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terça-feira, 27 de setembro de 2016

O desmonte do renomado Conservatório Musical de Tatuí, reconhecido no exterior, mas não no Brasil


Foto: Studio 90
INTERSINDICAL - O Conservatório Dramático e Musical de Tatuí, Dr. Carlos de Campos, no interior de São Paulo, é um daqueles patrimônios brasileiros, pouquíssimo conhecido no Brasil, mas de notório reconhecimento internacional, prestes a perder o brilho.

Referência em formação musical no país e no mundo, já recebeu estudantes do Japão, Inglaterra e Alemanha, atraídos pelo maior conservatório de música da América Latina. 

Passaram pela instituição o pianista e compositor André Marques, do Trio Curupira, o baterista e compositor Cléber Almeida, do Trio Macaíba, e o saxofonista e também compositor Vinícius Dorin, parceiro musical de Hermeto Pascoal, – entre tantos outros arautos que compõem as fileiras da música popular brasileira e da música clássica.

Nem a notoriedade internacional do conservatório, que já abrigou estudantes do Japão, Inglaterra e Alemanha, entre outros países, é suficiente para barrar o verdadeiro desmonte promovido pela organização social Associação Amigos do Conservatório de Tatuí (AACT), que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) delegou para ser responsável pela gestão do conservatório de Tatuí.

As reclamações de alunos não são suficientes. Por isso uma parte optou por construir um grêmio estudantil há um ano, na tentativa de criar um canal de interlocução com a administração do conservatório.

As demissões de professores renomados, sem quaisquer justificativas, expõem claramente a intenção de enfraquecer a instituição, sucatear, para depois, no futuro, vendê-la barato e ficar com a marca de reconhecimento internacional. É assim que começa a política privatista. Aliás, o primeiro passo se deu quando Alckmin terceirizou a gestão para uma organização social.

Os alunos, ainda inocentes, têm realizado atos e mobilizações com música e insistem na buscam de respostas contra a demissão de professores, a falta de transparência e diálogo de diretores.

O professor e regente da Jazz Combo, Paulo Flores, um dos fundadores do curso de MPB da instituição, com 35 anos de casa, foi um dos recentes demitidos. Somente entre abril e maio deste ano, o conservatório demitiu 17 profissionais alegando a necessidade de promover cortes de verba.

Exemplos de que não é apenas o corte de verbas que está em jogo são claros. A reformulação do regimento escolar, por exemplo, com novas regras para a concessão de bolsas de estudo e a mordaça nos estudantes é repugnante.

No começo deste ano, outra prova de despreparo e má-fé dos gestores da Associação Amigos do Conservatório de Tatuí. O conservatório começou a cobrar taxa de matrícula e rematrícula. Dias depois teve que voltar atrás e ressarcir, após a mobilização dos estudantes. O advogado da organização social tentou abafar o caso.

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