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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Manu Coelho, do PMDB, é entrevistado no TEM Notícias

Candidato à Prefeitura de Tatuí esteve nesta 2ª feira na emissora.
Na terça-feira, a entrevistada será Guiga Peixoto, do PSC.

Do G1 Itapetininga e Região

O Tem Notícias realiza a partir desta segunda-feira (12) até quinta-feira (15) uma série de entrevistas com os candidatos à Prefeitura de Tatuí de partidos ou coligações com pelo menos 10 deputados na Câmara Federal. A ordem das entrevistas foi definida por meio de sorteio com a presença dos representantes dos partidos. O primeiro candidato entrevistado foi Manu Coelho (PMDB), atual prefeito do município. Confira a entrevista:

Felipe Modesto: As reclamações em relação aos buracos nas ruas têm sido constantes. A gente recebe muitas mensagens da população reclamando. O senhor diz no plano de governo que vai instituir um plano de recapeamento. Por que isso não foi feito nos primeiros quatro anos de governo?
Manu: Boa tarde Felipe, boa tarde telespectadores. Nós já iniciamos um plano, que é um recape de R$ 10 milhões e também a operação tapa-buracos. As chuvas foram muito fortes e isso também evidenciou um aumento nos buracos. Já recapeamos a Rua do Santa Emília, que também tem um pedaço na Rua Santa Cruz. Já recapeamos na Vila Esperança diversas vias. Estamos recapeando o Rosa Garcia 2. E vamos fazer muito mais. Não foi possível porque pegamos uma cidade com uma situação de dívidas de R$ 40 milhões, que hoje já estão sendo pagos na totalidade. Isso vai fazer com que a gente invista esse recurso muito mais em recape nos próximos 4 anos.

Felipe Modesto: Se reeleito, o senhor começa o mandato em janeiro, em meio à época das chuvas. O que o senhor pretende fazer para evitar os transtornos, principalmente em relação às pontes, algumas delas ainda em obras, para o pessoal não sofrer tanto se chover muito de novo?
Manu: Nós já temos o exemplo na praça Ayrton Senna. Fizemos uma obra em 2013 para 2014 que, na época que eu assumi, perdemos o social. Tivemos um prejuízo de R$ 200 mil por uma enchente. Hoje, com uma obra de um R$ 1,5 milhão, não temos mais isso. Estamos fazendo uma obra de R$ 10 milhões que é a despoluição do Manduca e canalização de córregos e isso vai evitar enchentes. Agora, com relação às pontes, a ponte lá do Pompeu Reali que está em obras, nós vamos fazer uma ponte que não vai mais cair. É com tubulão, não com aduela metalão. É a terceira vez que ela cai. Uma chuva forte como teve agora. Inclusive, não foi no período de janeiro, foi no meio do ano, que levou aquela ponte. Nós estamos trabalhando porque fizemos ali um projeto de engenharia para que a ponte aguente a vazão da água da chuva.

Felipe Modesto: Já começaram as obras na ponte no Ribeirão do Manduca?
Manu: Já está as obras do Manduca, estamos dentro do cronograma.

Felipe Modesto: A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) não ficou pronta até hoje durante os quatro anos de mandato. Ela não saiu do papel, continua em obras e a prefeitura diz que vai passar a responsabilidade para uma organização social. Por que não foi possível com recursos próprios fazer essa obra em quatro anos?
Manu: Nós investimos 34% na nossa saúde. Melhorou bastante e precisa melhorar ainda mais. Nós temos aí hoje o Cemem, que entregamos à população com um atendimento de mais de 200 pessoas por dia e também um pronto-socorro hoje revitalizado com quatro médicos, três na porta e um na emergência. A Santa Casa, hoje, somos umas das 34 que estão abertas, graças a um repasse de R$ 1,8 milhão que fazemos para a Santa Casa, R$ 21 milhões no ano. E claro que também a UPA que vai ser agora um salto de qualidade. Fizemos já uma licitação e esta empresa fez a concorrência, ganhou e está fazendo. Não tínhamos mais recursos para fazer a UPA, fizemos uma reengenharia. Fizemos com criatividade uma superação, achamos uma empresa que está fazendo e vamos terminar até o final do ano para desafogar o pronto-socorro.

