terça-feira, 22 de setembro de 2026

Santista reativa tingimento na planta de Tatuí

O equipamento chega ao Brasil no próximo mês, com montagem prevista para seis meses e início da operação no primeiro semestre de 2027

Jussara Maturo, no site GBL Jeans, com edição do DT

foto: divulgação (campanha de moda para o verão 2028)

Nova linha começa a operar no primeiro semestre de 2027, ampliando capacidade e flexibilidade de operação da fábrica

 22/09/2026 |  A Santista Têxtil vai instalar uma nova linha de tingimento aberta em sua unidade de Tatuí, em investimento que amplia a capacidade produtiva e a flexibilidade industrial da companhia. O equipamento chega ao Brasil no próximo mês, com montagem prevista para seis meses e início da operação no primeiro semestre de 2027, conta ao GBLjeans Newton Coelho, diretor de negócios da empresa.

Ele explica que a nova linha será adicional à estrutura já existente e permitirá à companhia ampliar o leque de produtos e acabamentos que consegue produzir. A expectativa é que parte da produção dos próximos lançamentos de moda já possa ser feita no novo equipamento, dependendo do cronograma de montagem.

Anteriormente, a Santista Têxtil desativara as áreas de tingimento e fiação da unidade de Tatuí, concentrando essas operações na fábrica de Americana (SP). Com a reativação do tingimento em Tatuí, a empresa passa a contar com duas linhas de tingimento. A fiação permanecerá concentrada em Americana, que passou por rearranjo no início do ano.

Na nova configuração, o tingimento de Americana roda em paralelo com as três tecnologias de fiação, com mistos, open end e anel, observa o executivo. Assim, a concentração tornou o fluxo industrial mais funcional. Conforme o diretor, a reconfiguração reduziu a movimentação de materiais, facilitando a alocação de pessoas e equipamentos conforme a necessidade de cada produto, diz.

A unidade também conta com uma célula destinada ao processamento de materiais de upcycling, dentro da estratégia de ampliar a flexibilidade da produção.

PERSPECTIVAS

Com os investimentos industriais, a Santista Têxtil mantém a estrutura preparada para responder aos diferentes ciclos de demanda de qualquer das duas unidades de negócios nas quais atua, comenta Coelho. De acordo com ele, a unidade de workwear enfrenta hoje um cenário mais difícil. De modo geral, as empresas seguraram os investimentos em projetos de renovação de uniformes e outras roupas profissionais técnicas.

Já a unidade de jeanswear apresenta desempenho melhor. Ainda assim, a empresa mantém a expectativa de encerrar 2026 em estabilidade, na comparação com 2025. Também trabalha com projeções que indicam que 2027 será um ano difícil para os negócios.

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