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sábado, 31 de outubro de 2015

Vereador e ex-delegados de Itapetininga são condenados a prisão

Ex-secretário de Itapetininga (SP) também está envolvido no processo.
Decisão do TJ-SP em primeira estância cabe recurso dos acusados.

Do G1 Itapetininga e Região

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou nove pessoas a prisão por ilegalidades em licitações no período de 2010 em Itapetininga (SP). Entre os envolvidos estão o vereador Milton Nery (PROS), os ex-delegados da Polícia Civil Alexandre Vianna e Ivan Scott e o ex-secretário municipal de Cultura Fábio Sacco. A decisão foi divulgada na quinta-feira (29) no site do TJ-SP. P processo está em primeira instância e, portanto, ainda cabe recurso.

Milton Nery afirma que na época da suposta irregularidade ele não tinha autonomia para tomar decisões, e que irá recorrer. Fábio Sacco diz que a Justiça se equivocou a proferir a sentença. O advogado Guilherme Jubram, que defende Alexandre Vianna e Ivan Scott, diz que ainda não foi intimado oficialmente, e por isso não pode se pronunciar.

Os outros envolvidos são: Josué Alexandre Theodoro de Camargo, Dérik Guarnieri Camargo, Samuel Fortes de Albuquerque Garcia, Washington Martins de Oliveira e Silvio Cesar de Jesus Barboza (veja abaixo as respostas deles sobre a condenação).

De acordo com o processo, as nove partes fariam parte de uma quadrilha especializada em coagir organizadores de festas e eventos na região a contratarem a empresa de segurança privada que pertenceria a esse grupo. Eles chegaram ser detidos em 2010, durante operação da Polícia Federal, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil em Sorocaba (SP).

Fábio Sacco, Josué Camargo, Derik Camargo, Milton Nery e Samuel Garcia foram condenados a um ano e dois meses de reclusão, três anos de detenção e 21 dias multa. As penas para Ivan Scott, Washington de Oliveira, Alexandre Vianna e Silvio Barboza são de um ano e quatro meses de reclusão, três anos e seis meses de detenção e 22 dias multa. Todos em regime aberto, o que significa que vão responder em liberdade.

Confira as respostas dos envolvidos
Samuel Fortes Albuquerque Garcia também vai recorrer da decisão. Disse ainda que considera a sentença injusta, pois nos quase oito anos em que está na secretaria de cultura e turismo sempre trabalhou de maneira idônea e que o cargo dele também não permite qualquer tipo de tomada de decisão.

Washington Martins de Oliveira diz que não pode comentar porque aguarda determinação judicial. Derek Guarnieri Camargo negou as acusações e afirma que vai recorrer da sentença. Ele é médico e na época era funcionário público, afirma. A TV TEM tentou contato com Josué Alexandre Theodoro de Camargo, mas ele não foi localizado pra falar sobre o assunto.

O advogado Aníbal Miranda Porto Júnior, que defende Sílvio Cesar de Jesus Barbosa, não quis comentar a sentença. Diz que ainda não foi intimado oficialmente e afirma que espera a intimação formal pra que as medidas cabíveis sejam tomadas.

Por meio de nota, Fábio Sacco disse que a Justiça local se equivocou ao proferir sentença condenatória, sendo que a decisão será combatida e conduzida à reforma perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Informou ainda que os detalhes não podem ser fornecidos, porque o processo corre em segredo de Justiça.

O vereador Milton Nery diz que vai entrar com recurso e que no período em que trabalhou na gestão anterior, devido ao cargo que ocupava, não tinha autonomia para assinar documentos ou tomar decisões.

O advogado Guilherme Jubram, que defende Alexandre Vianna e Ivan Scott, também diz que como o processo corre em segredo de Justiça e ainda não foi intimado oficialmente, não pode se pronunciar sobre o caso.

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