Felipe Modesto: Candidato, uma das justificativas para o atraso de algumas obras, entre elas o da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), foi a crise financeira e falta de recursos. Você diz no seu Plano de Governo que pretende fazer Centro Municipal de Especialidades Médicas (Cemem) Infantil, construir UBS, reconstruir o Centro de Reabilitação, ampliar a UTI e implantar a UTI Neonatal. A crise teria acabado?
Manu: Não, de forma nenhuma. A UTI Neonatal já está aprovada. Já temos aprovados seis leitos de UTI Neonatal e quatro leitos de UCI. Isso a partir do ano que vem com recurso de verba federal, vai funcionar na nossa maternidade. Além da UTI Neonatal nós temos também hemodiálise, que é uma parceria privada. A empresa vai fazer a clínica e nós vamos entregar para a população em parceria com município um atendimento dentro da nossa cidade.
O Cemem Infantil hoje vai ser feito uma nova escala. Não vai ter custos. Nós temos dez pediatras no município, que dão suporte às unidades que hoje são PSF. Eu assumi com três equipes de PSF, hoje são 12 em seis unidades. Esses pediatras se revezam. Eles vão ter uma escala nova para fazer o Cemem infantil. Já temos lá o “neuro”, aliás já temos o “gastro”, e agora vamos ter o neuropediatra para atender todas as crianças sem custo. Realmente é para fazer que a gestão seja melhorada ainda mais.

Felipe Modesto: Sobre essas construções que o senhor diz que pretende no seu Plano de Governo o dinheiro vem de onde? Vai ter uma diferença no orçamento em relação ao ano que vem? A previsão será diferente?
Manu: No Cemem Infantil nós já temos o prédio. Vamos usar o mesmo prédio do Cemem. As UBS são convênios, temos lá o da Santa Luzia, que é verba federal e já está sendo feita, e as demais UBS conseguiremos emendas parlamentares para fazê-las.

Felipe Modesto: Candidato, sobre o Centro de Hemodiálise, como é que está? Está atrasado? Já está funcionando?
Manu: O Centro de Hemodiálise já está pronto. O setor administrativo e o prédio. A clínica ela é pré-moldada e feita em outra unidade. Até o final do ano já vai estar concluída e vamos dar início ao funcionamento dela. A DRS já apoia, porque está precisando de uma clínica na região. Aí vamos fazer um convênio da prefeitura com a clínica para funcionar em Tatuí. Vai atender 200 pacientes que sofrem com doenças renais.

Felipe Modesto: E sobre a UPA, tem alguma previsão?
Manu: Até o final do ano está concluída.

Felipe Modesto: O aumento na tarifa do transporte coletivo chamou a atenção do Ministério Público no ano passado, que questionou o aumento de mais de R$ 1 em menos de um ano. Queria saber o que o senhor pretende fazer para frear esses aumentos? Rever até a tarifa do transporte coletivo.
Manu: O transporte coletivo não tinha um aumento desde 2010. Como a crise é nacional, a empresa ameaçou até parar com transporte. O que a gente quer colocar aqui também é que foi feita uma renovação de mais de 40 novos ônibus. A frota hoje é nova. Instituímos o bilhete único. As pessoas hoje já têm dentro do mercado local para recarregar o cartão. Podem também fazer o transporte de baldeação com a mesma passagem. E o mais importante, a grande novidade, em Tatuí quem anda de circular após os 65 anos têm isenção. Nos próximos quatro anos vamos colocar a partir de 60 anos. O idoso de 60 anos vai poder andar de graça no ônibus na nossa cidade.

Felipe Modesto: E o preço da passagem deve ficar no mesmo preço?
Manu: Não tem mais aumento.

