buscou lembranças da sua casa durante a infância e adolescência, convivendo com suas três irmãs. A atriz relata que, assim como na novela, uma residência cheia de mulheres gera uma efervescência de sentimentos.

"Na minha casa tinham quatro mulheres. Me lembro da alegria, o colorido das roupas, a vibração dos namoros, as temperanças das cólicas, a dificuldade pra você conseguir entrar numa universidade e que uma roubava a roupa da outra", comenta.

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