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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Operação prende suspeitos de compartilhar pornografia infantil no interior de SP

Em Tatuí, uma criança foi encaminhada ao Conselho Tutelar

Estadão Conteúdo - editado pelo DT

Uma operação da Polícia Federal (PF) cumpriu 23 mandados de busca e prisão contra suspeitos de acessar e compartilhar pornografia infantil pela internet, nesta terça-feira, 21, em Tatuí e outras dez cidades do interior paulista.

De acordo com o delegado Valdemar Latance Neto, da PF de Sorocaba, dos 500 arquivos apreendidos em casas e escritórios dos suspeitos, cerca de 350 tinham imagens de crianças e menores de idade sofrendo abuso sexual. Algumas imagens, segundo ele, chegavam a ser chocantes, como a de um bebê de dois meses sujo de esperma.

Denominada Égide, a operação mobilizou agentes nas 11 cidades que foram alvos da operação. Em Salto, um estudante de 28 anos foi flagrado com fotos e vídeos armazenados em dez equipamentos. Ele foi preso em flagrante.

Em Tatuí, os agentes localizaram uma menina de três anos em situação de risco – o irmão mais velho compartilhava imagens de abusos contra crianças. A criança foi encaminhada ao Conselho Tutelar da cidade. Entre os detidos, estavam pessoas que alegaram ter acessado a pornografia infantil apenas para denunciar às autoridades.

Segundo o delegado, quem compartilha o material também comete o crime de expor o menor vítima do abuso. Alguns detidos foram ouvidos e liberados. O número de pessoas que permaneceram presas não foi divulgado. Os investigados vão responder pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A investigação teve início em 2016, quando a Polícia Federal de Sorocaba identificou a distribuição, pela internet, de vídeos e fotos contendo abuso sexual de crianças.

A Justiça autorizou busca domiciliar em 23 locais suspeitos em Tatuí e nas cidades de Campinas, Cesário Lange, Itapetininga, Itapeva, Itu, Laranjal Paulista, Leme, Pilar do Sul, Salto e Sorocaba.

As informações que deram início ao inquérito da PF foram prestadas por grandes corporações de internet, como Google e Facebook. Autoridades norte-americanas também repassaram informações, através de um acordo de cooperação policial internacional.

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