Felipe Modesto: Em relação à rodoviária também é um compromisso que está lá no Plano de Governo. Queria saber quanto vai custar, onde vai ser e quando ficará pronta a nova Rodoviária de Tatuí?
Manu: A nova rodoviária também é um projeto que estamos ampliando juntamente com quem já é, que é da concessão da rodoviária. Eles têm uma obrigação de fazer. Nós estamos agora já ampliando o projeto para os próximos anos também. Nós temos o local já, mas temos que fazer realmente uma parceria que explore o serviço rodoviário.

Felipe Modesto: Não há previsão para início de obras?
Manu: A partir dos próximos quatro anos.

Felipe Modesto: Em relação à segurança, o senhor diz que um dos compromissos em relação à Guarda Municipal é contratar mais guardas, comprar viaturas novas, armas não letais e bases móveis para a GCM. A gente quer saber de onde virão os recursos? Pode ter aumento de impostos, do IPTU, por exemplo? O senhor está prometendo muita coisa, comprar muita coisa, contratar bastante gente também.
Manu: No momento estamos fazendo uma reengenharia. Ninguém está falando aqui de comprar. Na questão de adquirir, eu consegui adquirir nesses primeiros quatro anos 21 veículos para a nossa frota, da educação e da saúde com economia, cortando os cargos de comissão. Eram 143, estamos hoje com 43. Eram 11 secretarias, estamos com oito. Além disso, estamos fazendo uma gestão dinamizada com menos tempo. Hoje são 6h na saúde, 6h no paço municipal, 6h no setor de obras, economizando combustível, energia, telefone e dando conta de todos os serviços. Nos próximos quatro anos serão 6h também na educação uma parte de monitor, porque hoje o monitor trabalha muito. Então vai ser um trabalho menor. Vamos sim conseguir implantar esse serviço e adquirir porque nós não temos mais uma dívida de R$ 40 milhões que nós herdamos. Nós pagamos esta dívida. Vou comprar maquinários novos para a manutenção da estrada rural, veículos para Guarda Municipal e implantar as bases novas.

Felipe Modesto: Isso não deve vir de aumento de impostos, então?
Manu: Não o aumento de impostos.

Felipe Modesto: Candidato, em relação à emprego. Em um país com 12 milhões de desempregados, segundo as últimas estatísticas, queria saber o que o senhor pretende fazer para estimular empresas e capacitar e incluir os jovens no mercado de trabalho?
Manu: Temos já andando no nosso município a instalação da Noma, a partir do fim do ano começa a gerar 1 mil novos empregos. Duas novas empresas que são fornecedoras da Noma já estão em conversa com o município mais 1 mil novos empregos. Ali vai ser o nosso novo Distrito Industrial. Tatuí carecia de nova geração de empregos. Então, 3 mil empregos com a Zu Lai, que é uma empresa chinesa ao lado, e em frente o hotel Ibis, que é mais 200 empregos. E do outro lado da rodovia um Distrito Empresarial onde vai ser o nosso novo shopping center e a nova entrada que já começou. A geração de 4 mil empregos. Estamos projetando a cidade para o futuro. Essa é a garantia do nosso governo nos próximos quatro anos.

Felipe Modesto: Candidato, o senhor tem agora 40 segundos para as considerações finais.
Manu: Eu gostaria de falar com todo tatuíano que acompanhou nossa luta nos últimos quatro anos. Tivemos sempre a dificuldade do Legislativo para aprovar os projetos de alto alcance, mesmo assim conseguimos superar estes obstáculos. E hoje, Tatuí está projetada para o futuro. É por isso a necessidade de que cada tatuíano veja e compare os nossos quatro anos com os oito anos da administração passada. E, principalmente, veja o seu candidato através do site, quem é ficha limpa, quem realmente merece seu voto. Nós corremos atrás do governo federal para mudar tudo, mas tudo começa na nossa cidade. Eu quero agradecer a todos e peço o voto de todo tatuíano. A mudança não pode parar! Manu prefeito, vote 15!

(Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)

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