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Tatuí, 


sábado, 31 de dezembro de 2016

Tatuí pode ganhar campo de beisebol em breve



Manu assina Projeto de Lei para construção de campo de beisebol na cidade

O fim de ano trouxe o primeiro passo do que pode ser um grande presente para o beisebol de São Paulo e, pensando grande, do Brasil. Na última quarta-feira (28), José Manoel Correa Coelho, o Manu (PMDB), prefeito de Tatuí, enviou à Câmara Municipal o Projeto de Lei 38/2016, em que a prefeitura cede uma área municipal para a construção de um estádio de beisebol na cidade do interior paulista, celeiro de craques do esporte.

Para conhecer mais detalhes sobre o projeto, o The Playoffs conversou com Luis Camargo, catcher que defendeu o Brasil no Sul-Americano de Buenos Aires e na eliminatória do Word Baseball Classic. Natural de Tatuí, o jogador de 40 anos participou da cerimônia de assinatura do Projeto de Lei ao lado de Thyago Vieira, arremessador que tem contrato com o Seattle Mariners e que também tem seu passado ligado à cidade de Tatuí.

De acordo com Camargo, a construção do campo é a contrapartida à construção de um condomínio na cidade de 102 mil habitantes. “A empresa tinha a necessidade de construir algo em frente à obra, muita gente levou a ideia do campo de beisebol e eles compraram”, afirmou o catcher. Ele explicou que o campo está sendo citado na divulgação do condomínio, como um dos benefícios para os proprietários.

O terreno foi doado por 30 anos, e não haverá ônus para a prefeitura. A administração do campo ficará a cargo de uma associação que está sendo criada pela comunidade local, e que levará o nome de Red Feet (pés vermelhos), em homenagem à cor do terreno. A associação será responsável por um projeto social com escolas municipais, apresentando o esporte para crianças e adolescentes de Tatuí. Nos demais horários, o campo ficaria aberto à comunidade e aos moradores do condomínio.


O atleta foi chamado para participar do desenho do campo, e antecipou ao The Playoffs alguns detalhes. “O campo esquerdo tem 85 metros (cerca de 260 pés), e por essa razão, vamos ter um pequeno muro, semelhante ao Green Monster (muro do Fenway Park, estádio do Boston Red Sox)”, afirmou ele. Segundo o catcher, o campo será todo entrecortado, algo tradicional nos Estados Unidos, mas raro no Brasil, e o home plate dará ao rebatedor uma vista de parte do município.

A próxima etapa é negociar a instalação de torres de iluminação, permitindo jogos e treinos no período noturno. Camargo disse que o último campo existente em Tatuí foi vendido para uma panificadora, e os amantes do esporte utilizam agora campos de futebol e uma quadra de saibro abandonada para fazer os treinamentos. No momento, não há quórum para jogos regulares, mas a expectativa dele é de que isso mude com o novo campo.

Luis Camargo confia no potencial da equipe de veteranos de Tatuí para atrair jovens e aumentar a popularidade do esporte na cidade. Assim, dentro de alguns anos, Tatuí passaria a disputar os campeonatos estaduais e nacionais na categoria adulta, acredita ele. Na despedida, uma pergunta que pode virar premonição: “quem sabe, daqui 10 anos estaremos falando sobre outro talento do beisebol descoberto em Tatuí?”.

Crédito das imagens: Reprodução/Facebook (Manu Tatuí)

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