sábado, 11 de julho de 2026

Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí leva repertório brasileiro e estreia mundial ao WASBE 2026

Fundada em 1992, banda é referência nacional na produção e difusão do repertório sinfônico

Por Julio Longo, no site da UFRJ, com edição do DT


10 de julho de 2026 |  A Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí será uma das atrações da programação do Congresso Mundial da World Association for Symphonic Bands and Ensembles (WASBE 2026). O concerto acontece no dia 24 de julho, às 17h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, reunindo obras de compositores brasileiros e internacionais, além da estreia mundial da versão para banda sinfônica de Choro Rapsódia nº 1, de Hudson Nogueira.

Sob a direção de Marco Almeida Jr., o grupo apresenta um programa que evidencia sua vocação para a difusão da música contemporânea e do repertório brasileiro para bandas sinfônicas. O concerto contará ainda com a participação do saxofonista barítono Giancarlo Medeiros, mestre em Música pela UFRJ e referência na pesquisa do repertório brasileiro dedicado ao instrumento.

A abertura será com Pochito (2025), da compositora chilena Mariela Paz. Em seguida, Giancarlo Medeiros interpreta a estreia mundial da versão para banda de Choro Rapsódia nº 1, escrita especialmente para saxofone barítono e banda sinfônica por Hudson Nogueira.

Na sequência, o público ouvirá dois movimentos da Suíte Guanabara, de Osvaldo Lacerda — Indução e Marcha Rancho —, obra inspirada em elementos da cultura brasileira. O programa será encerrado com a Sinfonia nº 2 “Vozes”, do compositor norte-americano James M. Stephenson, composta pelos movimentos Prelúdio: Da Paixão, Gritos e Murmúrios e De Um.

Fundada em 1992, a Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí é uma das principais referências brasileiras na produção e difusão do repertório para bandas sinfônicas. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se pelo incentivo à criação de novas obras, pela colaboração com maestros convidados do Brasil e do exterior e pela construção de uma das mais importantes discografias dedicadas à música brasileira para essa formação. Atualmente, o conjunto reúne 54 músicos sob a direção artística de Marco Almeida Jr.

Além de reger a banda, Marco Almeida Jr. desenvolve uma carreira como eufonista, educador e maestro convidado. Formado em Eufônio pela Faculdade Mozarteum de São Paulo e em Regência pelo Conservatório de Tatuí, atua também na formação de novas gerações de músicos e regentes na instituição.

O solista Giancarlo Medeiros é professor do Conservatório de Tatuí, integrante do SaxBrasil Quartet e um dos principais pesquisadores do repertório brasileiro para saxofone barítono. Seu trabalho acadêmico e artístico inspirou a criação de diversas obras dedicadas ao instrumento por importantes compositores brasileiros.
Sobre a WASBE Rio 2026

O concerto integra a programação da WASBE Rio 2026, que será realizada entre os dias 20 e 26 de julho de 2026. Pela primeira vez sediada na América Latina, a conferência reunirá músicos, regentes, pesquisadores, compositores, educadores e estudantes de diversos países em uma programação que inclui concertos, workshops, palestras, concursos, sessões de leitura e atividades de formação.

A realização da edição brasileira conta com parceria entre a UFRJ, por meio de sua Escola de Música, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, a Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a FUNARJ, a Fundação Universitária José Bonifácio e a Marinha do Brasil, por intermédio da Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais. O projeto também conta com apoio da FAPERJ e do Ministério da Cultura.

Além de receber importantes conjuntos brasileiros e internacionais, a programação promoverá a formação da WASBE World Youth Wind Orchestra, reunindo jovens músicos de diferentes países, e o Fringe Festival “Por Todas as Bandas do Brasil”, com apresentações gratuitas em diversos espaços culturais do centro do Rio de Janeiro. A realização da WASBE Rio 2026 representa um marco para a música de bandas sinfônicas na América Latina e reforça o protagonismo da EM/UFRJ na formação, produção artística e pesquisa em música.

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