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Tatuí, 


domingo, 4 de março de 2018

De volta às novelas, Vera Holtz comenta sucesso na internet: “Não sei usar palavras”

Vera Holtz || Créditos: Juliana Rezende

04/03/2018 - O ano é 1988 e a jovem tatuiana Vera Holtz começa na TV Globo. Na novela “Que Rei Sou Eu?”, ela interpreta Fanny, uma jovem muito tímida e fechada, que se apaixona pelo príncipe Pichot (Tato Gabus Mendes). “Eu morria de vergonha de beijar em cena, não entendia desse universo. Eu ia dar o beijo, parava e ria. Fiz isso três vezes. O Tato foi muito delicado, é um homem muito educado, esperou pacientemente para dar o beijo”, lembra Vera. Passado 30 anos, a atriz se vê novamente como par romântico de Tato Gabus Mendes, na próxima novela das seis da mesma emissora, “Orgulho e Paixão”. “No primeiro dia em que gravei com ele, pedi pra todo mundo sentir esse momento e fomos aplaudidos”, conta.

A atriz nasceu em Tatuí e tem intimidade com o universo em que a trama está inserida. “Orgulho e Paixão” também se passa no interior de São Paulo, no ano de 1910. “Ofélia, personagem que vai interpretar, tem sotaque do interior, que eu trago com bastante dificuldade (risos). Está sendo um desafio pra mim fazer um personagem (risos)”, ironiza, e completa. “Disseram que eu poderia usar meu jeito de falar e achei uma responsabilidade porque tenho uma galeria de primos, primas e parentes para me espelhar”, diz. Ofélia é a matriarca de uma família com cinco filhas e deseja casá-las com homens de posses. “Fico muito feliz de poder representar e ter conhecimento dessa época, em que as mulheres estão começando as expectativas femininas em relação ao trabalho porque até então elas eram casadas. É muito interessante essa reflexão sobre os movimentos de conquista”, afirma.

A moça do interior, que tinha vergonha de beijar em cena, porém, ficou para trás. Hoje, Vera Holtz é uma atriz que revoluciona nas redes sociais, com fotos ousadas e críticas. “O Facebook e o Instagram foram um momento de encontro com a Vera que fez artes plásticas e não conseguia se comunicar através delas. Tinha feito música e também não conseguia compor, então fui buscando outras coisas. O teatro foi minha grande epifania. Quando vi minha primeira peça, já sabia que era meu destino, a grande invenção da minha vida foi fazer teatro. A Vera que gosta muito de artes plásticas começou a aparecer e a se alinhar agora. Entendi o que queria e ficou um espaço para eu me comunicar”, explica ela. Algumas fotos são intuitivas e outras a atriz faz após os fatos sociais e políticos acontecerem. “Algumas sinto antes de acontecer o fato e a foto já está feita, e em outras sou estimulada, acontece e depois eu comento. Mas como não sei usar as palavras, não é um dom meu, a imagem é minha grande forma de comunicação para comentar os fatos políticos, sociais, é uma forma simbólica”, reflete.

Fonte: Glasurama editado pelo DT

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