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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Foi de Tatuí ao Paraná para ver sobrinho assassinado e o corpo ainda não havia sido recolhido

Retirada do corpo do rapaz que foi morto levou quase 14 horas, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Por RPC Curitiba, editado pelo DT

Família espera mais de 13 horas por IML e vela corpo de jovem na rua

16/01/2018 - A mãe de um jovem de 18 anos que foi morto na noite de segunda-feira (14), em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, reclamou do descaso com que a retirada do corpo do filho foi tratada. Sem veículos para atender a ocorrência, o corpo do rapaz ficou quase 14 horas no meio da rua, até ser levado ao Instituto Médico-Legal (IML).

A mãe da vítima, Sueli Dias, disse que ficou o tempo todo ao lado do corpo."Eu não saí um minuto daqui. Cadê que eles vieram?", questionou. "Eu quero o direito de velar o meu filho", contou a mãe, Sueli Dias, antes de o corpo ser resgatado.

O crime aconteceu por volta das 21h30 – a vítima levou uma facada. As polícias Civil e a Científica estiveram no local, fizeram as primeiras análises na cena do crime, isolaram o local e liberaram a retirada do corpo. O caso é investigado pela Polícia Civil. No entanto, o IML estava sem veículos para atender ao caso.

Tio de Tatuí chega antes do recolhimento do corpo
Tio da vítima Márcio Pedro saiu de Tatuí e chegou a Colombo antes do resgate do corpo (Foto: Reprodução/ RPC Curitiba)

Com a situação, o velório do rapaz foi improvisado no meio da rua. O tio do jovem, Márcio Pedro, saiu de Tatuí para acompanhar o velório do sobrinho. Quando chegou a Colombo, após seis horas de viagem, ainda se deparou com o corpo no mesmo local da morte. Na avaliação do tio, não há explicação. " É difícil para a gente. Quase seis horas de viagem para chegar aqui e o menino estar no mesmo lugar ainda. Cadê a providência do pessoal?", questiona.

Quase 13 horas depois, uma viatura do IML chegou a se deslocar até o local do crime, mas bateu no meio do caminho, atrasando ainda mais o resgate do corpo.
Carro do IML bateu no trajeto para a ocorrência (Foto: Reprodução/ RPC Curitiba)

Situação se repetiu

A mesma demora aconteceu com outras quatro mortes na Região Metropolitana de Curitiba. Às 16h de segunda-feira, uma pessoa morreu em Adrianópolis. O corpo só deu entrada no IML às 4h10 desta terça.

Em Balsa Nova, um homem morreu por volta das 22h40, mas o corpo só chegou ao IML às 8h20 desta terça. Na cidade vizinha, Araucária, houve mais uma morte à 1h desta terça-feira, e o corpo deu entrada também às 8h20.

A quinta morte foi em um acidente na BR-116, na manhã desta terça-feira. Um motociclista bateu em um carro e morreu na hora. A entrada no IML só foi registrada por volta das 11h.

Conflito de informações

Durante a manhã, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) informou, às 10h30, que a situação já tinha sido resolvida e que todos os corpos tinham sido recolhidos.

A informação, no entanto, não procedia, já que os corpos só terminaram de chegar por volta das 11h.

Ainda de acordo com a pasta, o IML de Curitiba possui quatro viaturas e oito motoristas, que atuam em regime de plantão.

No entanto, mais cedo, o diretor administrativo do IML, Jonatas Davis de Paula, tinha dito que o problema é a falta de motorista. Ele afirmou que dois veículos estão parados.

O IML ainda informou que uma das viaturas que estava no litoral, na Operação Verão, voltou a Curitiba para ajudar no atendimento.

Um novo posicionamento da Sesp foi solicitado, mas a secretaria não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

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