Boletim de informaç0ões COVID-19 n° 548 Tatuí, 28 de julho de 2021, quarta-feira - 11h00h

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Fonte: Prefeitura de Tatuí

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

artigo | A crise da cultura no conservatório dramático de Tatuí

José Simões

Em 2017, no dia 13 de dezembro, por meio do despacho de José Luiz Pena, Secretário da Cultura do Estado de São Paulo, designou a Organização Social “Abaçaí Cultura e Arte” como gerenciadora do “Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí”.

Na época, a “Associação de Amigos do Conservatório de Tatuí“ também se manifestou como interessada em continuar gerenciando o conservatório. Ambas foram consideradas aptas, porém, segundo o “Parecer Técnico expedido pela Unidade de Formação Cultural e o Parecer Econômico-Financeiro expedido pela Unidade de Monitoramento, ambas as Organizações Sociais “, todavia a “Abaçaí Cultura e Arte” foi a escolhida.

Pois bem, em 2020, antes do contrato terminar, a Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado publicou, no dia 5 de novembro, o edital para credenciamento de uma OS para a Gestão do Conservatório em substituição a Abaçai.

Mas por que? O que seria? Falta de recursos? Problemas na gerência do equipamento? A Secretaria responde: “Trata-se de uma medida preventiva, em razão de abertura de procedimento administrativo interno em face da atual gestora do Conservatório, ainda não finalizado.”

No meio disso tudo estão os artistas, as artes de uma região.

Há pouco, os artistas foram informados que a Organização Social que poderá vir a assumir a administração do conservatório - Sustenidos – apresentou um plano com fortes impactos aos trabalhos que estão sendo realizados no Conservatório Dramático de Tatuí.

Como assim acabar com os cursos de teatro?

Como extinguir o único de Cenografia da Região?

Como acabar com bandas e grupos musicais únicos?

Não é preciso de dizer e nem lembrar que o Conservatório de Tatuí é um orgulho para a Região Metropolitana de Sorocaba. É urgente que a sociedade civil, os nossos representantes estaduais e federais se movimentem e protejam a cultura da região.

Basta de espalhar cortes e mais cortes e nenhum investimento na Cultura da RMS.

Basta de desmontes na Cultura da Região Metropolita de Sorocaba.

Basta!

José Simões é professor e crítico teatral

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