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Tatuí, 


terça-feira, 27 de março de 2018

Laudo deve apontar se investigação de bebê achado morto será por aborto ou infanticídio, diz delegado

Adolescente de 16 anos disse que jogou bebê em riacho por achar que estava morto; corpo foi encontrado no jardim Thomaz Guedes. Segundo a polícia, exame está sendo feito no IML de São Paulo.

Por Paola Patriarca, G1 Itapetininga, editado pelo DT

Corpo de recém-nascido foi encontrado dentro de um saco de cesta básica em um ribeirão no jardim Tomaz Guedes (Foto: Reprodução/TV TEM)

27/03/2018 -
 A Polícia Civil aguarda o resultado do exame do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, que apontará as causas da morte do bebê achado morto dentro de um saco plástico em um ribeirão, no jardim Thomaz Guedes, em Tatuí. O bebê foi encontrado no dia 16 de março.

A mãe, uma adolescente de 16 anos, disse à polícia que deixou o recém-nascido no local por acreditar que ele estaria morto. Ela confessou ao Conselho Tutelar que deu à luz no vaso sanitário do banheiro da casa onde mora e que escondeu a gravidez dos pais.

O delegado da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Silvano Renosto, explicou ao G1 que um laudo inicial feito pelo Instituto Médico Legal (IML) de Itapetininga não apontou as causas da morte. Por isso, um exame foi solicitado para ser feito no laboratório do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo.

“Abrimos a investigação para apurar o caso, mas o primeiro laudo foi inconclusivo. Por isso, encaminhamos um material que foi coletado do corpo do bebê para o laboratório de São Paulo para saber se ele já nasceu morto ou se foi morto após nascer”, diz.

Segundo o delegado, dependendo do resultado do laudo, a adolescente pode responder por ato infracional de aborto ou infanticídio.

“Se o exame apontar que a criança morreu antes de nascer, será considerado aborto. No caso, as investigações apontarão se foi natural ou proposital. Já se o bebê foi morto depois, será infanticídio. Tudo vai depender do laudo”, diz.

Ainda segundo o delegado, o resultado deve sair em 30 dias. Além de familiares, amigas próximas devem ser ouvidas pela polícia os próximos dias.

“Assim que tivermos o laudo iremos ouvir novamente a adolescente. Enquanto isso, estamos ouvindo testemunhas e amigas para saber se sabiam se a menor escondia a gravidez e contar o que aconteceu”, ressalta.

Entenda o caso / Segundo a Polícia Civil, o corpo do bebê foi encontrado às margens do ribeirão no jardim Thomaz Guedes, que fica próximo do local onde a adolescente mora com os pais.

Ainda de acordo com a polícia, o caso foi descoberto depois que a jovem passou mal na escola e o diretor acionou o Conselho Tutelar.

Mãe do bebê, uma adolescente, de 16 anos, é suspeita de jogar bebê em riacho em Tatuí (Foto: Reprodução/TV TEM)


Às conselheiras, a menor confessou que deu à luz no vaso sanitário do banheiro da casa onde mora e acreditou que o bebê estava morto, por isso colocou o bebê em um saco plástico e deixou às margens do riacho.

Para a Guarda Civil, a adolescente disse que deixou o bebê no local por acreditar que ele estaria morto, segundo o comandante da Guarda Civil Municipal, Fábio Luciano Leme.

“Ela disse em entrevista ao Conselho que o bebê nasceu na quarta-feira (14), mas só o encontramos ontem (sexta-feira, 18/03)”, explica.

Conselho Tutelar foi acionado após adolescente passar mal em escola de Tatuí (Foto: Thiago Vasconcelos/TV TEM)

Ainda de acordo com o comandante, a adolescente estava assustada com a gravidez e relatou que escondeu a gestação dos pais.

“Como se trata de uma menor, os pais foram acionados e alegaram que não sabiam do fato. A menina escondeu a gravidez durante os nove meses, ninguém sabia que ela estava grávida, a não ser as amigas mais próximas", afirma.

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