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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Um ano depois, polícia ainda não tem pistas de menina que sumiu no Santa Rita

‘Cada dia é uma luta', diz mãe da Juliana Soares Conceição, que desapareceu em 6 de novembro de 2016 enquanto brincava em frente de sua casa.

Por Francine Galdino*, G1 Itapetininga, editado pelo DT. 

Menina desapareceu enquanto brincava com irmãos, diz mãe (Foto: Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil ainda não tem pistas sobre o paradeiro da menina Juliana Soares Conceição, de 11 anos, que desapareceu em novembro de 2016 após sair de casa para brincar na rua com os irmãos, no bairro Santa Rita, em Tatuí.

Segundo a família, a criança foi vista pela última vez no dia 6 de novembro do ano passado. Na época, imagens de uma câmara de segurança registraram o momento em Juliana conversava com um homem em frente ao bar que fica na mesmo rua da casa onde vive. Porém, o homem foi ouvido e as investigações apontaram que ele não tem ligação com o desaparecimento da garota.

Além disso, peças de roupas de uma criança também foram encontradas queimadas dias depois do desaparecimento da menina. Contudo, segundo o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Agnaldo Ramos, o resultado do laudo apontou que não pertencem à menina.

“O inquérito continua aberto, porém não temos pistas do paradeiro da menina. Na época encontramos roupas queimadas que pensamos ser dela, porém o laudo apontou que não eram da menina”, explica.

Ainda segundo o delegado, como nada da Juliana foi encontrado até o momento, ele acredita que a menina possa estar viva.

“Acreditamos que ela está viva, porém não temos pistas de onde ela possa estar. Já conversamos com todas as pessoas que tiveram contato com ela no dia do desaparecimento, fizemos buscas em lugares onde ela possa ter ido, mas mesmo assim não encontramos nenhuma pista sobre seu paradeiro”, afirma.

Ilzoneide Soares da Silva conta que ainda tem esperanças de encontrar a filha (Foto: Reprodução/TVTEM)

'Cada dia é uma luta'

Em entrevista ao G1, a mãe de Juliana, Ilzoneide Soares da Silva, conta que ainda não perdeu as esperanças de encontrar a filha e que, desde o sumiço da filha, não tem vontade de fazer mais nada.

“Só quero encontrar minha filha. Não tenho vontade de fazer mais nada. Continuo fazendo buscas por ela e tenho esperanças de que ainda vou encontrá-la. É desesperador não saber onde ela está e não ter nenhuma informação sobre ela. Sinto falta dela todos os dias”, conta.

A mãe conta que desde o desaparecimento vive com medo de que alguma coisa possa acontecer com seus outros filhos.

“Cada dia é uma luta, agora não deixo os meus outros filhos saírem sozinhos na rua. Sempre que eles vão brincar fora de casa eu vou junto ou então peço para um vizinho acompanhá-los. Até na escola não deixo irem sozinhos mais. Ele até chegam atrasados, pois estudam em escolas diferentes, mas eu levo e vou buscar”, explica.

Entenda o caso

Segundo a mãe, a filha saiu com os outros três filhos dela, de 13, 9 e 6 anos para brincar na rua onde vivem, a Rua Pedra Ribeiro Abram, em 6 de novembro, um domingo, porém Juliana não voltou para casa.

“Eles foram brincar em frente de casa, como sempre fazem. Eu fiquei em casa com o meu outro filho, que tem deficiência física. Mas eles sempre brincam na rua de casa, nunca saem longe. Os irmãos dela falaram que não viram quando a Juliana sumiu, porque estavam brincando de bola. Não viram quando ela desapareceu. Só peço para Deus para encontrá-la", diz.

De todos os dias sem sua filha, Ilzoneide afirma que o dia mais triste desde que sua filha sumiu foi em 8 de julho, dia em que Juliana completou 11 anos.

“Eu chorei o dia inteiro desde a hora que acoei. Não pude comemorar os 11 anos dela, fazer festinha e dar aquele abraço. É muito triste não saber onde ela está. Quero minha filha aqui. Eu não aguento mais isso”, afirma.


Roupas queimadas encontradas em mato não eram de Juliana (Foto: Divulgação/ Polícia Civil Tatuí)

*Colaborou sob supervisão de Paola Patriarca, do G1 Itapetininga e Região

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