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domingo, 26 de novembro de 2017

tese / Geologia e paleontologia das formações Tatuí e Irati no centro-leste do estado de São Paulo (2011)

TESE de Artur Chahud e Petri Setembrino (orientador)

Resumo: A área de ocorrência das formações Tatuí e Irati, na região centro-leste do Estado de São Paulo, entre as cidades de Leme e Rio das Pedras é objeto desta pesquisa. São detalhadas as ocorrências destas duas formações, através de seções estratigráficas, caracterizando e analisando as sucessões de litotipos, conteúdo fossilífero, tafonomia dos fósseis, além de enfocar hipóteses paleoecológicas e paleoambientais.

Na Formação Tatuí foram identificadas quatro fácies, a inferior de arenitos finos e paleoambiente incerto, duas refletindo contexto não marinho e a de topo com influência marinha. As duas fácies do contexto predominantemente não marinho são respectivamente siltitos arenosos com fósseis de água doce e arenitos grossos ou conglomeráticos, fáceis Ibicatu, localmente com lenhos. A fácies de topo é caracterizada por depósitos de arenitos finos, ocasionalmente com grandes estratificações cruzadas, estratificações “hummockies”, apropriado para um grande corpo d’água salino.

O conteúdo fóssil da Formação Tatuí inclui três tipos de iconofósseis em três fácies diferentes (fácies basal do estudo, Ibicatu, e no topo), grandes caules vegetais (pteridófitas e espermatófitas) na fácies Ibicatu, crustáceos (conchostráceos e fragmentos indeterminados) ocorrem na fácies síltica, escamas, dentes e partes ósseas de peixes ósseos na fácies siltica e topo da Formação Tatuí.

O Membro Taquaral é reconhecido por duas fácies e dois paleoambientes de salinidade variável. A fácies basal, composta de arenitos finos a conglomeráticos, granulometria irregular horizontal e verticalmente e com ictiofósseis, é interpretada como depositada em ambiente raso dominado por ondas. A segunda fácies, folhelhos sílticos, é típica de paleoambientes mais calmos, provavelmente com menor salinidade. Os fósseis da base arenosa do Membro Taquaral são peixes, representados por Chondrichthyes sob a forma de dentes cladodontes, espinhos de Euselachii (Amelacanthus e Iratiacanthus), espinhos Ctenacanthiformes (Sphenacanthus sanpauloensis e S. sp.), dentes de Xenacanthiformes, Diplodoselachidae (Taquaralodus albuquerquei) e Xenacanthidae, dentes de Orodontiformes, (Orodus ipeunaensis), Petalodontiformes (Itapyrodus punctatus e I. sp.) e Holocephali indeterminados.

A fauna de Osteichthyes é a mais abundante em número de espécimes, sendo composta, predominantemente, de dentes e escamas paleoniscóides, raras escamas de Coelacanthimorpha, partes ósseas e dentes labirintodontes, estes atribuídos a Osteolepiformes e a tetrápodes Temnospondyli. Os fósseis estão normalmente dispersos e desarticulados e os elementos ósseos fragmentados e desgastados. O conteúdo fóssil da fácies folhelho síltico do Membro Taquaral é raro, os mais comuns são crustáceos, principalmente do gênero Clarkecaris, e restos muito fragmentados de Coelacanthimorpha e Palaeonisciformes.

Imprenta:
Local: São Paulo
Data de publicação: 2011

Data de defesa: 17.11.2011

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