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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Caso Juliana: Cães farejadores ajudam em buscas por criança desaparecida em Tatuí

Três cães levaram moradores para uma mata.

Do G1 Itapetininga e Região

Cães farejadores da Guarda Civil Municipal de Itu (SP) e Sorocaba (SP) auxiliaram parentes e vizinhos nas buscas pela menina de 10 anos que está desaparecida desde o dia 6 de novembro após sair de casa para brincar. A mãe da menina, Ilzoneide Soares da Silva, contou que a filha Juliana Soares Conceição saiu com os outros três filhos dela, de 13, 9 e 6 anos. No entanto, apenas ela não retornou para a casa. Uma peça de roupa foi encontrada em um terreno próximo à casa da menina, no dia 11 de novembro, e passará por perícia para saber se era ou não da Juliana.

Equipes foram guiadas por cães farejadores até matagal (Foto: Reprodução/ TV TEM)

De acordo com o guarda municipal Geraldo Carvalho, que mora em Tatuí (SP) e está auxiliando a família nas buscas, ele acionou as equipes das duas cidades para ajudar a procurar pistas sobre a garota. Os animais tiveram contato com um sapato da menina e foram separados em três pontos diferentes no bairro Santa Rita, onde a família da vítima mora. Após buscas, os três cães levaram os moradores em um matagal que fica próximo ao bairro e às margens do rio Tatuí.

“Os cães começaram as buscas na terça-feira. Retornamos de manhã hoje e os três cães trouxeram a gente para esse matagal. O trabalho dos animais encerrou aqui e agora começa a nossa varredura. Inicialmente, dentro do rio não localizamos nada. Vamos colocar uma equipe fora do rio. Como os cães trouxeram nessa área, a criança deve ter passado por esse local. É um local que iniciamos a procura”, explica o agente.

A moradora Franciele Camargo ajuda família nas buscas (Foto: Reprodução/TVTEM)

A dona de casa Franciele Camargo é uma dos moradores que também se sensibilizaram e decidiram auxiliar a família a encontrar a criança. “A gente conversou com a mãe da menina e se propôs a fazer busca também. Como as buscas estão nesse pedaço, resolvemos ajudar. A gente não é parente, mas a gente sofre. Três pessoas estão descendo pelo rio e também outro grupo está procurando pelo mato”, conta.

Enquanto as respostas não chegam, a angústia da mãe Ilzoneide só aumenta. “Não temos nenhuma informação. Única coisa que estou recebendo é trote que encontraram minha filha em bueiro. É um monte de coisa ruim. A gente sai para procurar, mas nenhum sinal. Amanhece e lembro que está faltando uma pessoa em casa. Choro bastante. Saudade demais. Ela nunca sumiu. Quando ela sai para brincar ela avisa. Angústia sem fim”, lamenta.

Equipes fazem buscas por rio apontado por cães (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)

Investigação
A Polícia Civil está analisando as imagens de uma câmera de segurança de um bar que mostram momentos antes da menina sumir conversando com um rapaz. O homem foi ouvido pelo delegado esta semana e, segundo a polícia, ele alegou que conhece a menina e que ela costuma brincar com a irmã dele. Contudo, alegou que estava só passando pela rua e nega qualquer tipo de contato.

Ainda segundo a polícia, um morador encontrou peças de roupas queimadas, na madrugada do dia 11 de novembro, em um terreno baldio localizado no bairro vizinho. A suspeita é de que as roupas sejam da criança e passarão por perícia.

Entenda o caso
Segundo Ilzoneide Soares da Silva, a filha saiu com os outros três filhos dela no domingo para brincar na rua onde vivem, a Rua Pedra Ribeiro Abrame, no Bairro Santa Rita. No entanto, a menina não retornou.

Choro bastante, diz mãe Ilzoneide Soares da Silva (Foto: Reprodução/TVTEM)

“Eles foram brincar em frente de casa, como sempre fazem. Eu fiquei em casa com o meu outro filho, que tem deficiência física. Mas eles sempre brincam na rua de casa, nunca saem longe. A única informação que tenho é de que uma pessoa falou que viu minha filha conversando com um homem. Ela teria entrado com ele em um bar e depois disso sumiu. Os irmãos dela falaram que não viram quando a Juliana sumiu, porque estavam brincando de bola", diz.

Ilzoneide justifica que só procurou a polícia na terça-feira porque procurou a filha com vizinhas na segunda-feira (7). “Não aguento mais ficar sem informação. Quero minha filha de volta. Eu tento me manter firme. É o que tenho que fazer, mas está difícil, pois não encontramos nada. A suspeita é de que o rapaz seja um trabalhador de uma construção que tem perto de casa, mas ninguém o encontrou”, explica.

Caso é investigado na delegacia de Tatuí (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)

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